domingo, 28 de fevereiro de 2010

Formas de prevenir o choro do bébé/Técnicas de Enfaixamento

Actualmente sabemos que as melhores formas de prevenir os episódios de choro passam por métodos muito simples de simulação do ambiente uterino.
Há milhares de anos que o Homem usa essas técnicas de forma instintiva mas as exigências da sociedade ocidental, fizeram com que, de alguma forma elas se fossem perdendo.
Hoje em dia voltaram a ser valorizadas pelos especialistas e podemos comprovar facilmente que nos países onde estas técnicas ainda são usadas habitualmente, os bebé choram um número consideravelmente inferior de horas e não sofrem de cólicas.

A forma mais eficaz de simular o ambiente uterino, prevenir episódios de choro e evitar as cólicas é carregar o bebé.
Seja num pano, num sling ou noutro porta-bebés, os estudos indicam, sem margem para dúvidas, que os bebés carregados ao colo choram consideravelmente menos. Daí a famosa frase associada ao babywearing que aconselha nine in, nine out.

Ao ser carregado o bebé é suavemente embalado pelos movimentos da mãe (tal como o era durante o período da gestação) é aquecido pelo calor da mãe[1], tal como o era no útero, ouve a sua voz, o som do seu coração e outros sons que lhe são famíliares do ambiente uterino no qual viveu durante nove meses.

Ao colo, o bebé tem a possibilidade de olhar para o mundo de um ângulo que um carrinho, por exemplo, não permite.
Com os olhos practicamente ao nível dos da sua mãe, o bebé distrai-se facilmente a observar tudo o que o rodeia.

Ao enfaixar o bebé (envolvê-lo num pano/manta de forma a que fique bem aconchegado) podemos também simular os limites, o aconchego e o calor do ventre materno.
O famoso método do Dr Harvey Karp consiste precisamente no enfaixamento do bebé, ao mesmo tempo que o embalamos e simulamos alguns dos sons que o bebé estaria habituado a ouvir na barriga da sua mãe (uma espécie de "Chhh, chhh, chhh" que já as nossas avós usavam).
Se virmos bem, ao carregar um bebé no pano, o efeito é practicamente idêntico, já que ao encostarmos o bebé ao nosso peito ele vai continuar a ouvir os sons da mãe (do bater do coração, dos intestinos...)

Ao amamentar também estamos, de certa forma, a manter intacto o cordão umbilical com o bebé.
Tal como no ventre, o bebé amamentado não precisa de esperar para ser alimentado, basta abrir a boca e procurar (a mãe que está próxima do bebé facilmente aprende a "ler" os seus sinais). O leite materno está à temperatura ideal (a temperatura da mãe) e tem um sabor parecido com o já familiar líquido amniótico, que engloba uma mistura de sabores única dada pela dieta habitual da mãe.
Já aqui tinha referido noutras ocasiões que o choro é um sinal de fome tardio, como tal, não devemos deixar que um bebé chegue a esse ponto para o alimentar. Um bebé que chora com fome é porque já mostrou outros sinais de fome há algum tempo.
Uma das maneiras de evitar que isto aconceça é manter a proximidade com o bebé, de dia e de noite.


Formas de acalmar um bebé "chorão" (incluíndo alguns truques bastante simples)

