quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Acções de Reflorestação


ACÇÕES DE REFLORESTAÇÃO
Outono 2009
Reserva da Faia Brava, Algodres, Figueira de Castelo Rodrigo

Fins-de-semana:
16, 17 e 18 de Outubro de 2009
23, 24 e 25 de Outubro de 2009
13, 14 e 15 de Novembro de 2009

Colectivo Germinal e a Associação Transumância e Natureza organizam para este Outono  três acções de reflorestação nas margens do rio Côa, no Concelho de Figueira de Castelo Rodrigo. Vamos dar continuação ao trabalho de recuperação da àrea  protegida da Reserva da Faia Brava, propriedade da ATNcom o repovoamento de áreas ardidas e agrícolas abandonadas, promovendo assim a recuperação destes ecossistemas. Haverá também a manutenção de um viveiro florestal e a recolha de sementes.
As árvores utilizadas para os repovoamentos são autóctones, como carvalhos (sobreiros, azinheiras, roble, etc.) e freixos, entre outras. Estas acções têm por objectivo criar as condições necessárias para a recuperação de um ecossistema natural, onde espécies da fauna e flora autóctones possam sobreviver e prosperar.
Os acampamentos de voluntários realizam-se de Sexta a Domingo, sendo a Sexta-feira para recepção dos participantes. O ponto de encontro é junto à Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo. A partir daqui asseguramos transporte até ao local do Acampamento e regresso. Durante os três dias da reflorestação garantimos refeições veganas/vegetarianas confeccionadas no acampamento (Pequeno-almoço, Almoço e Jantar).
Necessitas trazer tenda, saco-cama, o teu próprio prato, copo e talher, lanterna, termo, impermeável e roupa quente, botas ou galochas, instrumentos musicais, alegria e boas vibrações!!
Inscrições
Envia um e-mail para colectivogerminal@hotmail.com indicando o fim-de-semana em que pretendes participar, mais nome e telefone e aguarda a nossa confirmação.  A Inscrição tem um valor de 3€ a pagar aquando da chegada ao local de acampamento. Se Não queres ou não podes participar nestas acções mas pretendes ser informado de próximas actividades, envia-nos um e-mail com o teu contacto

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Informação sobre lei e definições da liberdade educativa

Tem sido falado, em conversa de café,sobre a componente legal acerca de alguns tipos de educação alternativa, nomeadamente o ensino domiciliário. Aqui fica alguma informação e espero, em breve encontrar e publicar mais.

Trecho de um texto escrito por Mário Pinto, preparado para uma apresentação oral no painel dedicado ao tema: «liberdade de educação ou Estado educador?», incluído no 1º Encontro do Fórum para a Liberdade de Educação.

"Já vimos que a liberdade fundamental de aprender é, sem excepção, liberdade de todos e de cada um (liberdade de acesso a uma educação da livre escolha pessoal e livremente exercitada). Deve contudo notar-se que, no caso das crianças e dos jovens menores, esse seu direito pessoal de liberdade e de escolha é também exercitado pelos pais, por direito próprio e em representação dos menores. O direito de os pais criarem e educarem os seus filhos é um direito natural fundamental, reconhecido pela Declaração Universal dos Direitos do Homem (art. 26º, nº 3: «os pais têm o direito prioritário de escolher a educação para os seus filhos»); e também consagrado pela nossa Constituição (nº 5 do art. 36º: «os pais têm o direito e o dever de educação e manutenção dos filhos»). Mais uma vez se dirá que, também nesta correlação, desproteger ou ofender os direitos de educação dos pais atinge os direitos de liberdade de educação dos filhos.

A natureza prioritária do direito dos pais, constante da Declaração Universal e da Constituição, necessita de ser entre nós sublinhada, porque anda intencionalmente esquecida, e é incluso por vezes negada com base no argumento de que, em matéria de educação escolar, o Estado sabe melhor o que convém aos nossos filhos do que nós próprios.

Note-se que, na Constituição Portuguesa, aquela prioridade se revela patentemente não apenas na disposição citada, mas ainda no número 1 do art. 68º, que diz assim: «os pais e as mães têm direito à protecção da sociedade e do Estado na sua insubstituível acção em relação aos filhos, nomeadamente quanto à sua educação...». Poderá haver dúvidas de que esta prioritária e insubstituível acção dos pais inclui a escolha da educação para os filhos?"

fonte aprendersemescola.blogspot.com

Dia 21 de Setembro - dia mundial da Árvore

A Natureza aclama ajuda.
Neste último século, o meio ambiente está a sofr uma grande e acelerada transformação. E muitas destas alterações na natureza são praticamente irreversíveis a curto ou médio prazo. Se continuarmos com o mesmo ritmo de desenvolvimento, sem procurarmos estabelecer limites ao manejo e preservação dos recursos ambientais, a qualidade de vida no planeta diminuirá drasticamente.

Alguns dados alarmantes sobre o meio ambiente:
Entre dois e sete milhões de pessoas sofrerão anualmente com inundações, principalmente nas áreas costeiras onde a pressão demográfica aumenta e nos grandes deltas da África ocidental, da Ásia e do Mississippi. As populações pobres, incluindo as dos países desenvolvidos, serão as mais vulneráveis à mudança climática.

Antes do ano 2080, estimam os especialistas no documento de 1400 páginas, até 3,2 mil milhões de pessoas estarão expostos a uma severa escassez de água e 600 milhões à fome por causa das secas e da degradação e salinização do solo.
Os cientistas advertiram que o aquecimento afectará todas as formas de vida na Terra. "Entre 20 e 30 por cento das espécies vegetais e animais terão um risco crescente de extinção se o aumento da temperatura mundial se situar entre 1,5 e 2,5 graus centígrados por comparação a 1990", advertiu o IPCC.

A incidência de furacões nível 5 está a aumentar consideravelmente. Em 2005,apenas em torno do Oceano Atlântico, foram registrados 15 do tipo;
Nas últimas décadas, a média da temperatura mundial subiu 0,7°C. No sul do Brasil, o aumento foi de 1,4°C ;
Em 2005, aconteceram 360 desastres naturais, um aumento de 18% em relação a 2004; Em 25 anos, 620 mil mortes foram registadas em virtudes de desastres naturais; Desarborização e queimadas lançam, anualmente, mais de 200 milhões de toneladas de carbono na atmosfera;

Entre 2002 e 2005, a Amazónia perdeu 70.000km² de seu território em virtude de desmatamentos e queimadas indiscriminadas;
Até o final do século, preve-se um aumento de até 7°C na temperatura da região semi-árida do nordeste brasileiro;
Atualmente, cerca de 1,2 bilhões de pessoas encontram-se no estado de alta pobreza devido às condições climáticas de suas regiões;
Nos próximos 50 anos, o nível do mar deve subir entre 30 e 80cm, devido ao derretimento das calotas polares;

O aumento de temperatura registados nos últimos 50 anos foi de 3°C ;
O Brasil é quarto maior poluidor do planeta;
Nos últimos 12 anos, na Antártica já foram perdidos 14km² de gelo;
O prejuízo estimado com os desastres ambientais dos últimos 10 anos é de 570 bilhões de dólares.


fonte: planetavoluntários.com.br

Faz-nos pensar.
No lado direito deste blog há uma série de organizações e acções cujo obejctivo é trabalhar e minorizar estas consequências. Há tantas formas de ajudarmos, seja através de um movimentos mais ou menos activistas, acções espontâneas ou mudança de hábitos comuns.

Encontro da Familia Do Artes/Germinal

Está a acontecer desde sexta feira mais um encontro da Família do Artes. Alguns, entre os quais eu, tiveram de voltar à vidinha, deixando a família em plena congeminação efervescente. A quinta da Vila Nova é um lugar pacífico e cheio de harmonia onde se falou do Artes 2010, Encontros de Educação, Acções de reflorestação e muito mais.
Confirma-se assim que o Artes está de boa saúde e que se realizará no próximo ano, ainda em data a definir. Além disto nasceu a vontade, entre as conversas à volta da mesinha de madeira, de se realizarem encontros com o mote educação alternativa. Num ambiente auto gerido, gostaríamos que todos os interessados em falar sobre este tema, contribuindo para o enriquecimento de conhecimentos e experiências, pudessem estar e partilhar. Divertirmo-nos todos em conjunto é o principal, com círculos, workshops, enfim, tudo o que sentirmos vontade de fazer. Ainda não se sabe onde será o próximo encontro, mas aqui as notícias serão sempre fresquinhas!
A família estará junta até quarta-feira e aí contaremos mais pormenores. De qualquer forma, quem estiver interessado em participar na Construção do Artes da Lua 2010 ou em conversas sobre educação alternativa basta contactar-nos ou ao colectivo germinal.
Falámos também sobre assuntos do Colectivo Germinal entre os quais as acções de reflorestação na reserva da Faia Brava, levadas a cabo já há uns anos. Em breve, também, informações e datas das próximas reflorestações.

Mais informações podem ser encontradas em http://www.luadoutono.blogspot.com/
http://www.luadoutono.pegada.net/
http://www.infogerminal.blogspot.com/

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Visão de Shaun Kerry

Como psiquiatra e sociólogo, eu examino a sociedade como um médico examina seu paciente. Uma das doenças mais perturbantes que encontro é o nosso sistema escolar que sem se aperceber prejudica a maioria dos alunos.

Estou completamente convencido que o nosso sistema escolar é a causa principal dos problemas sociais enfrentados actualmente pela nossa sociedade. Dinheiro não seria necessário para a resolução deste problema.

Falando a partir da perspectiva da psiquiatria, os nossos atributos mentais mais importantes incluem emoções, julgamento, senso de prioridade, empatia, consciência, relacionamentos interpessoais, auto-estima, identidade, independência, capacidade de concentração e toda uma série de outras funções do cérebro difíceis de descrever. Vou agrupar todos estes atributos sob o termo plena atenção. O nível de compreensão da leitura, a habilidade matemática e os resultados de testes padronizados encontram-se muito mais abaixo na lista de prioridades.

