domingo, 27 de dezembro de 2009

Educação Intuitiva: da Teoria à Prática

Educação intuitiva: da teoria à prática

Natália Fialho tem 36 anos, é tradutora e mãe de três filhos: um rapaz com cinco anos, uma rapariga com três e um bebé com sete meses. Aqui, conta ao IOL Mãe como tem sido passar à prática as teorias da Educação Intuitiva

"Fui mãe pela primeira vez aos 31 anos. Comecei a procurar informação e a pensar que tipo de mãe iria ser, o que queria fazer. Só sabia que queria amamentar e que queria dar muito colo ao meu bebé. Comecei a pesquisar e a perceber que em Portugal a prática era diferente de muitas das coisas em que eu acreditava e de muitas outras que descobria e com as quais me identificava. Uma delas foi a Educação Intuitiva, que faz todo o sentido para mim. O meu primeiro filho nasceu no hospital. Foi um parto induzido, mas eu só percebi depois. Isso despertou em mim um sentimento de que não estava por dentro de tudo, que as coisas me passaram ao lado. Foi aí que nasceu esta vontade de partilhar informação que não é veiculada pelo sistema, pelos profissionais de saúde, com uma formação que reflecte a indústria, as empresas farmacêuticas, o marketing... Em relação à Educação Intuitiva, não quero passar a ideia de que é fácil. É difícil, por vezes. Isto não são fórmulas mágicas. E nem tudo o que nos parece fazer sentido funciona depois às mil maravilhas. Às vezes vejo nos meus filhos comportamentos dos quais não gosto e penso 'isto sou eu'. Estou sempre entre duas cadeiras e não me sinto sentada em nenhuma: a das coisas que não quero fazer e a dos meus ideais que não consigo atingir. Às vezes reajo de acordo com os meus valores, outras vezes exatamente como a minha mãe reagiria. Há uma preocupação que eu tenho e acho que é um risco que se corre muitas vezes: não quero que os meus filhos alguma vez sintam que não gosto deles incondicionalmente. Gosto sempre, mesmo que risquem o sofá. Quero que tenham esta base de segurança. Não quero que se torçam para viver segundo as minhas expectativas. Não quero que escondam asneiras que fizeram com medo da minha reação. Às vezes penso que não estou a conseguir isto, que é o mais importante para mim. Neste momento, não vejo diferenças entre eles e outras crianças, à parte o facto de estarem em casa. São crianças normais. Espero que estejam mais seguros dentro deles do que muitas crianças. Mas não tenho garantia nenhuma quanto a isso. Também tenho dúvidas. E também procuro ajuda. Faço o que penso ser melhor, como todos os pais. Nasci e cresci na Alemanha. Só estou em Portugal há nove anos. Lá nenhuma criança passa oito horas na escola. Eu lembro-me do tempo livre que tinha para brincar e quero isso para os meus filhos. Mesmo na escola primária, estávamos lá de manhã e depois passávamos a tarde em casa. Quero que os meus filhos possam ter isso. E não acredito no chamado «tempo de qualidade» que alguém inventou para descansar os pais que passam pouco tempo com os filhos. Tentam concentrar tudo em duas horas por dia que estão com eles, ou nem isso. Uma criança precisa de mais tempo com os pais! Sei que conciliar o trabalho com a vida familiar é um verdadeiro desafio na sociedade portuguesa. Mas se eu não pudesse trabalhar menos para estar mais tempo com os meus filhos, teria de arranjar outra solução, ia viver para outro sítio, não sei. Para mim não faz sentido gastar todo o meu salário nos infantários dos meus filhos, como fazem algumas mulheres que conheço. E depois têm a fotografia do bebé nas secretárias e vivem infelizes. Respeito, mas também peço respeito por outras opções. E que deixem de me ver como um ser extra-terrestre." Fonte: IOL Mãe

sábado, 26 de dezembro de 2009

Crianças Índigo

O que é uma criança Índigo?
As crianças índigo possuem uma estrutura cerebral capaz de utilizarem simultaneamente as potencialidades do hemisfério direito e do hemisfério esquerdo, isso significa que elas conseguem ir muito mais além do plano racional e intelectual, desenvolvendo capacidades espaciais, intuitivas, criativas e espirituais, por isso elas necessitam também de um ambiente propício para poderem desenvolver todas as suas potencialidades ajudando-nos num futuro próximo a mudar muita coisa que precisa ser mudada no mundo em que vivemos, nomeadamente a diminuir a distância existente entre o pensar e o agir.

O “fenómeno Índigo” nasceu a partir da cor índigo que aparece associada à mente (chacra frontal) e à espiritualidade (aura de cor índigo). Segundo alguns autores, as crianças índigo estão envolvidas por uma aura azul-índigo! Nancy Ann Tappe, nos anos 80 observou que inúmeras crianças apresentavam esse tipo de aura e tinham características algo semelhantes. Na última década dos anos 90, dois autores norte-americanos Lee Caroll e J. Tober publicaram o primeiro livro sobre “As Crianças Índigo”.

A partir de então muito se tem falado destas crianças que cada vez em maior número (neste momento 90 % das crianças que nascem já trazem características Índigo, Cristal, Violeta ou outras…) estão a invadir o nosso planeta e apresentam as seguintes características: Inteligentes, sensitivas, intuitivas, com tendência hiperactiva, perceptivas, compreendem facilmente as leis universais, são muito criativas e possuem uma memória privilegiada (por vezes falam de vidas passadas com toda a naturalidade) e são dotadas, como referem alguns autores, de uma espécie de “inteligência espiritual”. Quando o assunto não lhes interessa podem apresentar características de défice de atenção, mas se, pelo contrário, algum tema lhes desperta a atenção, entregam-se apaixonadamente e passam horas atentas e envolvidas em novas descobertas.

Vários autores referem que podem distinguir-se 4 tipos de crianças índigo: as humanistas (líderes), as conceptuais (cognitivas ou intelectuais), as artistas (portadoras grande sensibilidade e intuição) e as interdimensionais (globalmente sobredotadas mas com potencialidades espirituais invulgares).