* Carregar o bebé num sling ou pano
* Dançar com o bebé
* Baloiçar com o bebé
* Dar uma volta de carro
* Levar o bebé a dar um passeio
* Amamentar o bebé em pé (andando ou baloiçando)
* Deixar o bebé sugar para o confortar: dar de mamar, dar um dedo para o bebé chuchar
* Musica, cd´s de sons para bebés, que imitam os sons do útero e das batidas de coração
* Gravar o bebé a chorar e deixá-lo ouvir o seu próprio som
* O barulho dos relógios
* Cantar para o bebé
* Fazer barulhos "diferentes" para chamar a atenção do bebé, por exemplo mexer num saco de plástico ou amachucar papel
* O som da água a correr
* Os sons repetitivos de alguns aparelhos que fazem lembrar ao bebé os sons uterinos: aspirador, máquina de lavar loiça/roupa, ventoinha, etc.
* Mostrar um espelho ao bebé
* As chamas de uma lareira ou outras luzes chamativas (ex. árvore de Natal)
* Olhar para os carros a passar
* Deitar o bebé sobre o nosso peito/barriga de forma a que ele consiga ouvir o som do nosso coração (pode-se usar um pano para esse efeito)
* Um banho morno (pode ser assim)
* Se o choro persistir, apesar de se usarem os métodos acima descritos, observar a alimentação da mãe: estará a "abusar" de algum tipo de alimento? bebe muito leite de vaca? introduziu ultimamente um alimento diferente do habitual? fuma? Se o bebé for alimentado a biberão pode ser necessário trocar de leite
* Muitas vezes é útil ajudar a resolver o stress dos pais de um bebé que chora muito. Além de ser uma situação muito desgastante, essa ansiedade passará para o bebé e poderá formar-se ali um ciclo de tensão dos pais para o bebé e vice-versa
* Tente criar um ambiente o mais tranquilo possível não só para o bebé mas também para os pais

Faça o que fizer, nunca abane o seu bebé!
Sei que cuidar de um bebé que chora muito, principalmente quando temos muito cansaço acumulado com poucas horas de sono, pode ser desesperante. Mas lembre-se que quando alguém está desesperado pode agir de forma impulsiva e com mais força do que teria intenção de fazer.
Abanar ou sacudir o bebé com força pode causar danos irreversíveis (Síndrome do Bebé Sacudido) por isso mantenha sempre em mente esta informação.

Nota: Apesar de todas as indicações aqui descritas, quando um bebé chora durante 2 horas ou mais, ininterruptamente (apesar de se terem feito esforços para o consolar) ou quando o choro é acompanhado de outro sintoma (vómitos, febre, diarreia, etc) torna-se necessário recorrer a um médico para que possa ser observado.

[1] Existe um fenómeno natural interessantíssimo chamado Síncronia Térmica, descoberto por especialistas em Método Canguru.
As mães que carregam os bebés adaptam a sua própria temperatura corporal segundo as necessidades do bebé. Por exemplo, se o bebé tiver febre, a temperatura da mãe baixa de forma a compensar o excesso de calor. Se pelo contrário, o bebé tiver frio, a temperatura da mãe sobe ligeiramente para transmitir esse calor para o seu filho.

Aprender sobre o choro do bebé

Aprender a lidar com o choro do bebé é talvez um dos maiores desafios que os recém papás terão de enfrentar.
Um choro repetitivo pode deitar abaixo, física e psicologicamente, uma recém mamã ainda pouco confiante nas suas capacidades de progenitora. A frustração vai aumentando quando não se consegue identificar o motivo do choro.
No entanto, não há como dar a volta: os bebés choram.

A primeira coisa a fazer é lembrar-se que o choro é o principal meio que o seu filho tem para comunicar consigo. Como tal nunca deve ser ignorado.

Com o tempo e através das tentativas, os pais vão aprendendo a traduzir as necessidades do bebé e a identificar o significado do choro.

Quando falo sobre este tema, gosto também de lembrar este texto. Faz todo o sentido aqui (também) lembrarmo-nos da nossa condição de mamíferos e de como o simples contacto pele-com-pele pode promover maravilhas.
Ainda, e tal como refere Jan Hunt, talvez seja também útil reflectir sobre se estaremos ou não a abusar das técnicas "de substituição" habitualmente usadas nas nossas sociedades ocidentais (ditas civilizadas) para tentar consolar os nossos bebés:*

ursinhos que substituem os pais, carrinhos em vez de braços, grades em vez de dormir juntos, chupetas em vez de mamar no peito, brinquedos em vez de atenção, caixinhas de música em lugar de vozes, leite em pó em vez de leite materno, cadeira de baloiço em lugar do colo - determinaram uma época de consumismo, isolamento pessoal e insatisfação emocional.

Deixo-vos uma espécie de "check-list" com os motivos mais comuns de choro. Pode ser uma ajuda para os primeiros tempos. Deve usar-se por esta ordem e quando não conseguirmos consolar o bebé passamos à hipótese seguinte.