Há um salto enorme na incidência de doenças mentais imediatamente após as crianças começarem escola, o que sugere que algo no sistema escolar está em directo conflito com a psique humana. Com a reestruturação das nossas escolas, muitas dessas doenças poderiam ser evitadas. Vou mostrar-vos como:

Primeiro, temos de ultrapassar a nossa insistência obsessiva de que a aprendizagem de certas coisas deve ser feita a determinada altura. Todos nós temos uma personalidade que é única e todos aprendemos a um ritmo diferente. Algumas pessoas estão prontas para aprender a ler aos 3 anos de idade enquanto outras podem estar mais preparadas para fazê-lo aos 10 anos de idade. Nas escolas, nós forçamos os estudantes a"comer" matérias, não nos apercebendo que eles aprendem muito mais depressa e eficazmente se estiverem receptivos e ansiosos por aprender. As crianças conseguiriam dominar as noções básicas de leitura, escrita e aritmética muito mais depressa se lhes deixassem aprender o que elas querem aprender na altura em que elas querem aprender.

Antes de 1850, a escolaridade (da forma como actualmente compreendemos a expressão) - não era considerada fundamental para o desenvolvimento das mentes dos jovens . Algumas crianças frequentavam escolas, mas só pelo tempo que queriam.

Educação em salas de aula não era obrigatória. No entanto, as crianças aprendiam a ler, escrever e fazer contas. E mais, o gabinete do senador Kennedy libertou uma vez um documento demonstrando que antes da implementação do ensino obrigatório a taxa de alfabetização era de 98% e que posteriormente nunca excedeu os 91%.

Obrigar as pessoas a aprender é extremamente prejudicial. Testes, notas, avaliações, exames, competição e trabalhos que nunca mais acabam estão no cerne dos problemas que infectam as nossas escolas. A motivação para aprender deve vir de dentro do aluno. Muitas vezes, ficamos tão preocupados em cumprir as exigências dos outros que acabamos por não saber o que sentimos e quem somos. Eu tenho trabalhado com inúmeros indivíduos que, embora intelectualmente bem desenvolvidos, perderam totalmente o contacto com o seu verdadeiro eu.

Todas as crianças são naturalmente curiosas e adoram aprender. Antes de frequentarem a escola e serem submetidas a esse processo de coerção, as crianças conseguem aprender uma linguagem complexa (em famílias bilíngues, dois idiomas) e uma quantidade enorme de coisas sobre o seu ambiente.

Não há razão para pensarmos que essa aprendizagem não continuaria, sem os efeitos negativos da rigidez institucional e das avaliações constantes que parecem constituir a base da educação actual. Em vez de dificultarmos o crescimento dos nossos filhos, deveríamos proporcionar um ambiente que os vai nutrir e facilitar a aprendizagem contínua.

Shaun Kerry, M.D. Diplomata, American Board de Psiquiatria e Neurologia 2-04-2007

Fonte: http://www.school-reform.net

Unschooling: The Movie




As pessoas aprendem brincando, pensando e surpreendendo-se a si mesmas. Elas aprendem quando se riem de algo que as surpreendeu e aprendem quando se questionam "O que é isto?" - Sandra Dodd
 
Unschooling: The Movie promete ser um documentário divertido e informativo sobre uma ideia radical - a de que a melhor educação para as crianças pode ocorrer sem qualquer aprendizagem formal. O filme apresenta extensas entrevistas com famílias (pais e filhos) que vivem o unschooling, com ênfase especial nas ideias e no trabalho inovador de Sandra Dodd, uma grande defensora do unschooling (podem ver alguns video clips aqui).

O filme proporciona uma óptima maneira de aprofundar a nossa compreensão do ensino doméstico e do unschooling, quer nunca tenhamos ouvido falar dessas alternativas quer sejamos experientes na sua prática.

Também poderá funcionar como uma excelente maneira de introduzir o tema a amigos ou familiares que não conseguem compreender porque é que os nossos filhos não frequentam a escola. Unschooling: The Movie fala sobre os problemas e conflitos que os unschoolers às vezes enfrentam e formas simples de os resolver.

Era uma vez uma ilha...onde as crianças construiram a escola nova...

Tinha de passar o tempo em São Bento enquanto esperava a chegada pachorrenta dos comboios. Uma feira do livro? sim! e perdido entre os esquecidos livros em promoção, com pó e abandono qb, lá estava esta estória, dobrada e suja,anciã mas bem viva! Trouxe-o comigo e aqui o partilho com voçês. Não sei a data mas parece-me um livro pós 25 de Abril. entre 75 e 80.



"Era uma vez uma ilha. Como é natural, nessa ilha havia meninos que andavam na escola. A professora vinha todas as segundas-feiras no barco e ia embora novamente ao sábado.


A professora falava, falava, falava...os meninos escreviam, escreviam, escreviam...



Todos eram bons e ficavam quietos e calados, sentados cada um no seu lugar.

Certo dia o mar cresceu e veio uma tremenda tempestade. O barco não chegou e os meninos ficaram sem professora. Não havia quem ditasse, quem mandasse fazer as contas, quem os mandasse portar-se bem, sentados cada um no seu lugar a obedecer às ordens.
Uma escola onde não se faziam essas coisas, que escola era essa?
Se não era uma escola, já não era preciso estar quietos, sentados cada um no seu lugar... se não havia quem mandasse,podia-se fazer tudo o que se quisesse!

As pesoas estavam habituadas a passar diante da escola e a não ligar, mas naquele dia pararam a fazer comentários.
- já se sabe que os miúdos não podem ficar sozinhos.
-Sozinhos só fazem barulho!
-São muito pequenos.
-Mesmo que fossem crescidos...
-Os estudantes do liceu são crescidos e quando querem fazer as coisas sozinhos só fazem barulho.
-Por este andar, onde se vai parar?

As pessoas que diziam estas coisas recordavam-se do tempo em que eram pequenas e andavam na escola.
Também no tempo delas era preciso portar-se bem e estar quietos no lugar, ouvir os professores, obedecer, escrever, escrever e escrever...
Nenhuma delas era capaz de imaginar uma escola diferente.

Um grupo de meninos, passado um tempo, cansou-se daquela barulheira e confusão. Era aborrecido estar sentados e quietos, cada um no seu lugar, mas não era muito mais divertida toda aquela balbúrdia.

Começaram então a desenhar. Desenharam a sua ilha!
A pouco e pouco, outros meninos deixaram de se bater, de gritar, de andar a correr uns atrás dos outros e pararam a olhar para o desenho.
Um deles disse:
-Eu punha lá mais árvores!
e outro:
-Não se vêem as casas...
E outro ainda:
-Ficava bem um barco no mar.
-Não, porque está tempestade.
-Podemos também imaginar o mar calmo.
-Mas se assim é, vem a professora!
-Pensaremos nisso depois!

Nessa altura deixaram todos de fazer barulho, sentaram-se, mas não ficaram calados cada um no seu lugar. Começaram a discutir entre eles a meneira de, todos juntos, fazerem um desenho.
Decidiram desenhar toda a gente na ilha.E fizeram um grande desenho!

O desenho saiu mesmo bem.
Era tão bonito que os meninos e meninas pensaram que era uma pena serem só eles a vê-lo.
Saíram da escola todos juntos e foram afixá-lo na parede da câmara municipal.
-São de categoria!
-Fizeram tudo sozinhos!
-Mas...
-Quem diria!

Os meninos decidiram que podiam trabalhar assim todos os dias.
No dia seguinte, voltaram a discutir entre eles e decidiram trabalhar em grupo.

Um grupo escreveu uma estória.

Um outro grupo decidiu começar a construir um barco. Mas como era um trabalho difícil construir um barco pediram ajuda aos carpinteiros e aos pescadores.

A escola já não era a mesma!
Estava cheia de gente alegre!
Havia barulho, já não eram obrigados a estar quietos e sentados cada um no seu lugar. Todos trabalhavam.

Depois...um dia... o mar acalmou e a professora chegou!
Pensava ela:
-O que terá acontecido?
A professora encontrou a escola transformada. Compreendeu que o seu trabalho já não podia ser ditar, falar e obrigar as meninas e meninos a estar sentados e calados cada um no seu lugar. Era melhor trabalhar com eles e as pessoas da ilha.

E, para começar, a professora pôs a secretária de lado.
Numa escola onde ninguém era obrigado, a secretária tornara-se embaraçante e inútil.

Passado pouco tempo, de outro barco desembarcou o director.
Ele não gostava que os meninos e meninas trabalhassem com vontade, juntamente com a professora e com a gente da ilha, e que falassem e se mexessem livremente. Queria toda a gente quieta e calada no seu lugar.
E expulsou a professora!

As pessoas começaram a protestar. Diziam:
-São os nossos filhos que vão à escola. Queremos ser nós a decidir oque se faz lá dentro!
-A escola é nossa!
-Não à escola autoritária!
-Queremos uma escola livre!
-Não à escola do Blá, blá, blá!

Mas o director não queria abdicar da sua autoridade. E veio a polícia para defender a autoridade do director.

Nao vamos dizer-vos como é que a estória acabou.

Como a acabaríeis vós?"

A cargo do grupo redactorial "io e gli altri", tradução de antónio josé massano, ulmeiro editora.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Feira Mensal de Bébés e Crianças - Príncipe Real - Lisboa

A bebeboom em colaboração com a Feira do Príncipe Real está a organizar no último Sábado de cada mês (paralelamente à feira de artesanato urbano) um evento dedicado aos bebés e ás crianças, no jardim França Borges (na praça do Príncipe Real).

Deste modo terão um espaço onde encontrarão diversos artesãos dedicados, criadores de projectos originais para os vossos rebentos, entre as 10 e as 18h.
Pretendem ter todos os meses uma actividade/workshop/palestra sobre temas interessantes para os nossos papás e bebés, seguido de um encontro de mães. Alguns dos temas abordados serão a amamentação, yoga para bebés, segurança infantil, linguagem de bebés, massagem para bebés, teatro, musica e dança, entre outros. Estas actividades gratuitas, terão inicio ás 11 da manhã.
Propomos deste modo que aproveitem este maravilhoso espaço no centro de Lisboa, organizem um pique-nique em família e amigos e levem os vossos pequenos ao parque infantil.
Neste blog podem consultar as informações sobre este novo evento no coração de Lisboa, novidades sobre as actividades a decorrer, assim como programação das futuras.