Que características apresentam as Crianças Índigo

Espírito Guerreiro que rompe com os sistemas estabelecidos                               
Metas:                                                                                                                  
Abrir caminhos
Denunciar
Não aceitam o que já não serve agora
Aversão à mentira, falsidade e manipulação Meta:
Especialidade:
Denunciar
Provar os limites físicos
Provar os limites psíquicos
Personalidade:
Em geral são extrovertidos
Pioneiros são originais, auto-suficientes, criativos, bastante autónomos
Determinação, tenacidade
Formas de conduta:
São crianças exigentes que não se cansam de pedir coisas
Não tem medo da confrontação
Rebelde
Características físicas e outras:
Robustos fisicamente
Fortes mentalmente
Podem diagnosticar-lhes erradamente:
ADD (Défice de Atenção)
ADDH (Défice de atenção com hiperactividade)
É precoce em começar a falar
Necessidades em geral:
Alimentar os seus talentos de pioneiros e de lideres
Ferramentas de organização do trabalho
Aprender a diplomacia e a cortesia

Como identificar as Crianças Índigo?

Propomos que façam um pequeno teste às vossas crianças para poderem identificá-las, ou não, como crianças índigo. Este teste (embora com algumas adaptações) é apresentado por Lee Carroll no seu livro As Crianças Índigo.

Trata-se de uma criança muito intuitiva (parece adivinhar as coisas) e traz consigo, desde a nascença, uma certa realeza comportando-se como tal?
Sentem que merecem estar aqui e admiram-se quando outros não os reconhecem. Revelam-se bastante sensitivos (parecem observar, ver, ouvir e detectar acontecimentos, objectos e situações aparentemente impossíveis)?
São muito sensíveis à música, à pintura, às paisagens grandiosas e sublimes, ao belo?
Dizem, com naturalidade aos pais quem são e donde vêm e alguma vez referiram ter falado com anjos, Deus, extraterrestres ou outras entidades?
Preocupam-se muito com questões humanitárias, a fome, as guerras, os problemas ambientais, com os animais abandonados ou maltratados?
Gostam de ver programas sobre História, Religião e Arte na TV ou na Internet?
Sentem-se frustrados com sistemas que obedecem a rituais e sem criatividade, apresentam outras formas de fazerem as coisas, tanto em casa como na escola, o que os torna rebeldes ou simplesmente desinteressados?
Costumam desenhar figuras exóticas, seres extra-terrestres, figuras estranhas?
Apreciam conversar sobre Deus, o princípio do Mundo, a Vida, os OVNIS, etc?
Parecem ser anti-sociais, e, por vezes a escola é o local onde lhes é muito difícil socializar. Apreciam a solidão. Gostam de se fechar no quarto para ficar sozinhos?
Têm dificuldade em aceitar uma autoridade absoluta. Falam ou escrevem sobre assuntos que parecem não ser para a sua idade e formação?

Se respondeu SIM a mais de 4 perguntas...esteja mais atento ao seu filho ou educando, porque poderá estar perante uma criança índigo, por isso tente retirar dele mais informações, mas proceda com carinho e amor verdadeiro, porque estas crianças, devido à sua sensibilidade e capacidades extrasensoriais, apercebem-se facilmente das suas intenções, sobretudo se estas não foram para seu bem. Como sabem elas trazem consigo um verdadeiro detector de mentiras e, intuitivamente, lêem os pensamentos das pessoas com quem tratam.

Qual a educação mais adequada para estas crianças e jovens?

Em primeiro lugar é fundamental que exista para a criança uma só escola e uma só educação. O complexo processo educativo, para atingir os seus plenos objectivos deve fazer um compromisso com todos os seus intervenientes que em conjunto devem-se envolver em uníssono: pais, professores, alunos. Todos têm que ter consciência de três verdades insofismáveis:

O potencial humano é muito superior àquilo que nos convenceram. (Einstein desenvolveu, apenas, entre 5 e 10% das capacidades do seu cérebro....)

A educação deve ser adquirida naturalmente e com prazer, porque educar sem prazer é deseducar e é como um dia sem sol.
A educação e a aprendizagem são o único motivo que nos trouxe a este planeta, por isso, deve ser feita com esmero.

Serás tu um Índigo adulto?

Se quer saber se é um índigo adulto analise as afirmações que se seguem:

São muito criativos ainda que na escola não tenham tirado as melhores notas.
Têm algumas características que fazem parte de crianças índigo.
Apresentam alguns problemas de concentração e atenção (Sintomas de Desordem de falta de Atenção. Podem apresentar problemas para se concentrarem nas suas tarefas. Podem saltar de tema nas conversas (palestras, dissertações, etc.)
Têm uma verdadeira empatia por algumas pessoas e sentem-se bem com pessoas que tenham a sua vibração, mas têm, também, uma profunda intolerância pela estupidez.
São muito intuitivos, muito criativos e desfrutam fazendo coisas, mesmo que espalhem tudo à sua volta como um caos, sentem-se bem assim...mesmo que os outros reclamem da desordem.
É difícil para eles fazerem um trabalho repetitivo e obrigatório e sobretudo na escola recusavam-se a fazê-lo.
Vivem em constante mudança e têm, ainda hoje, problemas com a autoridade. Rejeitam, muitas vezes, a autoridade do professor ou mesmo dos pais quando procuravam impô-la. Questionaram-na e continuam questionando a autoridade.
Aprendem rapidamente e quando acham que já sabem o suficiente aborrecem-se e desinteressam-se pelos assuntos?
Se uma coisa ou um tema lhes interessa põem aí toda a sua atenção e não se importam de estar horas a fazer o mesmo.
Na escola parecia que tinham “picos” e não paravam quietos, quando a matéria não lhes interessava, não lhe servia para nada ou achavam que já sabiam o suficiente sobre o assunto.
Por vezes mostra ser extremamente sensíveis, ou emocionalmente instáveis, chorando ao mínimo motivo (sem protecção). Ou podem mostrar uma certa falta de emoção (protecção completa).
Por vezes revoltam-se com certas coisas ou pessoas, parecendo que têm problemas com a Ira.
Não compreendem e até se revoltam, ou irritam com os chamados sistemas ineficazes que consideram caducos: sistema político, educativo, médico, jurídico, etc.
Sentem uma verdadeira irritação e ira quando privam dos seus direitos e detestam que os observem ou controlem os teus passos, ficam irritados quando alguém está sempre a observá-los e a criticá-los.
Procuram o significado da vida e sentem uma vontade grande de mudar ou até melhorar o mundo aderindo, por vezes, à espiritualidade, a alguma religião ou a grupos ou livros de auto-ajuda.
Tiveram alguma experiência psíquica, premonições (ver anjos, seres extrafísicos, fantasmas...) experiências fora do corpo, ouvir ruídos ou vozes, etc.
É sensível à electricidade e por vezes os relógios não funcionam, as lâmpadas apagam-se quando passa por baixo deles, os aparelhos eléctricos funcionam mal ou queimam-se fusíveis ou rebentam lâmpadas...
Já, alguma vez, tiveram consciência da existência de outras dimensões, de extraterrestres ou da existência de outras realidades paralelas.
São muito expressivos sexualmente, mas também podem recusar a sexualidade por aborrecimento ou para conseguirem uma ligação espiritual mais elevada. Podem explorar tipos alternativos de sexualidade.
Tiveram poucos ou nenhum exemplo índigo para imitar.
Se conseguem encontrar o seu equilíbrio podem transformar-se em indivíduos muito realizados, fortes, sãos e felizes.