- Fome
Esta é a principal razão de choro nos bebés, como tal deve ser sempre a primeira hipótese a ser colocada.
Os bebés pequenos têm um estômago muito pequeno e, assim sendo, devem alimentar-se em pequenas quantidades e frequentemente (este é o ritmo natural dos bebés amamentados).
Com o passar do tempo, é natural que a mãe aprenda a identificar as "pistas" de fome do bebé antes mesmo que ele comece a chorar, sendo essa a situação ideal, visto que o choro é um sinal de fome tardio.
Essas "pistas" podem ser movimentos como encostar o nariz ao seu peito, fazer movimentos da boca em busca do peito, fazer movimentos de sucção ou pôr as mãos na boca.
Mamar, para um bebé, não é apenas alimentar-se. Serve de consolo, alívio das dores e desconfortos, fá-lo sentir-se seguro e próximo da mãe.

- Solidão
Uma das necessidades mais importantes do bebé é o contacto pele-com-pele.
Existe o "mito" de que se pegarmos muito no bebé ao colo ele fica "estragado com mimo". Isso não é verdade. Os bebés precisam de colo para se sentirem seguros.
Muitas vezes o bebé acalma se lhe proporcionarmos um ambiente semelhante aquele que tinha no ventre materno. O colo vai transmitir-lhe tudo isso: calor, movimento, a voz da mãe e o bater do seu coração. O método do Dr Harvey Karp consiste precisamente em imitar as sensações recebidas no ventre.
Os recém papás podem aprender a usar um pano, sling ou porta-bebés. Assim poderão dar colo e ao mesmo tempo ficar com as mãos libertas para outras tarefas.

- Desconforto
É preciso verificar se o bebé tem a fralda suja ou demasiado apertada, se a roupa tem costuras ou etiquetas que o possam incomodar.
Também é possível que o bebé sinta desconforto se tiver demasiado frio ou demasiado calor. Muitas vezes o bebé chora na mudança da fralda ou enquanto é despido para o banho, simplesmente porque não gosta de sentir frio.

- Cansaço
Muitas vezes os bebés estão tão cansados que simplesmente não conseguem fechar os olhos e dormir.
Por vezes podem estar sobrestimulados no final do dia, quando, por exemplo, tiveram muitas visitas, andaram de colo em colo, com muitas luzes, barulhos, etc.
Neste caso, devemos levar o bebé para um sítio mais tranquilo, onde se reduzirá o nível de estimulos para que ele possa acalmar e descansar.

- Cólicas
Actualmente, os especialistas divergem quanto aos episódios de cólicas. E a verdade é que há situações em que simplesmente não se consegue descobrir porque é que o bebé chora nem se consegue consolá-lo. Então, esses episódios de choro rapidamente são defenidos como "cólicas".
O melhor que podemos fazer é usar as mesmas estratégias já definidas acima para tentar consolar o bebé.
Nestes casos, em que o bebé chora durante muito tempo, é igualmente importante que os pais se mantenham calmos, pois esta é uma situação bastante difícil e stressante.
Se necessário peça ajuda a um familiar ou alguém de confiança para que possa descansar um pouco e manter o ânimo.

Apesar de todas as indicações aqui descritas, quando um bebé chora durante 2 horas ou mais, ininterruptamente (apesar de se terem feito esforços para o consolar) ou quando o choro é acompanhado de outro sintoma (vómitos, febre, diarreia, etc) torna-se necessário recorrer a um médico para que possa ser observado.
* Já que noutras sociedades menos desenvolvidas (em Africa ou na Ásia, por exemplo) cujos bebés crescem muito mais próximos, fisicamente, das suas mães, os níveis de choro são muitíssimo menores

Gravida e Vegetariana

Estar grávida e seguir uma dieta vegetariana não são realidades incompatíveis. Refeições sem carne nem peixe podem assegurar o reforço de nutrientes durante a gestação, desde que correctamente planificadas.