Curso de Maternidade Holística - Braga

No dia 17 de Setembro, quinta-feira, das 19 às 22 irá iniciar na Casa Nossas Mãos* mais um curso de Maternidade Holística.

Serão 4 sessões, sempre das 19 às 22, durante 4 semanas consecutivas.
Já sabem que podem trazer os vossos filhotes (como tem sido habitual).
A intuição dos pais é o melhor guia para criar um filho saudável e equilibrado física, emocional e mentalmente. Mais ninguém – pediatras, avós, amigos, professores, livros – é capaz de conhecer tão bem as necessidades de um bebé ou uma criança.
Cada menino ou menina é um ser único, com um ritmo próprio de desenvolvimento e aprendizagem, com características individuais incomparáveis. Cada criança é um ser de luz, um anjo que nos vem ensinar a viver com mais harmonia, a amar e a dar, sem esperar receber, nem um sorriso... Mas quando ele chega é como se todas as nossas células vibrassem em sintonia com o Universo... E sentimos o Amor, puro Amor.
A maternidade holística é uma forma de dar novamente às mulheres a segurança de que estão a tomar a decisão mais adequada em cada circunstância específica do desenvolvimento do seu filho, seguindo a sua intuição, sem ceder a pressões exteriores, mas sempre em harmonia com todos.

Temas a abordar:

- Criar um Ser Integral

- Construção de uma união profunda entre o casal

- Importância da Educação Pré-Natal /Gravidez

- Nascimento do Bebé – Parto, Cuidados Pós-Parto, Controvérsia da vacinação, Amamentação, Importância da Massagem Infantil e do Pano Porta-bebé

- Desenvolvimento Saudável do Bebé – Fases do Desenvolvimento, Importância da vinculação do bebé à mãe, amamentação prolongada, alimentação natural, medicina holística, fortalecimento do sistema imunitário, dentição, segurança, treino de toilete, dormir sem medos.

- Desenvolvimento Saudável da Criança -brincar com liberdade e criatividade
- Sociabilização dos bebés e crianças

- Educação Intuitiva: criar uma relação de confiança, disciplina sem autoridade, atenção vs. concentração, liberdade, respeito pela criança

- Mitos da hiperactividade, défice de atenção

- Revolução na educação – as crianças da Nova Era

- Feng Shui do quarto da criança – localização, direcção da cabeceira, cores

- O perigo das radiações – telemóveis, computadores, televisores, raios-x, etc.

- Acessórios ecológicos e naturais – vestuário, colchão, artigos de higiene sem químicos e sintéticos

- Estilo de Vida Saudável para uma Família Feliz

- Manter as Crianças Saudáveis

- Remédios Caseiros para problemas de saúde comuns


(Se houver incompatibilidade de datas com algum dos participantes, podemos depois da primeira sessão combinar com o grupo as alterações nas datas. )

O preço é de 100 euros** por casal ou por mulher e inclui manual completo.

* Caso pretenda inscrever-se em alguma actividade, agradecemos que o faça até 5 dias antes da data prevista, através do preenchimento da ficha de inscrição e pagamento de 50% do valor do workshop, o que poderá ser feito na Casa Nossas Mãos ou através de transferência bancária para NIB por nós fornecido; neste caso agradecemos envio de e-mail com os seguintes dados: nome, morada, e-mail, número telefone, profissão, data de nascimento, como nos conheceu.

** A Casa Nossas Mãos oferece uma redução do preço, que passa para 80 euros, para os inscritos que tragam uma amiga(o)(a).


CONTACTOS

Casa Nossas Mãos
Rua Eça de Queirós (Jardim de Santa Bárbara) - n.º 52 - Braga
Tel: 966895851 - 965477360
E-mail: nossasmaos@gmail.com
Site: http://nossasmaos.googlepages.com/


Ivone Apolinário
Tel: 965477360
E-mail: ivoneapolinario@gmail.com
http://ivone-apolinario.blogspot.com/

Educação ou Submissão?

Ontem numa conversa de café sobre actividades que se poderiam fazer com as crianças  na escola fiquei impressionada com muitas das coisas que ouvi.
Ao que parece ensinam desde a pré-primária jogos tão incívelmente didacticos que ensinam as crianças desde pequeninas a serem submissas. E pior, acham que é perfeitamente normal. Claro que é perfeitamente normal uma criança crescer a jogar a "quem conduz o carro do chefe"!
Não serão comportamentos como estes que tornam as pessoas apáticas, inertes e sem consciencia social? Afinal crescemos a aprender a sermos submissos, castrados e competitivos, senão vejamos:
Desde pequenos que vemos a família como um ser superior,a quem fazemos tudo para agradar e não desiludir, porque afinal vivemos num mundo de trocas, onde tudo se cobra, eles dão-nos comida e casa e nós em troca temos de ser aquilo que eles acham que nos vai fazer bem e felizes.
Chegamos a escola primária e voltamos a ter um molde hierárquico, o professor é que sabe, o professor é que pode ensinar, os meninos só podem ficar submissos a aprender. Mas ninguém se lembra que uma criança de 6 anos pode ter muito para ensinar?
Chegamos ao secundário e a selva continua,somos avaliados por um sistema de ensino, onde o importante é aquilo que aprendeste na escola, aquilo que a vida te ensina e os teus valores são considerados nulos.
Chegamos a faculdade e mais uma vez és avaliado por aquilo que "aparentas saber" e como se isso não bastasse, és induzido no velho mundo submisso da praxe. Afinal aqui o que interessa é a idade (realmente sempre ouvi dizer que os mais velhos é que sabem),e como até já es crescidinho, e como cresceste a ser submisso aqui tens a tua oportunidade ideal para seres o chefe, e pela 1º vez  podes humilhar, fazer aos outros aquilo que ao longo da tua vida te fizeram, e melhor, toda a gente acha normal, ninguém te reprime por isso, até a Universidade te permite faltar as aulas para poderes por as tuas "queridas frustrações" em alguém e aumentar o teu "egozinho".
E pronto, estas prontinho para a vida, submisso e alienado de tudo.
Digam-me, serei eu mesmo extremista ou este sistema de ensino não é por si só uma maquina de submissão e competição? Uma forma constante e continua de castração? Uma forma de nos criar ainda mais medos e traumas?

"O verdadeiro significado da educação é completamente diferente da simples transferência do que está impresso numa página para o cérebro. Educação significa abrir as portas da percepção à dança da vida. Significa aprender a viver com alegria e liberdade, sem ódio nem confusão, mas em beatitude."
Krishnamurti

Autoridade Manifesta e Autoridade Anónima

Estou dentro das paredes de uma escola.

Uma altura apropriada para ler e pensar sobre o que Erich diz. De facto pode parecer um lugar comum, mas foram estas premissas, que aqui se encontram explicadas de uma forma simples e acessível, que me fizeram procurar uma outra forma de crescer. Como diria o nosso amigo, que força é essa amigo? Que te põe de bem com outro s e de mal contigo?


"Será errónea a ideia de educação sem emprego da força? Mesmo que não o seja, teóricamente, como explicar o seu relativo malogro?
Acredito que a ideia da liberdade para as crianças não seja errada. Mas, foi, quase sempre, pervertida. A fim de discutir com clareza o assunto. devemos antes de mais nada, compreender a natureza de liberdade. Para tanto, devemos estabelecer a diferença entre autoridade manifesta e autoridade anónima.
A autoridade manifesta é exercida directa e explicitamente. A pessoa que exerce fala com franqueza àquela que lhe está submetida:
-Deve fazer isto. Se não fizer, determinadas sanções lhe seráo aplicadas.
A autoridade anónima tende a esconder que a força está sendo empregada. Faz de conta que não há autoridade, que tudo é feito com o consentimento de cada qual. O professor do passado dizia a Jonhy:
-Deves fazer isto. Se não fizeres, eu te castigarei.
O professor de hoje diz:
-Tenho a certeza que gostarás de fazer isto.
Aqui, a sanção por desobediência não é o castigo corporal, mas o rosto penalizado dos pais, ou, o que é pior, o levar consigo a sensação de não estar"ajustado", de não agir como os demais. A autoridade manifesta usava a força física, a autoridade psicológica emprega a manipulação psíquica.
A modificação da autoridade manifesta no século XIX para a autoridade anónima do século XX foi determinada pelas necessidades de organização da nossa sociedadade industrial moderna. A concentração do capital leva à formação de empresas gigantes, dirigidas por burocracia hierarquicamente organizada. Grande aglomerado de trabalhadores e funcionários trabalha em conjunto, sendo cada indivíduo uma parte de uma máquina organizada, que, para bem funcionar, deve fazê-lo sem dificuldades, nem interrupções. O trabalhador individual torna-se apenas um parafuso em tal máquina. Nessa organização de produção o indivíduo é dirigido e manipulado.
Na esfera do consumo (na qual se tem a impressão de que o indivíduo expressa livre escolha) também ele é dirigido e manipulado. No consumo de comida, de roupas, de bebidas, de cigarros, de programas de rádio e televisão, um poderoso aparelho que trabalha com dois propósitos: aumentar constantemente o aptetite individual para novas comodidades, e, em segundo lugar, dirigir tal apetite aos canais mais proveitosos da indústria. O homem é transformado no consumidor, no eterno pimpolho de mama, cujo único desejo é consumir, cada vez mais,"melhores"coisas.
O nosso sistema económico precisa de criar homens que se adaptem às suas necessidades, homens que cooperem harmoniosamente, homens que desejem consumir cada vez mais. Nosso sistema precisa de homens que se sintam livres e independentes, mas que, apesar disso, estejam dispostos a fazer o que deles se espera, homens que se ajustem à máquina social, sem fricção, que posam ser guiados sem o emprego da força., que possam ser liderados sem líderes e que possam ser dirigidos sem qualquer outro alvo que não seja "ter sucesso".
A autoridade não desapareceu, nem mesmo perdeu o seu vigor, mas foi transformada de autoridade manifesta em autoridade anónima de persuasão e sugestão. Em outras palavras, para ser adaptável, o homem moderno é obrigado a nutrir a ilusão de que tudo é feito com o seu consentimento, mesmo quando esse consentimento lhe é extraído através de subtil manipulação. Seu consentimento é obtido sim, mas através das suas costas, para além da sua consciência.
Os mesmo artifícios são utilizados na educação progressiva. A criança é froçada a engolir a pílula, mas a essa pílula aplica-se uma cobertura de açucar. Pais e professores têm confundido a autêntica educação despida de autoritarismo com educação por meio da persuasão e coação ocultas." Excerto do prefácio de Erich Fromm, Liberdade sem medo, A S Neil.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Artes da Lua de Outono 2009

OH! Pois é…


Por várias razões não nos foi possível organizar o Artes 2009:

Muitos de nós estão a criar ninho, outros preparam-se para voos mais altos; uns fizeram outro caminho e outros querem continuar.