Fonte: Casa Índigo

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Rede de Educação Alternativa, Integral e Intuitiva

Após alguns meses da criação do blog, percebemos que mais do que reunir informação teórica, interessa-nos principalmente conhecer experiências e vivências. Decidimos assim criar o http://educacaoalternativa.ning.com/, na esperança de criar um ponto de encontro e partilha entre pessoas com um interesse em comum, a Educação. Aqui esperamos ver juntas pessoas com uma mesma vontade, a de aprender em conjunto. Estão todos convidados a participar e que seja um espaço de todos, para todos....para renascermos outra vez.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Tribunal confia crianças a casal homossexual

O Tribunal de Oliveira de Azeméis entregou na passada quarta-feira, a guarda de duas meninas a um tio que vive com outro homem. A juíza entendeu que o casal homossexual tem melhores condições para tratar das crianças do que os pais.
Fonte judicial disse ao JN que a decisão ontem tomada, por proposta do Ministério Público, "é um caso único em toda a história do Tribunal de Oliveira de Azeméis e, porventura, o primeiro do género a nível nacional".
"Todas as partes envolvidas - Segurança Social, pais, Ministério Público, juíza e até as próprias menores - tinham pleno conhecimento de que em causa estava decidir se se devia entregar o cuidado das meninas, de 8 e 5 anos de idade, aos pais ou a um casal gay, embora oficialmente a guarda fique a cargo do tio. Todos tinham consciência que optar pelo tio era colocar as crianças, que se encontravam numa instituição social, no seio de uma família 'diferente', com uma 'cultura' de família fora do tradicional. Apesar disso, sem preconceitos, entendeu-se que este casal homossexual podia educar e tratar muito melhor as meninas do que os pais, que não reúnem condições", disse a mesma fonte.
Para já, o que está em causa não é uma adopção. É apenas a confiança das crianças, durante meio ano, com o acordo dos próprios pais. Mas tudo indica que o processo culmine com a adopção, caso o período de guarda das menores seja renovado por mais meio ano e os pais persistam em não oferecer condições às filhas.
"Hoje, para nós, foi um dia muito bonito, de felicidade. Saber que um tribunal, sem tabus, sem complexos, reconhece num casal homossexual condições para acolher e educar duas crianças, é uma vitória e um passo em frente para acabar com esta hipocrisia da sociedade", declararam, ao JN, "João" (nome fictício), de 30 anos, empregado fabril, e o seu companheiro, "Paulo" (nome fictício), de 36 anos, gestor. Ambos do concelho de Oliveira de Azeméis.
Na opinião de "Paulo", "o que a juíza fez foi, na prática, a entrega de duas crianças à guarda de um casal gay, tanto assim que a própria carta que enviou ao "João", a notificá-lo para ir a Tribunal, dizia, no remetente: "João e companheiro".
"Quando li aquilo fiquei super emocionado, cheio de alegria. Senti-me reconhecido como parte da solução, como membro de um casal, que somos", afirmou.
"João" e "Paulo" admitem que as menores podem agora enfrentar, na escola, alguns problemas. "As crianças são cruéis. Receamos que possam mandar bocas às nossas meninas, mas nós já as preparámos para o pior. Elas sabem bem que somos um casal. Compreendem isso, mas dissemos--lhes para elas dizerem aos colegas que nós somos apenas amigos e que vivemos na mesma casa. Sem mais explicações".
Ao JN, os pais das menores afirmaram-se satisfeitos com a decisão do Tribunal. "Acham que nós não temos condições para criar as nossas filhas. Prefiro que elas estejam, com o 'João' e o 'Paulo', que lhes dão carinho e cuidam bem delas, do que numa insituição".
Na realidade, o JN assistiu, em pleno tribunal, a várias manifestações de carinho das crianças em relação aos novos "pais afectivos". Mais, até, do que em relação aos pais biológicos.

Fonte:  JN

Livros, Livros e Livros

Para quem está interessado no ensino doméstico, unschooling, educação alternativa e coisas do género, deixo-vos uma lista de livros interessantes. A lista há-de continuar a crescer pois hei-de ir adicionando  à medida que os for encontrando. Para os ler, basta clicar em cima do nome. Boas Leituras


E-Livros em Portugues

Sociedade sem Escolas - Ivan Illich

Diálogos Com Jovens Estudantes
- Krishnamurti

O Desejo de Ensinar e a Arte de Aprender - Rubem Alves

Pedagogia do Oprimido - Paulo Freire

Dicionário Breve de Pedagogia - Ramiro Marques

Educação Comunicação Anarquia - Guilherme Correa
 
E-Livros em Inglês

How Children Fail John Holt

Instead of Education - John Holt

Teach Your Own - John Holt

The Underachieving School - John Holt

Never Too Late
- John Holt

What do I do Monday? - John Holt

Sharing Treasures - John Holt

Danger: School! IDAC Document

Dumbing Us Down: The Hidden Curriculum of Compulsory Schooling John Taylor Gatto

The Exhausted School - John Taylor Gatto

Underground History of American Education John Taylor Gatto

Compulsory Miseducation Paul Goodman

Teaching as a Subvertive Activity
- Neil Postman & Charles Weingartner

Against Education: For the Abolition of School

School, Society & The Future


Deschooling Society - Ivan Illich

Summerhill: A Radical Approach to Child Rearing - A S Neill

Free from School by Rahul Alvares

School is Dead Everett Reimer

Toward the Destruction of Schooling Jan D Matthews

How To Get An Education At Home Pat Farenga

None Dare Call It Education (How Schools Dumb Us Down) (1999) Stormer

The Animal School

Black and Other UK Home Educators' Booklet

Christian Homeschooling Minus the Stress by Sue Rumsley

Problematising home education - Daniel Monk

Unschooling Media - Vanessa Bertozzi

Home School Your Child for Free by Laura Maery Gold and Joan M. Zielinski - Excerpt