Em casa de Sónia Cruz não entra carne nem peixe. Já era assim antes da gravidez e com a notícia de que estava à espera de bebé, o frigorífico continuou sem alterações. Soja, seitan, tofu e uma gama variada de alimentos vegetarianos asseguraram o apetite voraz. «Para mim, não fazia sentido voltar a comer carne só porque estava grávida. Procurei informação, já que numa primeira fase tinha muitas dúvidas, e a gravidez correu bem», conta. O bebé nasceu saudável e, hoje, volvidos quase quatro anos, André é vegetariano como a mãe.

A vontade de nunca mais tocar em carne, «para não contribuir para o sofrimento dos animais», também fez com que Sandra Pais levasse por diante uma gravidez vegetariana. «Senti uma grande pressão por parte da família e dos médicos, que tentaram convencer-me a mudar, diziam que estava a ser inconsciente». Sandra não cedeu à pressão, muniu-se de informação e fez um curso de terapia ayurvédica que a ajudou durante a gravidez. O parto correu bem e a filha continua a crescer vegetariana.

Benefícios a longo prazo

Por razões variadas - motivos de saúde, éticos, ecológicos ou religiosos - são cada vez mais as pessoas que procuram refeições vegetarianas ou decidem deixar de comer qualquer alimento que resulte da morte de animais. Mas, durante a gravidez, será a alimentação vegetariana suficiente e adequada? São necessários cuidados especiais para quem segue um regime vegetariano restrito ou vegan? «Apesar da necessidade de nutrientes aumentar na fase de gestação, não há motivo para afastar a possibilidade de uma gravidez vegetariana», afirma a nutricionista Madalena Muñoz. Desde que seja variada e equilibrada, a alimentação vegetariana pode suprir todas as necessidades de nutrientes durante a gravidez e garantir o bom desenvolvimento do bebé.

Formada em Ciências Alimentares pela Universidade da Califórnia e em Dietética pela Universidade do Estado do Kansas, Madalena Muñoz lembra a posição da associação dietética mais influente do mundo: «A American Dietetic Association afirma que uma alimentação vegetariana correctamente planeada é saudável, nutricionalmente equilibrada e ajuda a reduzir o risco de muitas doenças crónicas degenerativas. As dietas vegetarianas, incluindo as vegan, podem ser adequadas para todas as idades e etapas, desde a gravidez à amamentação, e incluindo bebés, crianças e adolescentes.»

Entre as vantagens apontadas, encontra-se a protecção face a algumas doenças – como a hipertensão, as infecções e as alergias alimentares. As grávidas vegetarianas podem beneficiar «de níveis mais elevados de fibra, hidratos de carbono, magnésio, potássio, ácido fólico e antioxidantes, tais como vitaminas C e E e fitoquímicos». Contudo, como em qualquer regime alimentar, podem existir carências se não se diversificarem os alimentos e planearem correctamente as refeições.

«Na modalidade ovo-lacto-vegetariana, que inclui lacticínios e ovos, há menos hipóteses de haver carências alimentares pelos menos informados. Ou seja, quanto mais restritiva for a alimentação vegetariana, mais conhecimento se deve ter, para evitar carências que podem pôr em risco a saúde», adverte Madalena Muñoz.

Fonte: Pais&Filhos

Alimentação do 1ºano para bébés vegetarianos

O que se segue é uma visão cronológica de como satisfazer as necessidades nutritivas do bebé com uma dieta vegetariana.
Faz sentido que as mães vegetarianas amamentem durante mais que um ano, se possível, pois o leite materno é uma fonte muito rica de nutrientes.


Do Nascimento aos 6 meses

Desde o nascimento até aos 6 meses todas as necessidades nutritivas do bebé são satisfeitas através do leite materno. Nunca deixes que o bebé mame ou beba o biberão deitado de costas. Essa posição permite que a cavidade nasal e os canais do ouvido médio se encham de leite, o que poderá provocar infecções do ouvido e alergias.


Dos 6 aos 8 Meses
Aos 6 meses, podem ser introduzidos alimentos sólidos, mas não se deve apressar o processo se o bebé parecer satisfeito só com o leite materno. Presta atenção aos sinais do bebé; podes considerar que ele está pronto para os alimentos sólidos, se chora depois de mamar ou se mastiga o mamilo. Mesmo assim continua a amamentar, enquanto for confortável para ti e para o teu bebé.