AH! Mas sim…

Vamos reunir o grupo de projecto em Povolide (Viseu) no Equinócio de Outono, entre 18 e 22 de Setembro para fechar este ciclo e iniciar outro.

Vamos dar continuidade a este projecto iniciando a preparação do Artes da Lua d’Outono para 2010.

Se pertences à família do Artes e se queres também participar contacta-nos!

artes@luadoutono.pegada.net

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Palhaços sem Fronteiras

J.P. Simões canta que "Ainda tenho um sonho ou dois".
Faço minhas as palavras dele.
Este é um dos meus sonhos.

É possível rir no meio da fome e da guerra!

Em 1993, o mapa dos conflitos não era muito pior do que agora. A Jugoslávia desintegrava-se, o Zaire continuava aos tiros, a Eritreia separava-se da Etiópia, o Ruanda estava em guerra civil, o Médio Oriente continuava igual a si próprio. Na Somália houve aquele ensaio de paz imposta. Em Espanha, a ETA continuava a pôr bombas. Mas, na Catalunha, um colectivo de educadores desenvolvia um programa de educação para a paz nas escolas locais – que depressa se internacionalizaria.

Foi nesse quadro que o movimento humanista catalão chamou o artista Tortell Poltrona, pedindo-lhe que fosse a Veli Joze, em Savudrija, na Croácia com uma missão diferente do habitual, de provocar sorrisos onde há lagrimas.
No regresso, o palhaço achou que a ideia tinha pernas, narizes vermelhos e sapatorras para ir muito mais longe e a mais lugares, e assim nasceram os Payasos Sin Fronteras.

A seguir apareceram os Clowns Sans Frontières, em França, pela mão do comediante e músico Antonin Maurel, e logo depois, no Canadá, os Clowns Without Borders, nos Estados Unidos, na África do Sul e na Irlanda, os Clowns et Magiciens Sans Frontières, na Bélgica, os Clowns Utan Granser, na Suécia, os Clowns Ohne Grenzen, na Alemanha, e muitas centenas de espectáculos em mais de trinta países, da Albânia à Tailândia, passando pela Guatemala, Índia, Marrocos, Roménia, Haiti ou Faixa de Gaza.

São palhaços, actores, dançarinos, trapezistas, vão aos campos de refugiados, aos hospitais, às prisões de menores, aos orfanatos, aos bairros mais desfavorecidos. Vão por amor ao que fazem. Não cobram nada.
Vão chamados por organizações não-governamentais ou locais, ou decidem avançar por iniciativa própria, vão no quadro de uma ética de humanismo, imparcialidade, voluntariado, de recusa de lucro, de imparcialidade total com a política ou a religião.
Mas também vão para uma “denúncia”, porque o palhaço “converte-se em porta-voz e voz de denúncia de todas as situações de injustiça” e o trabalho que desenvolve “não termina quando volta a casa.

Mas a profissão de arrancar risos pode ser perigosa – ou pesada.
 
Vejamos então :

“Um dia lançaram uma granada durante uma representação em Mostar [Leste]. Assistiam umas 800 pessoas, na maior parte crianças. De um momento para o outro desapareceram todos e nós ficámos imóveis e sozinhos no meio da praça, sem tempo de perguntarmos o que se estava a passar. O que aconteceu depois foi tão rápido como a bomba. Exigira-nos que continuassemos. Então pegamos nos instrumentos e voltamos a arrancar sons sem jeito. As crianças voltaram. O espectáculo continuou e a guerra também, com sorrisos de um lado e rajadas de metralhadora do outro."







 Palhaços sem Fronteiras no Mundo:

http://www.clowns-sans-frontieres-france.org/
www.clowns.org/
http://www.clownswithoutborders.org/
http://www.doutoresdaalegria.org.br/

Não à Repressão na Internet



Salas de conversação vigiadas. Blogs apagados. Sites bloqueados. Motores de busca restringidos. Pessoas presas apenas por publicarem e partilharem informação.


A Internet é uma nova fronteira na luta pelos direitos humanos. Os Governos – com a ajuda de algumas das maiores empresas de Internet e Telecomunicações do mundo – têm tentado restringir a liberdade de expressão...

Apresentação da Campanha

A Internet é um meio extremamente importante para a partilha de ideias e para o exercício do direito à liberdade de expressão em geral. Com um raio de difusão que abrange todo o mundo, a informação atravessa o globo em minutos e chega a todos que a quiserem consultar.

No entanto, têm vindo a aumentar os esforços para controlar este espaço de troca. Os relatos de repressão através da internet chegam de países como a China, o Vietname, a Tunísia, o Irão, a Arábia Saudita e a Síria. As pessoas são presas simplesmente por criticarem o seu governo, apelarem à democracia e a uma maior liberdade de imprensa ou exporem os abusos aos direitos humanos usando a internet.

Mas não são apenas os Governos os responsáveis. As grandes empresas de telecomunicações têm ajudado com a construção de sistemas que permitem a vigilância e a censura. Empresas como a Yahoo! forneceram os dados dos seus utilizadores às autoridades chinesas, tornando possíveis casos de detenção ilegal. A Microsoft e a Google têm cumprido com exigências governamentais de censurar activamente utilizadores chineses.

A repressão através da Internet não é um problema dos países menos desenvolvidos ou com regimes ditatoriais. Num espaço que é de todos, o problema da repressão através da internet deve preocupar-nos a todos.

A liberdade de expressão é um direito fundamental. Devemos todos lutar para o proteger.

APELO

Junte-se a nós e assine o nosso apelo à liberdade na Internet

“Acredito que a Internet deve ser uma ferramenta para a liberdade política, não para a repressão. Todos temos o direito de procurar e receber informação e de expressar pacificamente as nossas crenças online sem medo ou interferências.
Apelo aos governos para que acabem com a limitação indevida da liberdade de expressão na Internet – e às empresas para que deixem de os ajudar.”

SOBRE O APELO

Uma delegação da Amnistia Internacional entregou em mão uma petição com 50 mil assinaturas em Novembro de 2006, no Fórum de Governança da Internet (IGF) em Atenas, perante uma audiência composta por governos e empresas de todo o mundo.

À medida que o processo da IGF avança, também avança a luta da Amnistia Internacional em nome da liberdade de expressão online. Irrepressible.info vai continuar a recolher assinaturas para o apelo e a usá-las na sua campanha contra a repressão através da Internet.

Quantas mais pessoas assinarem, mais alta se ouve a nossa voz. Por favor, leia, assine e divulgue.

Assinar o apelo

A Visão de John Holt

"Ninguém nasce estúpido. Temos apenas de prestar atenção aos bebés e às crianças para vermos que demonstram um desejo e uma capacidade de aprender que, se demonstrada por qualquer adulto, diriamos ser genial. Mas o que acontece a esta capacidade extraordinária para a aprendizagem e ao crescimento intelectual quando começamos a crescer?

O que acontece é que ela é destruída pelo processo a que erradamente chamamos de educação - um processo que acontece em casa e nas escolas. Nós, os adultos, destruímos a maior parte da capacidade criativa e intelectual das crianças através das coisas que lhes fazemos ou das coisas que as forçamos fazer. Destruímos esta capacidade sobretudo ao torná-las receosas, com medo de não fazerem o que outras pessoas querem, de não as satisfazerem, de errarem, de falharem, de se enganarem. Desde modo, criamos nelas o medo de experimentar, de tentar o difícil e o desconhecido.
Destruímos o amor desinteressado (não quero com isto dizer a falta de interesse) que as crianças têm pela aprendizagem - fortíssimo quando são pequenas -, quando as encorajamos a trabalhar para obterem recompensas triviais e desprezíveis - estrelinhas de papel dourado ou testes marcados com 100% que depois penduramos na parede… - ou seja, pela ignóbil satisfação de se sentirem superiores aos outros.
Incentivamo-las a sentir que o objectivo e o propósito de tudo que fazem na escola não é mais do que terem boas notas nos testes ou impressionarem os outros com o que parecem saber. Destruimos não só a curiosidade delas mas o senso de que a curiosidade é algo bom e admirável, de modo que, quando chegam aos dez anos de idade, a maior parte delas já não faz perguntas e demonstra desprezo aos poucos que ainda as fazem."

Green Bull - Casa da Horta 12 Setembro


Até que enfim uma alternativa interessante a esta loucura das"avionetas" nos céus do Porto! Estes aviões sim, menos poluentes e bem mais divertidos!
Encontro na Casa da Horta para a construção dos Aviões de papel reciclado às 15h e início da corrida às 16h.
lá estaremos!

Casa da Horta,
Associação CulturalRua de São Francisco,
12A4050-548
PortoPerto da Igreja de São Francisco e Mercado Ferreira Borges.
Email: casadahorta@pegada.netTel: 222024123 / 965545519
Horário:Terça a Sábado das 12h as 24
Encerrado: segundas, domingos e feriados

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Activist Trauma

Foi criada uma plataforma de e para activistas, maioritariamente, no sentido de dar apoio a quem sofreu traumas, sejam fisicos ou psicológicos. Nada melhor para explicar este movimento do que os próprios, assim:

"About Us:
We are a bunch of anti-capitalist activists who have either experienced or been close to people who have been effected by PTSD or other forms of mental health issues. We are NOT experts about these issues (and if you are we would like to hear from you) but care deeply and want to help. Just by raising these issues we are helping to cure them.