The Montessori Method - Maria Montessory

The Education of the Child - Dr. Rudolf Steiner

Discussions with Teachers - Dr. Rudolf Steiner

Rudolf Steiner Books

Education and the Significance of Life - Jiddu Krishnamurti

Beginnings of learning - J. Krishnamurti

Krishnamurti on Education Jiddu Krishnamurti

Letters to the Schools Volume 1 Jiddu Krishnamurti

Life Ahead Jiddu Krishnamurti

Education by Swami Vivekananda

What's Wrong With The World - G.K.Chesterton

Democracy and Education - John Dewey

Fundamental Education V.M. Samael Aun Weor

The History of Education Ellwood P. Cubberley

Education for Destruction -Bessie R Burchett

The Children Trap
- R, Thoburn

The Subversion of Australian Education (Subversion of All Education Systems Worldwide by UN - Wallis

The Child Seducers
John Steinbacher

Fifty Major Thinkers on Education
~ From Confucius to Dewey - Routledge



Des-Educação Obrigatória - Paul Goodman



"Estou enfrentando uma superstição em massa. A superstição em massa em questão é que a educação só pode ser adquirida através da utilização de instituições como a escola".

Paul Goodman argumenta que, pelo contrário, sujeitar os jovens a malabarismos de aprendizagem institucionalizada apenas distorce o seu desenvolvimento intelectual natural, tornando-os hostis à ideia de educação e produzindo cidadãos competitivos e arregimentados que provavelmente conseguirão apenas agravar os problemas sociais actuais.

"É nas escolas e a partir dos mídia de massa, em vez de em casa e com seus amigos, que a massa dos nossos cidadãos de todas as classes aprendem que a vida é inevitavelmente rotina, despersonalizada, enganosamente graduada; que é melhor obedecer e calar a boca.

Treinados nas escolas, eles vão para empregos, para uma cultura e política da mesma qualidade. Esta educação é uma des-educação, moldagem, ou socialização para as normas nacionais e uma arregimentação às "necessidades" nacionais."


E-Livro

Unschooling: O Movimento da Aprendizagem direccionada pela Criança

Unschooling: O movimento da aprendizagem direccionada pela criança, um video de Nicole Campbell-Robinson


Ensino Doméstico - Socialização não é um Problema

Desde o ressurgimento do movimento "escola em casa" no final da década de 1970, os críticos da educação domiciliar têm perpetuado dois mitos. O primeiro diz respeito à capacidade dos pais para ensinarem os filhos em casa, o segundo é se as crianças educadas em casa se tornarão ser bem ajustadas socialmente.

Um novo estudo deve levar muitos críticos a repensar as suas posições sobre a questão da socialização. Os homeschoolers não só participam activamente na vida cívica mas também estão tendo sucesso em todas as esferas da vida. Muitos críticos acreditavam, e alguns pais temiam, que os jovens "educados em casa" não seriam capazes de competir no mercado de trabalho. Mas o estudo  mostra home schoolers numa enorme variedade de profissões, demonstrando claramente que as famílias que optam pelo ensino domiciliar estão no caminho certo.
Artigo disponível aqui

Educação Doméstica - Estórias de 21 Famílias

Se queres saber porquê que certas famílias decidem educar os filhos em casa e como é que o homeschooling funciona na prática então irás gostar de ler este livro. Em Real Life Homeschooling, a autora Rhonda Barfield apresenta 21 estórias que revelam a diversidade fascinante e actual da educação em casa.

E se já fazes o ensino doméstico mas às vezes tens a sensação de que és a única família monoparental, afro-americana, com problemas de saúde, etc., a educar os filhos em casa então este livro também é para ti.

Diz-nos a autora na introdução: "Como eu praticava o homeschooling, imaginava que a maioria das outras famílias que fazem esta opção tivessem estilos de vida semelhantes ao meu. Mas não. Ao entrevistar famílias por todo o país, fiquei surpreendida ao descobrir a enorme variedade de estilos de vida e filosofias educacionais."

Real-Life Homeschooling
não é um manual do estilo “faça você mesmo”. É uma coleção de 21 estórias que ilustram a diversidade existente em estilos de vida, de famílias, filosofia e visão de mundo, métodos de ensino e objetivos desejados. Como a autora explica: "o objetivo, ao escrever este livro, foi simplesmente demonstrar a interessante variedade de pessoas que opta pelo ensino doméstico."

O livro usa o mesmo formato para introduzir o leitor a cada família, começando com uma foto e algumas informações pessoais (idade dos filhos, local de residência, etc.). O autor de cada estória partilha a sua lista de recursos favoritos, os melhores e piores conselhos que receberam quando começaram a fazer o ensino domiciliar e as suas citações favoritas. Segue-se então a descrição detalhada da vida cotidiana em família e da estrutura do homeschooling, suas filosofias educacionais e o seu percurso.

Exemplos da diversidade representada no livro incluem: 3 famílias com filhos únicos e 2 com 11 filhos; 1 família em que a mãe, a principal encarregada de educação, é cega; 1 família com uma criança com Síndrome de Down; 1 família educando os filhos na Ilha de Kwajalein e outra no Alasca; famílias em que os pais estabelecem parcerias com o sistema de ensino e/ou cujos filhos participam em actividades na escola e famílias que decidem manter sua autonomia; 1 pai que foi preso por optar pelo homeschooling; famílias que seguem uma abordagem estruturada baseada num currículo e famílias que adoptam o unschooling, em que a aprendizagem é direcionada pela criança; famílias de várias religiões e nacionalidades; famílias monoparentais, com filhos adotivos e com netos; e assim por diante...
Fonte: Aprender Sem Escola

Noam Chomsky - Processo de Socialização

A auto-censura começa em muito tenra idade, através de um processo de socialização que é também uma forma de doutrinação que funciona contra o pensamento independente, em favor da obediência. As escolas funcionam como um mecanismo para essa socialização. O objectivo é evitar que as pessoas façam as perguntas que interessam acerca de questões importantes que as afectam directamente, a elas e a outros.