A melhor altura para introduzir os alimentos sólidos é logo a seguir a mamar, quando o bebé já não está esfomeado. Sê paciente e vai devagar. A clássica "primeira comida" é banana esmagada, mas há outras boas apostas, como pêssegos e/ou maçãs cozidas e esmagadas.
Com o bebé no colo, começa por oferecer-lhe uma pequena quantidade, e inclinando-lhe as costas ligeiramente para trás, toca-lhe com a colher nos lábios e introduz a comida na sua boca. Mostra-lhe, com o teu sorriso, que é algo de que irá gostar. Se o bebé não estiver interessado nas primeiras tentativas, esquece isso durante mais uma semana. Quando estiver preparado, não tentes empanturrá-lo com comida; estas primeiras tentativas são apenas uma apresentação. O bebé irá mostrar-te que já chega, virando a cabeça para o lado, mantendo a boca fechada ou até mesmo cuspindo a comida. Leva-o a sério.
Mais tarde, por volta dos 7 meses, deverá estar pronto para papas de cereais integrais, bem cozinhados e com uma consistência bem cremosa. Evita as papas de cereais comerciais, que são mais caras e não possuem o mesmo valor nutritivo que as caseiras. Se houver na tua família casos de alergia ao trigo, à soja ou ao milho, é melhor começares com arroz ou aveia. Podes adicionar pequenas quantidades de banana esmagada ou de leite materno aos cereais cozinhados, para a aceitação ser mais fácil.
Quando introduzires alimentos sólidos oferece apenas um tipo novo de comida de cada vez, e depois observa como é tolerado. Se dois ou mais alimentos forem introduzidos ao mesmo tempo e o bebé tiver diarreia, cólicas, ou outros problemas digestivos, não conseguirás saber qual o alimento culpado. Dá uns dias ao sistema digestivo do bebé (até uma semana) para se habituar a cada alimento, antes de introduzires outro. Evita todas as "comidas para bebé" que contenham açúcar ou adoçantes artificiais. O açúcar não contém vitaminas, minerais ou proteínas, e pode levar à obesidade, tanto agora como mais tarde. As comidas adoçadas também confundem e seduzem o apetite, pois tendem a disfarçar a fome, substituindo os alimentos saudáveis.

Dos 8 aos 10 Meses
Dos 8 aos 10 meses podes introduzir as batatas. Assa-as inteiras, para preservar as suas vitaminas, e esmaga-as com um pouco de água ou leite materno. Ou então tenta esmagá-las juntamente com beterraba cozida, para obteres um bonito puré cor-de-rosa, que os bebés desta idade tanto apreciam.
Depois das batatas terem sido bem aceites, entre os 9 e os 11 meses, o teu bebé estará pronto para frutas frescas, tais como pêras, pêssegos, ameixas e melão. Também podes dar maçã descascada e ralada. Para evitar alergias não dês citrinos antes de 1 ano de idade, e nunca ofereças frutas "peganhentas" como tâmaras, figos secos e passas, até que o bebé possa mastigar bem pedaços pequenos e possa lavar os seus dentitos depois (com a ajuda de um adulto).


Dos 10 aos 12 meses
Dos 10 aos 12 meses introduz mais vegetais cozinhados e esmagados. Tenta batatas doces, se não o tiveres feito já, abóbora e cenouras; depois, experimenta outros vegetais. Não dês pedaços grandes a crianças com menos de 1,5 ano, pois podem sufocar. Depois da criança tolerar bem vários alimentos podes oferecer saladas combinadas. Mistura abacate, tofu, maçã cozida, vegetais cozidos e alguma "manteiga" de amêndoa, amendoim ou sésamo (com algumas gotas de vitaminas enriquecidas com ferro, se desejares assegurar a ingestão de vitaminas).
Durante este período de tempo também podes introduzir cereais integrais bem cozidos e escorridos. Por exemplo arroz, cevada ou aveia. Ou tenta uma mistura de cereais, rica em proteínas, com feijões de soja e gérmen de trigo.