This site is primarily for political activists who may be injured during or by their political activities and or struggling with other mental health issues related to activism. Hopefully much of the information is useful to other groups and individuals who either have to face violence or repression where ever it may come from. It seems that as a movement we have not sufficiently acknowledged the psychological effects of the brutality and stress that an increasing number of us are subjected too.
Supporting people who have been traumatized should be a central part of our activism, for without support and solidarity we can be easily picked off. This is not exciting or glamorous, it's hard work. However it can be rewarding, interesting and have very positive results. We may sometimes feel powerless in the face of all their power but we CAN help each other. "

Este movimento surge com a necessidade de falar sobre o trauma e na sua utilização consciente, nomeadamente por parte da polícia, como forma de contenção de expressão livre. "Trauma work is part of resistance." Trabalhar e tratar o stress pós traumático é importante e necessário a todos os que passaram por experéncias de violências, que, por vezes, parecem não ter consequências.

Informação sobre esta plataforma, importância e o porquê da formação deste grupo, contactos e formas de apoio em : http://www.activist-trauma.net/

"Activist all too often seem to put themselves last when it come to caring about people and planet. The macho attitude that “I'm fine” when they are clearly not or hassleing over-worked people to do more work when they are trying to take some time for themselves is counter productive.
We need to take care of our selves and those around us if we are going to be able to keep on resisting and having a good time doing it. This is mental as well as physical health issue."

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Caravana Pela Paz

Há dois anos tive conhecimento deste projecto e foi então que percebi que a junção da formação pela arte, em união com a natureza e as diferenças das várias regiões do mundo não era um sonho impossível. Um projecto interessante para conhecer e sonhar...

A Caravana Arco Iris por la Paz, é formada por 25 artistas e activistas de diversas nacionalidades. Iniciou no México no ano de 1996 e percorreu até agora milhares de quilómetros e procura através da arte, da educação ambiental e da espitirualidade da tradição indígena, chamar a atenção das pessoas para a necessidade de (re) construirmos o paraíso que herdámos a partir da compreensão de que a vida é um todo indivisível e que a fragmentação, o isolamento e a mercantilização são as fontes da destruição e do sofrimento que nos impedem de viver em união com o meio natural.
objectivos do projeto:

.Fortalecer redes, grupos e movimentos biorregionais.


.Oferecer oficinas e cursos nas áreas, de alimentação saudável, permacultura, ecovilas, eco-educação para crianças e jovens, eco-feminismo, intercâmbio de conhecimentos das culturas indígenas e suas cerimónias, saúde e terapias holísticas, teatro, música, artes circenses, danças circulares, tomada de decisões por consenso e resoluções de conflitos para grupos.

A Caravana Arco-Irís é um ponto único de cultura internacional.A sua sede é o mundo e a sua natureza é a itinerância.
São um grupo de voluntários que vivem dentro de um autocarro e param nos pontos de cultura para ensinar a paz, o respeito ao meio ambiente, a tolerência e tantas outras coisas que eles próprios aprenderam na longa viagem que realizam.




Para acompanhar as viagens desta caravana, ver fotos e conhecer mais este projecto:
http://caravanaarcoiris.blogspot.com/



Banco de Tempo

Banco de Tempo

Projecto da GRAAL
O mistério dos favores em cadeia

Quem é que não se queixa de falta de tempo para resolver todos os problemas do dia-a-dia?
Quem é que não gostaria de poder ajudar mais os outros e de poder participar activamente na vida da sua comunidade?
Toda a gente, claro. Mas voltamos sempre à mesma questão: não há tempo. Ou melhor, não havia. Porque agora há uma forma de rentabilizar a sua boa vontade e o seu espírito solidário.

Basta abrir uma conta no Banco de Tempo. Uma conta pessoal com ganhos essencialmente colectivos.
O Banco de Tempo é um banco em tudo igual aos outros. Tem agências, horário, cheques, depósitos e a particularidade de utilizar o tempo como moeda de troca.

O Banco de Tempo funciona da seguinte forma: qualquer investidor que esteja disposto a dar uma hora do seu tempo para prestar um conjunto de serviços, recebe em retribuição uma hora para utilizar em benefício próprio.
Troca por Troca. Hora por Hora.

Agências em funcionamento:

Abrantes: Praça Raimundo Soares, Edifício Falcão, 18, 2200-366 Abrantes, Tel. 241 379 030
Alverca: Salão Nobre da Misericórdia, Rua Dr. Miguel Bombarda, 2615-125 Alverca, Tel. 934 160 724
Coimbra: Paróquia da Sé Nova, Largo da Sé Nova, 3000-213 Coimbra, Tel. 239 942 485, Bdtcoimbra@clix.pt
Foz - Porto: Junta de Freguesia da Foz, Rua Corte Real, 25, 4150-235 Porto, Tel. 226 180 513, btempofozdouro@sapo.pt
Funchal: Largo Jaime Moniz, 9054-521 Funchal, Tel. 291 202 280, bdtjm@mail.pt
Lumiar - Lisboa: Espaço Cultura da Junta de Freguesia do Lumiar, Alameda das Linhas de Torres, 277, 1750 Lisboa, Tel. 217 581 203, bancodetempolumiar@hotmail.com
Ponta Delgada: Câmara Municipal de Ponta Delgada, Praça do Município, 9504-523 Ponta Delgada, Tel. 296 304 424, claudiolopes@mpdelgada.pt
Portela: Ex Escola Vasco da Gama, 2685 Portela Loures, Tel. 219 446 417 / 193
Póvoa de Varzim: Rua Camilo, nº 42, 4990-485 Póvoa do Varzim, Tel. 967 278 061
Quarteira: Sítio da Abelheira, 8125 Quarteira, Tel. 289 310 270, fundacao.aleixo@mail.telepac.pt
Sintra: Rua Dr. Osório Vaz, Casa do Jardim, Casais de Mem-Martins, Tel. 219 260 144 / 938 115 938, bancodetemposintra@gmail.com
Torres Novas: R. das Chãs, nº 48, 2350-537 Torres Novas, Tel. 249 839 130, bdt.torresnovas@gmail.com
Valongo: Fórum Cultural de Ermesinde, Rua da Fábrica, 4445 Ermesinde, Tel. 229 731 585

Alguns exemplos de serviços a partilhar no Banco de Tempo

Acompanhamento de crianças: tomar conta de crianças, levar/buscar à escola, ajudar a fazer os trabalhos de casa, brincar;
Actividades recreativas: andar de bicicleta. caminhar a pé, jogar cartas, ténis, xadrez, animar grupos, tocar música. fazer de guia turístico, animar festas;
Ajuda doméstica: lavar o carro, a loiça, compras de supermercado, ir ao correio, à farmácia, pagar as contas, limpar o pó, passar a ferro;
Animais e plantas: jardinagem, acolher/tratar de animais/plantas nas férias, ajudar a dar banho a animais (gato, cão, etc.);
Bricolage: pequenas reparações, arranjos de carpintaria, de electricidade;
Companhia: acompanhamento ao médico, conversar sobre determinado tema, passear pela cidade, contar histórias, ler alto, ir a espectáculos, ao cinema, a exposições;
Cozinha: fazer um prato especial, cozinhar refeições para congelar;
Lavores: arranjos de costura, bordados, ponto cruz, croché/tricô;
Lições: ensinar a estudar, a descontrair, dar explicações, lições de jardinagem, informática, línguas, música, olaria, pintura, cozinha, decoração, dança;
Secretariado e burocracia: correcções literárias, processamento de texto, preenchimento de documentos, impostos. certificados;
Colaboração com o Banco de Tempo: apoio em actividades burocráticas da agência, ajuda na organização de momentos de convívio.

Quem pode aderir?

Podem ser membros todos os que se interessem e empenhem nas actividades do Banco de Tempo. Os menores deverão ter autorização do respectivo Encarregado de Educação.

Como se tornar membro?

Basta ir a uma entrevista na agência, tomar conhecimento do modo de funcionamento do Banco, preencher uma ficha de membro (indicando dados de contacto, pessoas de referência e serviços a oferecer e a pedir) e declarar cumprir as Regras de Funcionamento. Receberá um cartão de membro, cheques e uma listagem de serviços disponíveis na agência.

O que é que se paga?

Todos os membros têm de pagar anualmente uma quota de 4 horas, que vai para a \"conta\" da Agência.

Como trocar?

Quando alguém precisa de um serviço, contacta a agência. A agência vai procurar um membro que o possa realizar e em seguida procura a melhor forma de pôr ambos em contacto. Na altura da troca, ambos deverão apresentar os respectivos cartões de membro.

E quando não se está disponível?

Quando contactados pela agência para saber se podem prestar um serviço, os membros podem dizer que não estão disponíveis. Não são obrigados a aceitar o serviço. Mas, quem aceitou realizar um serviço compromete-se na prestação do mesmo, pelo que, caso não o possa fazer, deve informar o membro que está a contar consigo e/ou a agência.

Como é feito o pagamento do serviço?

No fim da troca o pagamento do serviço é feito através de cheque, em função do número de horas. Quem recebeu o cheque deverá enviá-lo à agência para que sejam feitos os movimentos às contas. Note-se que a hora é divisível em meia hora, fazendo-se um arredondamento por excesso (mais que 15 minutos), ou por defeito (menos que 15 minutos).

Quando é que se tem de dar/pedir?

O primeiro passo é pedir, porque só assim pode haver uma troca. O limite máximo de diferença entre horas recebidas e oferecidas é de 20 horas.

O que acontece em caso de faltas ou acidentes?

O Banco de Tempo não se responsabiliza pelo incumprimento dos membros ou por acidentes que envolvam bens ou pessoas ocorridos durante a troca de serviços entre membros. A troca implícita no Banco de Tempo assenta na lógica da boa vontade e dos serviços de vizinhança, pelo que quem oferece ou solicita determinado serviço deve ter presente o risco que lhe está inerente, o qual, no limite, é semelhante ao de um favor de um familiar ou amigo.