Nas escolas não se aprendem apenas conteúdos. Adicionalmente é preciso aprender como se comportar, como se vestir de um modo apropriado, que tipos de questões podem ser levantadas, como encaixar (ou seja, como se adaptar), etc. Se mostrar demasiada independência e questionar o código da sua profissão com demasiada frequência, o mais provável é ser excluído do sistema de privilégios.

Assim, rapidamente aprende que, para ter êxito, tem que servir os interesses do sistema doutrinal. Tem que ficar calado e instilar nos seus estudantes as crenças e doutrinas que servirão os interesses daqueles que detêm o verdadeiro poder. A classe empresarial e os seus interesses privados são representados pelo elo estado-empresa.

Texto Original

Co-Sleeping

OO Natural Child Project tem uma colecção de artigos sobre co-sleeping que podem ser interessantes para quem procura aprofundar conhecimentos sobre estas questões ou, simplesmente, para quem procura argumentos justificativos do que a sua intuição lhe pede para fazer, isto é, acenar aos cépticos com os benefícios de dormir com as crianças.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Educação Familiar e a relação de socialização

Foi publicado no Washington Times um artigo sobre Educação Familiar e consequente capacidade de socialização, desmistificando algumas ideias sobre a hipotética falta de capacidade comunicativa e social causado por este tipo de ensino.
Seguem dois parágrafos do artigo.

Desde o ressurgimento do movimento "escola em casa" no final da década de 1970, os críticos da educação domiciliar têm perpetuado dois mitos. O primeiro diz respeito à capacidade dos pais para ensinarem os filhos em casa, o segundo é se as crianças educadas em casa se tornarão ser bem ajustadas socialmente.

Um novo estudo deve levar muitos críticos a repensar as suas posições sobre a questão da socialização. Os homeschoolers não só participam activamente na vida cívica mas também estão tendo sucesso em todas as esferas da vida. Muitos críticos acreditavam, e alguns pais temiam, que os jovens "educados em casa" não seriam capazes de competir no mercado de trabalho. Mas o estudo mostra home schoolers numa enorme variedade de profissões, demonstrando claramente que as famílias que optam pelo ensino domiciliar estão no caminho certo.

Podem ler o artigo completo aqui

fonte: www.aprendersemescola.blogspot.com

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Slow Parentig

Quem teve uma casa na árvore, leu a Pipi das Meias Altas e ainda se lembra dos dias intermináveis das férias grandes sabe do que se trata. A infância das crianças de hoje é bastante diferente da dos pais: pela pressa constante, pela falta de disponibilidade para estar com elas, pelo tempo todo controlado, pela pressão de serem os melhores em qualquer coisa. Mas há quem tente pôr um travão neste frenesim, desacelerar um pouco e devolver às crianças o que a infância tem de melhor: tempo para crescer e descobrir o mundo.
O movimento Slow, que defende e procura um abrandamento do ritmo de vida actual e faz o elogio da lentidão como forma de melhor apreciar as coisas boas, também chegou à educação. «Trees makes the best mobiles» (As árvores são os melhores mobiles) é um livro que pode mudar a forma de encarar a maternidade. Como resistir à pressão de comprar demasiadas coisas que se tornam ruído para um bebé e à tentação de estar sempre a mostrar-lhe coisas novas, a acelerar o seu desenvolvimento e as suas descobertas, são algumas das propostas deste livro.
Outra obra que contribuiu para o movimento Slow Parenting foi «What Mothers do: Especially when it looks like nothing» (O que fazem as mães: especialmente quando parecem não fazer nada), de Naomi Standler. Segundo a autora, as mães não devem encarar o bebé na lógica de mais uma lista de «coisas a fazer». Quando estão apenas a contemplar o seu filho pode parecer que estão a fazer nada, mas afinal estão a fazer o mais importante: descobri-lo, conhecê-lo e deixá-lo ser ele mesmo.

Brinquedos simples

Substituir brinquedos electrónicos cheios de ruídos e estímulos por simples pauzinhos, folhas, pedras ou conchas é um dos mais importantes conselhos do Slow Parenting. Não devemos apressar as crianças e os defensores da lentidão abominam especialmente os brinquedos que prometem ensinar-lhes rapidamente muitas coisas, seja vocabulário, uma segunda língua, ou como somar e subtrair. Não devemos esperar nem agir como se os nossos filho fossem pequenos génios que têm de fazer tudo antes dos outros. Depressa não é forçosamente bem. Cada coisa a seu tempo e sobretudo, no ritmo certo, afirmam os «slow parents».

Tempo para brincar e estar sem fazer nada

Gastar dinheiro em múltiplas actividades quase desde o berço é outras da realidades do mundo moderno contestadas pelos defensores da filosofia da lentidão e do «menos é mais» aplicada à educação. É mais importante que as crianças tenham tempo para actividades livres, não organizadas, do que tenham os dias todos ocupados com actividades estruturadas. Informática e ballet aos três anos parece muito apelativo, mas na verdade não tem vantagens nenhumas, é mais uma despesa e rouba tempo ao que é realmente importante: brincar e interagir, sobretudo com os pais.

Aliviar a pressão de pais hiper-activos

Mais recente foi a pulbicação de «Under Pressure: Rescuing Our Children from the Culture of Hyper-Parenting» (Sob Pressão: como Salvar as Crianças da Cultura dos Hiper-Pais), de Carl Honoré, um dos gurus do movimento Slow. O jornalista e autor de «In praise of Slow» (O Elogio da Lentidão), dedicou-se a analisar a forma como são educadas as crianças na nossa sociedade de consumo, onde a pressa é constante. Honoré considera os pais de hoje hiper-activos e defende que é preciso salvar as crianças desta vertigem constante e devolvê-las à infância - que deve ser um lugar de calma e de tempo a perder de vista.

O autor afirma que a principal razão para escrever este livro foi pessoal, pois precisava de arrumar as ideias de forma a alterar a sua forma de ser pai. Um dia descobriu um livro que resumia histórias infantis clássicas para que os pais pudessem lê-las em 60 segundos, na hora de deitar. A sua primeira reacção foi pensar «Boa ideia!» Então percebeu a loucura em que os pais de hoje andam, ele incluído. Era preciso mudar, a bem dos seus filhos.
Nas sua investigação, visitou creches em Itália e na Escócia, um laboratório de pesquisa de brinquedos na Suécia, escolas na Finlândia e em Hong-Kong, colégios em Inglaterra e nos Estados Unidos, clubes desportivos um pouco por todo o lado. Chegou à conclusão de que a ambição desmedida dos pais que pressionam os filhos, em todas as idades, é um fenómeno global.
O livro procura mostrar como é possível encontrar um equilíbrio no ritmo de vida familiar de modo a que a infância deixe de ser uma corrida para o sucesso. A tentativa constante de dar aos filhos tudo o que há de melhor corta-lhes a possibilidade de aprenderem a tirar partido daquilo que têm. E essa é a melhor lição de vida que podem ter.
Tendo em conta o investimento de tempo, energia e dinheiro que se faz hoje em dia nos filhos, a geração de crianças actual devia ser a mais saudável e feliz de todos os tempos. Mas tal não acontece. Carl Honoré aponta a obesidade por um lado e as crianças que praticam desporto de forma demasiado intensa, por outro. Nem uns nem outros são saudáveis e felizes. E por isso nunca como hoje houve tantas crianças depressivas, ansiosas e com baixa auto-estima. Adoptar um estilo parental mais descontraído, sem pressão e sem pressa, pode parecer difícil. Mas é possível.

Encontro da Liga La Leche e Educação Intuitiva - 12 Dezembro

Dia 12 de Dezembro irão realizar-se os encontros de Liga la Leche das 10h às 11.30 e de Educação Intuitiva das 11.30 às 13h, em Cascais, promovidos pela API Lisboa.

As reúniões de LLL destinam-se a troca de experiências entre mães, tentam-se esclarecer as dúvidas existentes e fornecer informação actual e baseada em evidências cientificas sobre o aleitamento materno.
O encontro de Educação Intuitiva tem como base os príncipios base já focados neste blog, para rever clique aqui.

A API tem como missão instruir e apoiar todos os pais para que consigam criar crianças seguras, alegres e empáticas, com o objectivo de fortalecer os laços familiares e criar um mundo com mais compaixão.Para saber mais sobre a Attachment Parenting visite o site internacional ou então o blogue sobre a API Lisboa, educação intuitiva em Portugal.

domingo, 6 de dezembro de 2009

"O estudo da gramática não faz poetas. O estudo da harmonia não faz compositores. O estudo da psicologia não faz pessoas equilibradas. O estudo das "ciências da educação" não faz educadores.
Educadores não podem ser produzidos. Educadores nascem."
Rubem Alves

Livro sobre Ensino Domiciliar

Um livro sobre o ensino doméstico, desta vez em espanhol!




O livro da ALE (Asociacion para la Libre Educacion), é um compêndio de experiências de famílias espanholas e do resto da Europa, compilado a partir da tradução do livro Learning Unlimited, coordenado por Leslie Barson, que recolheu experiências do Reino Unido, Suíça, França e Alemanha.

O livro também inclui o valioso contributo dos estudos realizados por Paula Rothermel, referência obrigatória no campo do homeschooling europeu, e a contribuição de Madalen Goiria, Professora de Direito Civil na Universidade do País Basco.

Conteúdo: A aprendizagem em casa; Depoimentos de famílias que educam em casa; Exemplos diários de homeschooling; Aprendizagem autónoma no ensino domiciliar; Estudos sobre o ensino doméstico.

Necessidades Educativas Especiais e o Ensino Doméstico

Por todo o Mundo há vários exemplos de escolas com instalações excelentes para crianças com necessidades educativas especiais. No entanto, muitas destas crianças, que entram para a escola na pré-primária cheias de esperança quanto ao futuro, vêem as suas expectativas arrasadas porque as escolas que frequentam não têm a capacidade de lidar com os seus problemas específicos, sejam eles a dislexia, dispraxia, a síndrome de Asperger, TDAH ou deficiências físicas.

Badman reconhece isto e, embora não dê referências, menciona pesquisas que apontam para a grande quantidade de pais que, muitas vezes num desespero, retiram os filhos da escola quando se apercebem que esta não tem a capacidade de ir ao encontro das necessidades dos filhos.

Ben Grey, especialista em protecção de menores, é um destes pais. Ben tem dois filhos: um de 11 anos com autismo de alto funcionamento, que está actualmente a ser educado em casa, e um de 8 anos que vai para a escola.

Testemunho de Ben Grey

Eu, pessoalmente, como pai de uma criança com necessidades especiais, gostaria de chamar a atenção para a quantidade de pessoas educando os filhos em casa devido à falta de adequada provisão para as necessidades especiais, especialmente em relação ao autismo (onde o desenvolvimento das crianças não "encaixa" na provisão do ensino regular nem na do ensino especial). Embora muitos pais optem pelo ensino domiciliar por princípio, a situação que estou descrevendo não é a da educação em casa por escolha.

Informalmente, a nossa Direcção Regional de Educação diz-nos que na nossa área não existe provisão adequada para o nosso filho. As nossas opções são, portanto, colocá-lo numa escola inadequada, onde ele não irá alcançar o seu potencial, colocá-lo num internato especializado (e caro) ou irmos viver para outra área. Muitos pais educam os seus filhos especiais em casa (poupando ao Estado esse enorme custo) porque querem proteger os filhos da violência escolar e de outros desafios que estes enfrentam em escolas inadequadas. Se o governo estivesse realmente preocupado sobre a vulnerabilidade das crianças educadas em casa, então porque não corrige as deficiências do sistema de ensino que às vezes deixa os pais com tão pouca escolha?

As preocupações dos pais em relação ao bem-estar e segurança dos filhos na escola são frequentemente justificadas pois são eles que têm de cuidar deles quando ficam gravemente deprimidos ou ansiosos devido às suas experiências do sistema de ensino.


Dr John Ballam é o director do curso de Escrita Criativa da Universidade de Oxford e um autor com vários livros publicados. Tem três filhos: o mais velho está numa escola para sobredotados e os outros dois são educados em casa.