Incumprimento dos membros é qualquer falta de respeito pelas Regras de Funcionamento. As situações de incumprimento são analisadas pelo coordenador da agência em conjunto com o membro em causa, no sentido de encontrarem soluções para o problema. A falta de eficácia das soluções encontradas pode levar à suspensão temporária de utilização dos serviços, ou mesmo à expulsão do Banco de Tempo.

Sede: Rua Luciano Cordeiro, 24, 6º A, 1150-215 Lisboa

Tel. (351) 213 546 831

Email: terraco@graal.org.pt

Workshop Pedagogia Waldorf - Outubro - Coimbra

A Pedagogia Waldorf como Resposta para a Educação dos Tempos Actuais

Introdução "Para saber como educar é preciso saber primeiro o que é o Homem."

Rudolf Steiner

No final da 1ª Guerra Mundial (1914-18) surgem na Europa vários movimentos pedagógicos, na procura de uma educação abrangente, justa, que permita ao indivíduo realizar-se em plenitude, nas suas qualidades física, psíquica e espiritual, na certeza de ser essa a via que conduz o Homem ao desenvolvimento de uma consciência alargada, de uma afectividade equilibrada e de um actuar correcto.
Rudolf Steiner (Áustria 1861-Suiça 1925) lança os fundamentos de uma pedagogia extraída do conhecimento da natureza humana, onde, quer o currículo, quer a prática pedagógica se orientam pelas qualidades e necessidades do ser humano em cada uma das suas fases de crescimento.
É da maior importância assegurar na criança a confiança inata no mundo envolvente, o desejo de conhecer e o entusiasmo de agir. Através de um ambiente de calor afectivo e de qualidade estética nos primeiros 7 anos (1º septénio), é essencialmente a educação dos sentidos, a consolidação de hábitos saudáveis e a conquista do espaço que rodeia a criança, que lhe proporcionam segurança, alegria e sociabilidade. Dos 7 aos 14 anos (2º septénio), a relação com o professor e a actividade artística permeiam todas as aprendizagens, teóricas ou práticas, constituindo o modo de encarar o mundo. Dos 14 aos 21 anos (3º septénio) é o estudo da realidade em todas as suas vertentes e a formação de juízos que formam o cerne da educação do jovem, habilitando-o a uma intervenção activa na sociedade.
O movimento independente de Escolas Livres Rudolf Steiner estende-se actualmente por todos os continentes, culturas e religiões, confirmando assim a sua universalidade.

***

Data: Outubro 2009;

Horário: 9h00 - 17h30 (Sábado);

Preço: 65 EUR.

Duração 7 H

Localização: Estádio Cidade de Coimbra

Inscrições e mais informações: 967615910, auchter@auchter.pt

Destinatários:

- Educadores de Infância, Professores, Psicólogos;

- Estudantes de cursos das áreas da Educação ou da Saúde;

- Pais e Encarregados de Educação.

Objectivos:
Sensibilizar os participantes para a corrente pedagógica Waldorf e do seu contributo para a formação integral do ser humano.

No fim da acção irá ser emitido o Certificado de Frequência da acção de formação.


Metodologia Formadoras:

Luísa Pereira - Professora Waldorf

- 1973-78: Licenciatura em História pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa;

- 1976-77: início da actividade como professora do 3º ciclo;

- 1980-85: frequência da Universidade Johannes Gutenberg de Mainz (Alemanha);

- 1986-1988: formação como Professora de Classe em Pedagogia Waldorf, pela Escola Livre Superior de Pedagogia Antroposófica, em Mannheim (Alemanha);

- 1988-89: colaboradora interna na Casa de Santa Isabel (Pedagogia Curativa e Socioterapia), S. Romão, Seia;

- 1989-91: professora de História do 3.º ciclo - Mafra;

- 1991-92: Professora de Classe na Escola Primavera, Pedagogia Segundo Rudolf Steiner, em Barão de S. João, Lagos;

- 1992: Professora no ensino oficial. Divulgação da Pedagogia Waldorf;

- 1999: Convite para integrar a coordenação e docência do Curso de Iniciação à Pedagogia Waldorf;

- 2000-01: Professora e coordenadora do Curso de Formação e Iniciação Profissional do PRODEP, para A.A.E. em Pedagogia Waldorf;

- 2001-02: Animadora da Biblioteca de Escola com as actividades predominantes de "Contar um Conto" e "Ler um Conto";

- 2002-09 : Professora de Educação Especial, seguindo a metodologia Waldorf em sala de aula;


Marije Grommers - Professora de Euritmia

Fez a formação na Akademie de Euritmia em Haia, Holanda.Trabalhou como euritmista em escolas Waldorf na Holanda e desde 1998 na Comunidade Sócio-Terapêuticada Casa de Santa Isabel em Seia. Desde 2005 trabalha em Lisboa com médicos, grupos e em jardins de infância.

A Euritmia, iniciada em 1912, foi incluida no currículo das escolas Waldorf como matéria fundamental. Na educação a Euritmia desenvolve a percepção do espaço, benficia a postura, concentra e relaxa. Tem um efeito harmonizante e equilibrador no desenvolvimento da criança. Na Euritmia são a 'presença',a beleza e a acção um desafio para o tempo de hoje.

Conteúdo


1. A Prática Pedagógica (Luisa Pereira)

2. Euritmia (Marije Grommers)

3. A Prática Pedagógica - tempo de dúvidas, questões (Luisa Pereira)

4. Euritmia - despedida artística (Marije Grommers).

Terra das Crianças

A primeira vez que ouvi falar deste conceito da Terra das Crianças, foi em 2005 na Casa da Ribeira, na altura estavam também a criar um projecto semelhante lá, e tive o prazer de conviver com aquelas crianças que foram aqueles que me ajudaram a dar os primeiros passos nesta "estória" da educação alternativa. Fiquei fascinada com aquelas crianças que tinham uma ligação tão grande a natureza, e mais fascinada ainda com o facto de eles conhecerem tão bem a realidade citadina e simplesmente decidirem viver em comunhão com a natureza.
Na mesma altura, e ainda pela mão do Isaac, Íris e Mara conheci também o Mundo de Ania, uma associação para a Criança e o seu Ambiente, que desde a década de 90  luta pela criação de actividades que propocionem uma ligação entre as crianças e o meio ambiente.
Apaixonei-me imediatamente por este conceito e esta associação, e acredito que foi isto que me fez dar o salto e abrir-me a uma nova visão sobre a educação.
Deixo-vos com algumas informações sobre este conceito, e espero que também vos disperte "novos sonhos"

O que é a Terra das Crianças?

A Terra das Crianças é um  projecto que oferece às crianças e adolescentes a oportunidade de dirigir terrenos, cuidar de plantas e animais, desenvolver assim uma consciência ecológica e, ao mesmo tempo, ter uma participação importante no desenvolvimento das suas comunidades.

Quando criança, todos sentimos um vínculo particular com a natureza. Vínculo que perdemos a medida que nos fazemos adultos, desvinculando-nos marcadamente do nosso entorno e inclusive do interesse pelo bem estar dos nossos semelhantes.
Não obstante, novas experiências se propõem a recuperar este tipo de valor nos adultos, permitindo as crianças cuidar, criar e proteger a vida, aproveitando seu interes pelo contato com a natureza.
Disso se trata a Terra das Criança, cujo seu principal objectivo é  manter a infância em permanente contacto com o meio ambiente, fazendo-a partícipar no seu desenvolvimento na sociedade.

A terra das crianças em Ania

Ania conta atualmente com dois programas. Um deles é "Terra de criança", um instrumento criado para que as crianças sejam reconhecidas por sua contribuição à sociedade através do cuidado da natureza e a cultura da vida”. A idéia principal é que qualquer criança que dirija um metro quadrado onde criar a vida, será reconhecido por contribuir ao bem estar de sua sociedade e do planeta.
Foi justamente em Madre de Dios onde começou tudo. Ali uma comunidade doou 10 hectáreas de bosque para as crianças; os adultos se comprometeram a não caçar nem cortar árvores nesse terreno, convertendo-o em uma espécie de reserva ecológica onde as crianças podiam admirar sua própria visão de como deve ser um mundo melhor.
Logo foi crescendo, convertendo-se em uma Rede de Terra de Crianças. Atualmente, umas 1500 crianças participam em mais de 14 lugares em todo o território peruano (como Cusco, Ucayali ou Lima); e no Brasil, a idéia foi recebida com o nome de “A floresta das Crianças”, com mais de 300 crianças envolvidas na manutenção de 80 hectáreas de terra.
Num prazo médio, o objetivo de Terra de Crianças é que pelo menos, 1% do território peruano seja controlado de maneira sostenível com a população nacional de crianças. Em outras palavras, o objectivo é conseguir que 20 mil crianças se envolvam no controle de mais de 6 mil hectáres.

Princípios que fundamentam a existência de Ania


• Uma sociedade sem valores e atitudes de responsabilidade social e ambiental não será sustentável;

• É uma etapa da criança onde se desenvolve esses valores e atitudes;

• É o melhor meio para elas e convivendo com a natureza e participando na sua conservação;

• Para isso a criança necessita de espaços limpos e seguros, orientação e reconhecimento









 
Fonte:
http://www.mundodeania.org/

domingo, 6 de setembro de 2009

BABY WRAPPING

BABY WRAPPING, trata-se de "embrulhar"/ "enfaixar"o bebé para que este se sinta mais tranquilo e tenha sonos mais profundos.

Esta técnica, para além de acalmar o bebé de forma quase instantânea, pode ajudar a diminuir o síndroma da morte súbita pois faz com que o bebé fique sempre deitado de costas.