Testemunho de Dr. John Ballam, Oxfordshire

Nós educámos os nossos 3 filhos em casa durante a primária. A nossa experiência é que o ensino domiciliar é positivo e benéfico. Os nossos filhos têm "excepcionalidade dupla", ou seja, são muito inteligentes mas necessitam de educação especial para compensar dificuldades de aprendizagem muito específicas. Além disso, musicalmente, são muito talentosos. O ensino público recusou-se, pura e simplesmente, a reconhecer as suas necessidades e quando finalmente aceitou que tinham necessidades muito específicas não tinha condições para satisfazê-las.

O ensino doméstico permitiu-nos dar aos nossos filhos o ambiente e os recursos que eles precisavam para florescer. Inicialmente, começou com um período de recuperação e reconstrução da sua auto-estima e auto-confiança. Quando vai ao encontro do ritmo das crianças, a aprendizagem fornece as oportunidades necessárias para a superação das dificuldades sem a humilhação de serem separadas do resto do grupo como "falhanços". Além disso, a informação pode ser transmitida em formatos que vão ao encontro do estilo de aprendizagem de cada criança, de modo que o seu empenhamento e entusiasmo pela aprendizagem é estimulado. Finalmente, a educação em casa dá às crianças o tempo que precisam para desenvolver os seus talentos específicos. O ensino domiciliar é uma forma positiva de apoiar os nossos filhos e suas necessidades pessoais específicas.

Fonte: http://aprendersemescola.blogspot.com/

A Escola é melhor que o Ensino Doméstico

10 razões

1. A maior parte dos pais foram educados no sistema de ensino público e por isso não são suficientemente inteligentes para educar os seus próprios filhos.
2. As crianças que recebem uma educação personalizada em casa, com aulas individuais ou em pequenos grupos, aprendem muito mais do que as outras, o que lhes dá uma vantagem injusta no mercado de trabalho, e isso seria anti-democrático.
3. Como é que as crianças poderão aprender a defender-se se não lhes dermos a oportunidade de lidar diariamente com a violência escolar?
4. Ridicularização por outras crianças é importante para o processo de socialização.
5. As crianças que frequentam a escola obtêm mais experiência em "Dizer Não" às drogas, cigarros e álcool.
6. A iluminação fluorescente pode ter significativos benefícios para a saúde.
7. Ter que pedir permissão publicamente para ir à casa de banho ensina aos jovens o seu lugar na sociedade.
8. A indústria da moda depende da pressão de grupo que só as escolas podem gerar.
9. A escola é um mecanismo de transmissão cultural, mantendo importantes tradições, como por exemplo as praxes
10. As crianças educadas em casa podem não aprender competências necessárias para as suas futuras carreiras, como por exemplo ficarem sentadas à secretária durante 6 horas por dia.

Original aqui

Corrida dos Ratos

“Corrida dos Ratos” refere-se à gaiola onde os ratos correm dentro dela até ficarem estoirados mas sem nunca chegarem a lugar nenhum.

"Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante. A criança nasce e vai para a escola. Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas ou altas e consegue entrar na universidade. O filho se forma, talvez faça uma pós-graduação, e então faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego ou segue uma carreira segura e tranquila. Encontra esse emprego, quem sabe de médico ou de advogado, ou entra para as Forças Armadas ou para o serviço público. Geralmente, o filho começa a ganhar dinheiro, obtém um monte de cartões de crédito e começam as compras, se é que já não tinham começado.

Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e às vezes casa. A vida é então maravilhosa porque actualmente marido e mulher trabalham. Dois salários são uma benção. Eles sentem-se bem-sucedidos, seu futuro é brilhante, e decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. O desejo se concretiza. A necessidade de dinheiro é imensa.

O feliz casal concluiu que suas carreiras são da maior importância e começam a trabalhar ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores. Voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego. Seus salários aumentam, mas também aumentam o imposto de renda, o imposto predial da casa, as contribuições para a Segurança Social e os outros impostos. Eles se perguntam para onde todo esse dinheiro vai. Aplicam em alguns fundos mútuos e pagam cinco ou seis anos e é necessário poupar não só para os aumentos das mensalidades escolares, mas também para a velhice.

O feliz casal, nascido há 35 anos, está agora preso na armadilha da Corrida dos Ratos pelo resto de seus dias."

Robert Kiyosaki, “Pai Rico Pai Pobre”.

Curso Primeiros Socorros Emocionais

Curso

Primeiros Socorros Emocionais

Ajudar Grávidas, Bebés e Pais pela Terapia Psico-Corporal
O Stress na Maternidade e Paternidade

Paula Diederichs em Portugal
2010



Untitled-1.jpgForAll – Desenvolvimento Pessoal e Bem-Estar, Lda., apresenta aos técnicos a oportunidade de conhecer e vivenciar uma experiência única no curso de Primeiros Socorros Emocionais segundo o método da Dr.ª Paula Diederichs, Berlim; com a sua presença e supervisão. O impacto que este trabalho pode ter na prática quotidiana dos formandos é de grande relevo e tem-se implementado noutros países da Europa como sendo exemplo a Alemanha e a Áustria.
Para qualquer dúvida contactar pelo e-mail primeiros.socorros.emocionais@gmail.com ou pelo telemóvel 934 472 129.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Vivência Holística da Gravidez e Parto

Vivência Holística da Gravidez e Parto
Preparação para o Nascimento

5/6 e 19/20 de Dezembro
Sintra

Acreditamos que existem outras formas de olhar para a chegada de um novo Ser, de vivenciar a gravidez e de experienciar o parto de forma transformadora e verdadeiramente empoderadora.Neste encontro de preparação para o nascimento, abordamos todos estes temas numa perspectiva holística, à luz da humanização do parto e nascimento, apoiados por evidências cientificas.
Procuramos ajudar a mulher a resgatar a sua essência, encontrando-se a si, ao seu bebé, à sua família como protagonistas do parto.
Recuperamos a confiança na natureza que sempre nos mostrou a capacidade inata que todas as mulheres têm de gerar, dar à luz e nutrir os seus filhos.