Dicas e conselhos:
- os bebés podem ser "embrulhados" desde que nascem até que consigam rebolar;
- para bebés que não gostem nada de ser embrulhados, um saco de dormir também é uma boa opção. Há quem defenda que todos os bebés gostam de ser embrulhados pois é dessa forma que estão habituados a estar no útero materno (vídeos muito esclarecedores sobre o assunto, aqui).
-Não se deve "embrulhar" bebés que partilham a cama com os pais sob risco de sobre-aquecimento;



- No verão, por baixo da faixa, vestir apenas uma camisola de alças e a fralda (para quem usa fralda);
- No inverno, vestir roupas leves para evitar o sobreaquecimento. Não vestir lãs e malhas polares;
- Cuidado para "embrulhar o bebé de forma a que a sua nunca fique coberta nem corra o risco de vir a ficar coberta;






Fonte:
http://wantamiracle.blogspot.com/

Escola Montessori

Método Montessori

O Método montessori ou pedagogia Montessoriana relaciona-se à normatização (consiste em harmonizar a interação de forças corporais e espirituais, corpo, inteligência e vontade).

As escolas do Sistema Montessoriano são difundidas pelo mundo todo. O método Montessoriano tem por objetivo a educação da vontade e da atenção, com o qual a criança tem liberdade de escolher o material a ser utilizado, além de proporcionar a cooperação.

Os princípios fundamentais do sistema Montessori são: a actividade, a individualidade e a liberdade. Enfatizando os aspectos biológicos, pois, considerando que a vida é desenvolvimento, achava que era função da educação favorecer esse desenvolvimento. Os estímulos externos formariam o espírito da criança, precisando portanto, serem determinados.

Assim, na sala de aula, a criança era livre para agir sobre os objetos sujeitos à sua acção, mas estes já estavam pre-estabelecidos, como os conjuntos de jogos e outros materiais que desenvolveu.

A pedagogia de Montessori insere-se no movimento das Escolas Novas, uma oposição aos métodos tradicionais que não respeitavam as necessidades e os mecanismos evolutivos do desenvolvimento da criança. Ocupa um papel de destaque neste movimento pelas novas técnicas que apresentou para os jardins de infância e para as primeiras séries do ensino formal.

O material criado por Montessori tem papel preponderante no seu trabalho educativo pois pressupõem a compreensão das coisas a partir delas mesmas, tendo como função a estimular e desenvolver na criança, um impulso interior que se manifesta no trabalho espontâneo do intelecto.


Materiais didáticos:
Ela produz uma série de cinco grupos de materiais didáticos:

Exercícios Para a Vida Cotidiana
Material Sensorial
Material de Linguagem
Material de Matemática
Material de Ciências
Estes materiais se constituem de peças sólidas de diversos tamanhos e formas: caixas para abrir, fechar e encaixar; botões para abotoar; série de cores, de tamanhos, de formas e espessuras diferentes. Coleções de superfícies de diferentes texturas e campainhas com diferentes sons.

O "Material Dourado" é um dos materiais criado por Maria Montessori. Este material baseia-se nas regras do sistema de numeração, inclusive para o trabalho com múltiplos, sendo confeccionado em madeira, é composto por: cubos, placas, barras e cubinhos. O cubo é formado por dez placas, a placa por dez barras e a barra por dez cubinhos. Este material é de grande importância na numeração, e facilita a aprendizagem dos algoritmos da adição, da subtração, da multiplicação e da divisão.

O "Material Dourado" desperta no aluno a concentração, o interesse, além de desenvolver sua inteligência e imaginação criadora, pois a criança, está sempre predisposta ao jogo. Além disso, permite o estabelecimento de relações de graduação e de proporções, e finalmente, ajuda a contar e a calcular.

O aluno usa (individualmente) os materiais à medida de sua necessidade e por ser autocorretivo faz sua auto-avaliação. Os professores são auxiliares de aprendizagem e o sistema peca pelo individualismo. Embora, hoje sua utilização é feita em grupo.

No trabalho com esses materiais a concentração é um fator importante. As tarefas são precedidas por uma intensa preparação, e, quando terminam, a criança se solta, feliz com sua concentração, comunicando-se então com seus semelhantes, num processo de socialização.

A livre escolha das atividades pela criança é outro aspecto fundamental para que exista a concentração e para que a atividade seja formadora e imaginativa. Essa escolha se realiza com ordem disciplina e com um relativo silêncio.

O silêncio também desempenha papel preponderante. A criança fala quando o trabalho assim o exige, a professora não precisa falar alto.

Pés e mãos tem grande destaque nos exercícios sensoriais( não se restringem apenas aos sentidos), fornecendo oportunidade às crianças de manipular os objetos, sendo que a coordenação se desenvolve com o movimento.

Em relação à leitura e escrita, na escola montessoriana, as crianças conhecem as letras e são introduzidas na análise das palavras e letras; estando a mão treinada e reconhecendo as letras, a criança pode escrever palavras e orações inteiras.

Em relação à matemática os materiais permitem o reconhecimento das formas básicas, permitem o estabelecimento de graduações e proporções, comparações, induzem a contar e calcular.

Doze pontos do Método Montessori:
Baseia-se em anos de observação da natureza da criança por parte do maior gênio da educação desde Friedrich Froebel.
Demonstrou ter uma aplicabilidade universal.
Revelou que a criança pequena pode ser um amante do trabalho, do trabalho intelectual, escolhido de forma espontânea, e assim, realizado com muita alegria.
Baseia-se em uma necessidade vital para a criança que é a de aprender fazendo. Em cada etapa do crescimento mental da criança são proporcionadas atividades correspondentes com as quais se desenvolvem suas faculdades.
Ainda que ofereça à criança uma grande espontaneidade consegue capacitá-la para alcançar os mesmos níveis, ou até mesmo níveis superiores de sucesso escolar, que os alcançados sobre os sistemas antigos.
Consegue uma excelente disciplina apesar de prescindir de coerções tais como recompensas e castigos. Explica-se tal fato por tratar-se de uma disciplina que tem origem dentro da própria criança e não imposta de fora.
Baseia-se em um grande respeito pela personalidade da criança, concedendo-lhe espaço para crescer em uma independência biológica, permitindo-se à criança uma grande margem de liberdade que se constitui no fundamento de uma disciplina real.
Permite ao professor tratar cada criança individualmente em cada matéria, e assim, fazê-lo de acordo com suas necessidades individuais.
Cada criança trabalha em seu próprio ritmo.
Não necessita desenvolver o espírito de competição e a cada momento procura oferecer às crianças muitas oportunidades para ajuda mútua o que é feito com grande prazer e alegria.
Já que a criança trabalha partindo de sua livre escolha, sem coerções e sem necessidade de competir, não sente as tensões, os sentimentos de inferioridade e outras experiências capazes de deixar marcas no decorrer de sua vida.
O método Montessori se propõe a desenvolver a totalidade da personalidade da criança e não somente suas capacidades intelectuais. Preocupa-se também com as capacidades de iniciativa, de deliberação e de escolhas independentes e os componentes emocionais

Fonte:
http://www.blogger.com/goog_1252332990796
http://www.montessori-formations.fr/

Bébés sem Fraldas

Alguma vez pensaram como é que os bebés aprendiam a controlar as necessidades fisiológicas antes de haver fraldas? Ou como é que aprendem hoje em dia nas regiões onde não há fraldas? Existe um método adoptado por um número crescente de mães, que é semelhante ao usado desde há séculos pelas mães de todo o mundo, o Elimination Communication, em inglês, ou Higiene Natural do Bebê sem (ou com) fraldas.
Com este método, é possível trabalhar quer com *bebés de colo* quer com bebés que já andam, com vista a que não necessitem de fraldas. A altura ideal para começar é entre o nascimento e o início da locomoção (por volta dos 6 meses de idade). Mas também se pode começar com um bebé mais crescido, adaptando algumas das tácticas à criança que já anda.


Não há nenhuma expressão que descreva adequadamente este sistema, incluindo Infant Potty Training (literalmente, treinar o bebé de colo para usar o penico) porque, por um lado, o bebé não consegue sentar-se num penico e, por outro lado, o processo tem mais afinidades com o trabalho de equipa (com o bebé) e com a inter-relação do que com o conceito de treino. Ou seja, é um método baseado na comunicação e na interacção, tendo pouco a ver com o que normalmente chamamos "treino". A comunicação é a chave para estar em contacto com o bebé relativamente às suas necessidades fisiológicas.

A característica mais específica deste método talvez seja o facto de os pais começarem geralmente a trabalhar com o bebé antes de ele conseguir sequer manter-se sentado. Em vez de começarem a informar-se sobre a maneira de ensinar a criança a deixar de usar fraldas quando ela já anda, os pais devem considerar a possibilidade de usar este método durante a gravidez ou as primeiras semanas/meses após o nascimento.

Filosofia
Os bebés são mais inteligentes do que nós pensamos! O grande erro que as pessoas cometem é presumir que um recém-nascido não tem consciência de fazer as necessidades. Partimos do princípio de que um bebé é incapaz de aprender a controlar as necessidades por ser pequeno, não ter coordenação e não andar nem falar. O bebé é tão dependente que se torna difícil para os ocidentais imaginar que um ser tão minúsculo possa ter consciência de fazer xixi e cocó. E é ainda mais difícil para nós acreditar que os bebés tenham algum controlo sobre a eliminação. Com esta concepção estreita e preconceituosa, encorajamos e ensinamos os bebés a não se importarem de fazer as necessidades na fralda. Em suma, ensinamo-los a utilizar a fralda como privada.

Um bebé normal e saudável, na verdade, tem consciência das funções corporais de eliminação e pode aprender a reagir-lhes desde muito pequeno. Ao utilizar fraldas, condicionamos – e portanto ensinamos - o bebé a usá-las. Mais tarde a criança tem de o desaprender, o que poderá confundi-la e constituir uma experiência traumática.

O bebé faz tudo o que pode para nos comunicar a consciência que tem do que se passa, mas se não o ouvirmos deixa de comunicar e gradualmente perde o contacto com as funções de eliminação. Será condicionado a não lhes ligar e a aprender que queremos que use a fralda como banheiro.

Além de ser quase desconhecido, o método da higiene sem (ou com) fraldas a algumas pessoas pode parecer pouco prático. Contudo, salvo relativamente raras excepções, a aprendizagem da higiene sem fraldas é por definição pouco prática seja qual for o modo e o momento escolhidos para a realizar. Se esperarmos que o bebé aprenda sozinho aos 2, 3, 4 anos ou mais, ficamos sujeitos a andar anos a trocar fraldas, com as inerentes limpezas e conflitos.