Programa do Encontro

A GRAVIDEZ
• Mudanças e Descoberta
• Alívio natural de pequenos desconfortos
• Cuidados naturais durante a gestação
• Nutrição
• Aspectos psicológicos e emocionais: relacionamentos, novos papeis.
O PARTO
• Anatomia e Fisiologia do parto
• Sinais da chegada da hora do parto
• Parto natural e parto com intervenção
• Epidural e as alternativas naturais para o alivio da dor
• O circulo medo/tensão/dor vs confiança/entrega/amor
• Plano de Parto – recomendações da Organização Mundial de Saúde
• A mulher e o bebé protagonistas do parto
• O papel da Doula
• O acompanhante de parto

PÓS-PARTO E AMAMENTAÇÃO
• Desconfortos do pós-parto
• Recuperação abdominal e perineal
• Aspectos psicológicos e emocionais inerentes ao parto e pós-parto
• Importância da amamentação
• Técnicas para lidar com os problemas mais comuns da amamentação
• Cuidados naturais no pós-parto e amamentação.

CUIDADOS COM O BEBÉ
• Preparativos para a chegada do bebé
• Cuidados de higiene
• Olhar, Sentir, Escutar, Tocar
• Dar lugar à intuição

Neste encontro, associamos os conteúdos teóricos, a técnicas de yoga (posturas físicas, exercícios de respiração), técnicas de relaxamento, meditação, dança, expressão plástica e massagem para a mãe e para o bebé
Este encontro pode e deve ser frequentado pelo pai ou por um acompanhante da escolha da mãe, para que no parto possa assumir uma postura de maior confiança dentro da ajuda que pode dar à mãe e ao bebé, com mais ferramentas, conteúdos teóricos e uma percepção renovada do seu papel durante o parto.

Valores de participação:
150,00 € (casal)
120,00€ (individual)
Datas e Horários:
5 Dez (Sáb) - 9h30 às 13h30
6 Dez (Dom) - 9h30 às 13h30 e das 15h00 às 19h00
19 Dez (Sáb) - 9h30 às 13h30 e das 15h00 às 19h00
20 Dez (Dom) - 9h30 às 13h30

Inscrições e outras informações:
doulacarlasilveira@gmail.com
968 221 869

Orientadora: Carla Silveira
Mãe da Maria
Professora de Yoga, orienta aulas de yoga com adultos, grávidas e mães em pós-parto.
Doula da Associação Doulas de Portugal.
Educadora Perinatal formada pelo GAMA (Grupo de Apoio à Maternidade Activa) Membro da Humpar — Associação Portuguesa para a Humanização do Parto.
Terapeuta (reiki e massagem ayurvédica)

Movimento Nascer Melhor

1. Todas as grávidas e acompanhantes têm o direito de ser tratadas com respeito e dignidade, independentemente das suas convicções e opções.
2. Promover um ambiente carinhoso, em que é permitido à grávida expressar a sua forma de ser e de vivenciar esse momento único e tão importante da sua vida, bem como ver respeitada a sua privacidade e conforto, são aspectos essenciais dos cuidados intraparto.
3. O trabalho de parto de início espontâneo que culmina num parto eutócico (parto vaginal sem intervenções) e decorre entre as 37 e as 42 semanas, é actualmente a forma mais segura de nascimento.
4. O recurso ao parto induzido (provocado artificialmente) e à cesariana sem qualquer motivo de saúde, mas apenas por conveniência dos envolvidos, está associado a maiores riscos1,2 e é considerado pela comunidade científica internacional como uma prática injustificada2.
5. O parto é um processo natural que, na maioria dos casos, apenas necessita da vigilância e apoio por profissionais de saúde. Nos casos de baixo risco estes deverão, preferencialmente, ser prestados por um enfermeiro especialista de saúde materna e obstétrica/parteira3.
6. Existem casos, mesmo considerados de baixo risco, em que são necessárias intervenções de saúde para evitar complicações graves decorrentes do parto4. É fundamental assegurar em todos os casos o acesso a tratamentos de urgência qualificados e baseados na evidência científica.
7. A evidência científica actual não apoia como intervenções de rotina nas parturientes de baixo risco: a tricotomia perineal5 (corte dos pêlos púbicos); a utilização sistemática de clisteres6; a utilização sistemática de soros2 , ocitocina2 e a amniotomia (rotura artificial da bolsa de águas) no trabalho de parto2; a restrição da alimentação líquida7; a restrição dos movimentos2; a restrição da posição do parto8; a episiotomia sistemática (corte dos tecidos da vagina na altura do nascimento em todas as parturientes)9; a aspiração sistemática das vias respiratórias no recém-nascido que nasce com boa vitalidade10.
8. A evidência científica actual aconselha como opções benéficas durante o parto nas parturientes de baixo risco a arquitectura não-hospitalar das salas de parto11 e o apoio contínuo durante o trabalho de parto12. Todas as grávidas devem poder contar com o recurso a métodos de alívio da dor durante o trabalho de parto, assegurando-se a disponibilidade dos mesmos assim que a mãe os solicite e o profissional de saúde entenda adequado. O leque de opções neste âmbito deve compreender os métodos farmacológicos (incluíndo a analgesia epidural ou raquidiana) e os não farmacológicos (incluíndo o banho de imersão/chuveiro durante a fase de dilatação13, ou a simples deambulação), privilegiando-se estes últimos como intervenções de primeira linha nas grávidas de baixo risco.
9. As grávidas têm direito a receber informações completas, correctas e não tendenciosas, baseadas na melhor evidência científica disponível sobre riscos, benefícios e alternativas disponíveis para os cuidados de saúde, de forma a tomarem uma decisão informada e, se entenderem, mudarem de opinião relativamente às suas escolhas. É necessário fomentar a avaliação e divulgação dos principais indicadores estatísticos associados ao parto por cada instituição de saúde.
10. O parto é um evento familiar, onde a possibilidade da grávida poder escolher a presença permanente de elementos próximos e de poder contactar precocemente com a restante família são aspectos essenciais para a vivência do momento.
(Nota: as notas que surjem neste texto, remetem para fontes em que assentam as evidências científicas, e estão disponíveis aqui )

• O grupo decidiu divulgar estes princípios a toda a sociedade para avaliar os apoios que lhe seriam concedidos. Depois disso, pretende-se divulgar os mesmos junto das entidades com responsabilidades directas nos estabelecimentos de saúde portugueses.
• Se estiver de acordo com estes princípios, por favor subscreva este documento.