As fraldas, especialmente as descartáveis, são apenas um meio temporário de resolver a questão. Tentamos "tapar" o sistema de eliminação de resíduos do bebé com fraldas, da mesma forma que estancamos temporariamente uma fuga num cano roto. Quantos pais terão ponderado se esta é a solução mais higiénica para a criança? Quantos pais se preocupam com o impacto ambiental das fraldas? Quantos o fariam se soubessem de uma alternativa à utilização de fraldas a tempo inteiro?

O que é necessário?

Tempo, dedicação e paciência. Se não puder dispor destas qualidades ou arranjar a assistência necessária, este método não é adequado para si nem para o seu bebé.

Mas se este método lhe parece fazer sentido, se lhe soa bem, experimente! Não faz mal nenhum tentar e, se não resultar, pode voltar às fraldas a tempo inteiro.

Quando é que se começa?

A altura ideal para começar vai desde o nascimento até ao início da locomoção (por volta dos 6 meses de idade). Neste período, decorre uma fase de sensibilidade e predisposição para a aprendizagem e os bebés podem com facilidade concentrar-se na comunicação das necessidades de excreção.

Para os pais que não possam começar logo nos primeiros meses de vida do bebé, encontram-se adiante informações adicionais para um início mais tardio [“late-starters”].

Será seguro?

Claro que sim, desde que os pais estejam com o estado de espírito correcto. Têm de estar descontraídos e positivos ao lidar com o bebé. Têm de ter paciência e suavidade, observar e responder a tempo aos sinais do bebé sempre que possível, e dar carinhosamente o apoio necessário enquanto seguram o bebé na posição adequada.

Este método não é punitivo, NÃO inclui castigos, zangas e dominação. Note-se que é diferente do método severo com que nos anos cinquenta se "tirava as fraldas" cedo aos bebés.

Será que resulta mesmo?

Sim, mas não sem esforço nenhum. O êxito não acontece do pé para a mão. É preciso pelo menos um adulto empenhado e vários meses de perseverança para completar a higiene sem fraldas. Logo desde o princípio, há divertidas e entusiasmantes recompensas diárias tanto para o bebé como para quem trata dele. A comunicação do bebé é reconhecida e encorajada. Os pais ficam espantados com o grau de consciência do bebé e empolgados quando ele faz sinal e responde tão fácil e naturalmente.

Como é que sei quando o bebé precisa de fazer
xixi ou cocó?


Pode saber quando o bebé precisa de fazer as necessidades através de pelo menos um dos seguintes aspectos:

- Ritmo (ir olhando para o relógio)
- Sinais e deixas (incluindo a linguagem corporal e as vocalizações)
- Padrões de eliminação (relação com a refeição, o despertar, etc.)
- Intuição e instinto

Vantagens da higiene sem (ou com) fraldas
Os grandes beneficiários são o bebé, os pais e o ambiente. Aqui fica uma lista mais pormenorizada das vantagens da higiene sem (ou com) fraldas:

- Aumenta o apego através da proximidade, da comunicação natural e da paciência amorosa;

- Responde ao ritmo e à comunicação natural do bebé relativamente às suas necessidades fisiológicas;

- Actua directamente no primeiro período de sensibilidade e predisposição para a aprendizagem;

- Ajuda o ambiente ao conservar/poupar árvores, água, petróleo e espaço nos locais de despejo de resíduos;

- Elimina ou reduz drasticamente o uso de fraldas;

- Permite aos bebés atingirem um controle razoável entre os 12 e os 18 meses;

- Dá aos bebés a possibilidade de completar a higiene sem fraldas relativamente cedo (cerca dos 24 meses);

- Liberta os bebés das fraldas e respectivas associações negativas (sensação de peso e volume entre as pernas, químicos como floc-gel, etc.);

- Evita/elimina a enurese (fazer xixi na cama);

- Previne as assaduras;

- Permite o respeito pela higiene do bebé;

- Elimina "acidentes" embaraçosos para os bebés mais crescidos;

- Permite que o pai ou outras pessoas próximas e de confiança criem laços e comuniquem com o bebé;

- Proporciona uma grande poupança em fraldas e lavagem de roupa;

- Mantém o bebé consciente do seu próprio corpo;

- Reduz o risco de infecções urinárias.

Fonte:
http://www.slingando.com/index.php/Higiene-sem-ou-com-fraldas-Elimination-Communication.html

Mais info:
http://www.diaperfreebaby.org/

sábado, 5 de setembro de 2009

Documentário Summerhill

In 1997, Tony Blair's New Labor government took steps to improve standards in education. Ironically, this would threaten the existence of an unusual little school in Suffolk called Summerhill...So begins an extraordinary documentary about a remarkable school in England, in which the students, the staff and a few formidable barristers take on OFSTED (Office for Standards in Education) to fight for its existence and the lifeblood of alternative education throughout the world.Summerhill, the famous coed alternative boarding school, was threatened with closure because it refused to compromise its educational and social philosophy. Attendance in classes is voluntary, and children can play all day if they feel like it. The school runs as a free and democratic society. Rules are developed and adopted in weekly meetings, in which every member of the school community, from a five-year old child to the headmistress, has an equal vote. At Summerhill, the emotional development of children comes first, lessons second. The film follows a number of these students from the ages of eleven to sixteen as they grow and make important decisions about life and their education, at the same time that they become involved in the legal and political fight to save their school. We watch them work and play and see them develop as they take on the increased responsibilities that come with age and experience in a self-governing community. As these students mature, they go on to help run the democratic processes of their school, give a press conference at the Houses of Parliament and, finally turn the high court into an unprecedented and historical Summerhill general meeting to decide whether or not to accept the terms of the British government.
a video by William Tyler Smithdistributed by Documentary Educational Resources.



Fonte:
http://www.der.org/films/imagine-a-school-summerhill.html
SUMMERHILL SCHOOL (INGLATERRA)

Estas últimas semanas tenho devorado livros sobre educação alternativa, desde Freinet, Montessori, Neil.
Tenho gostado especialmente do Liberdade sem Medo, de Neil, que retrata a realidade da escola de Summerhill.
Cada capítulo que leio, e da minha experiencia com crianças, cada vez mais tenho a certeza que é necessário formar crianças-livres, que possam expressar as suas opiniões, frustações , gostos desde sempre. É necessario perceber que a criança deve ser respeitada e ouvida como qualquer pessoa adulta, com igual direito a participar na construção da sociedade de que faz parte. A criança é quem mais sabe o que precisa, embora necessitando da orientação e da experiência das pessoas adultas, que deviam interferir o menos possível, no processo da criança de se descobrir e de se fazer como é. Não podemos continuar a formar crianças globais, que crescem apavoradas com o medo de ser diferentes e de desiludir aqueles os formaram.
Na minha opinião, temos urgentemente de repensar na educação das nossas crianças, não estaremos nós a ensinar-lhes a sobreviver, em vez de viver?

Deixo-vos com um resumo de como funciona a Escola de Summerhill:

"Summerhill é uma escola inglesa, fundada em 1921 por Alexander Sutherland Neil, que faleceu em 1973. É uma das pioneiras dentro do movimento das escolas democráticas. Atende crianças do ensino fundamental e do ensino médio. Atualmente a diretora é a filha de Neil, Zoe Readhead. Em Summerhill os alunos não são obrigados a frequentar as aulas. Mas uma vez que se decidam a frequentá-las, são obrigados a manter a disciplina e respeitar seus colegas e professores. Segundo Neil, muito tempo se perde forçando crianças a frequentar aulas antes do tempo, quando seus interesses e atividades não condizem com estar sentado em uma sala de aula, reprimindo sua natural energia e vontade de explorar o mundo com suas próprias mãos. Crianças de sete a dez anos raramente se interessam em assistir aulas, porém o tempo supostamente perdido é rapidamente recuperado quando se decidem a frequentá-las. A escola é administrada pelos próprios alunos. Em assembléias semanais, os alunos decidem as regras e como a escola devem funcionar. Em determinados casos, crianças de sete anos eram líderes das assembléias, e eram respeitadas. Summerhill atende alunos de 5 a 16 anos. As crianças são divididas em três grupos etários: dos 5 aos 7 anos, dos 8 aos 10 anos, dos 11 aos 15 anos.
As crianças dormem na escola durante todo o período letivo e são instaladas por grupos etários com uma "mãe-de-casa" para cada grupo. Os alunos não sofrem inspeção nos quartos e ninguém é responsável por pegar os objetos pessoais deixados fora do lugar, além é claro do próprio dono.
As manhãs são destinadas para as lições e as tardes são livres para atividades diversas que as crianças desejem desenvolver. Apesar de os alunos não serem obrigados a participar das aulas, um grupo pode expulsar de uma aula um aluno faltoso por atrapalhar o andamento dos trabalhos.
Muito do que A. S. Neil prega é certamente controverso e será rotulado por muitos como heresia da pior espécie. Entretanto, dos muitos ensinamentos que Neil nos deixou, o mais importante é o respeito integral ao aluno, respeito às diferenças. Summerhill, antes de tudo, é uma escola (ela ainda funciona, mesmo depois da morte de seu fundador) onde se respira liberdade e onde as crianças são confiantes e felizes.
Muitas teorias são feitas sobre o que uma escola deve ensinar, o que é outra das grandes tragédias da educação. Summerhill acerta em cheio ao propiciar meios para que seus alunos sejam confiantes e felizes. Aprender, o que quer que seja, fica muito mais fácil nestas condições.
A função de uma criança é viver a sua própria vida - não a vida que seus pais ansiosos pensam que ela deve viver, nem uma vida de acordo com o propósito do educador que pensa que sabe o que é melhor. Toda esta interferência e orientação da parte dos adultos apenas contribuem para formar uma geração de robôs.
O jeito certo para se educar eu não sei qual seja, mas o que devemos buscar em educação é oferecer o ambiente e o meio para um desenvolvimento sadio e feliz das crianças. O resto se arruma por si só."
Fonte: http://www.webartigos.com/articles/22651/1/diferentes-modelos-de-escolas-na-atualidade-escola-da-ponte-portugal-e-summerhill-school-inglaterra/pagina1.html