Dos 12 aos 14 Meses
Dos 12 aos 14 meses podes adicionar legumes (ervilhas e feijões) ao menu do teu bebé, mas assegura-te de que todos os feijões são cozidos até ficarem bem macios e que as cascas são removidas (especialmente as da soja).Um creme de ervilhas é uma boa introdução à proteína dos legumes. Observa o cocó do bebé, para saberes se os feijões estão a ser bem digeridos. Se o cocó cheirar a azedo, se o rabinho do bebé ficar vermelho ou assado, ou se conseguires distinguir pedaços de feijão, deves esperar algum tempo até tentares os legumes novamente.
Algumas crianças não toleram bem os legumes inteiros até terem dois ou três anos, mas isso é normal. Existem outros produtos à base de soja (tais como leite de soja e tofu) e cereais que irão satisfazer as necessidades do teu filho. O húmus, feito com grão de bico e tahini ("manteiga" de sésamo), é um alimento saboroso e rico em proteína e cálcio, que pode ser usado para aumentar a ingestão nutritiva da criança.
Outro super alimento é o abacate, que é rico em riboflavina, ácidos gordos essenciais, potássio e cobre. Podes dar pequenos pedaços de abacate maduro ou misturá-los com água ou sumo de fruta, para fazer uma papinha.
Também já podes dar pão ao teu bebé. Começa com torrada; é mais fácil para o bebé mastigar. E não te esqueças como as crianças, mesmo as mais novas, adoram massa chinesa. As massas, enriquecidas com alcachofra e outros vegetais e servidas com molho, fornecem energia e proteínas.
Tenta também que o teu filho aprecie vegetais crus, como cenouras ou pepinos, a partir desta idade. Rala-os finamente e acrescenta um pouco de "manteiga" de amendoim, tahini, ou "manteiga" de amêndoa. Tofu simples e bolinhos de arroz são também muito saudáveis.

Dos 14 aos 18 Meses
Com a idade de 14 a 18 meses o teu filho deve já comer a mesma comida que tu (mesmo se for necessário passar a comida com a varinha mágica) e, devido à tua insistência em criá-lo com uma dieta vegetariana terá tido um início de vida muito saudável e natural. Ao longo destes primeiros meses de vida do teu bebé poderás ter de aguentar comentários como "estás a ser negligente" ou "não podes brincar com estas coisas". Mas uma dieta vegetariana é um bom começo para a saúde de um bebé.


Referências:
http://www.vegansociety.com/html/info/info26.html
KLAPER, Michael, Pregnancy, Children & the Vegan Diet, Ed. Gentle World

Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-110.html

Idade da mãe ligada a parto difícil

Adiar a maternidade tem riscos conhecidos. Uma equipa de investigadores do Reino Unido descobriu mais alguns: o parto difícil, sobretudo para quem teve a primeira mentruação antes dos 13 anos.
 
As mulheres que tiveram o seu primeiro período menstrual mais cedo do que a média têm mais probabilidades de precisar de assistência médica durante o parto - como o uso de fórceps ou o recurso a cesariana. No entanto, se forem mães ainda jovens podem anular esse risco. Se adiarem a maternidade, os riscos são maiores. Foi esta a conclusão a que chegaram investigadores da Universidade de Cambridge. Analisaram dados de 3739 mulheres que foram mães pela primeira vez. Entre as que não tiveram a primeira período antes dos 15 anos, 26,9 por cento precisou de intervenções médicas. Para as que começaram a ser menstruadas antes dos 12 anos, essa percentagem foi 32,4. Outros estudos já tinham mostrado que o risco de um parto medicalizado cresce com a idade da mãe. A explicação para esta disparidade pode estar, acreditam os investigadores, no facto de as mulheres que são menstruadas mais cedo estarem durante mais anos expostas a hormonas como o estrogénio e a progesterona, que estão implicadas no trabalho de parto. Isto porque concluiram também que se as mulheres que têm o primeiro período mais cedo se tornarem mães também mais cedo não estão mais sujeitas a intervenção médica durante o parto. Adiar a maternidade tem assim mais riscos para as mulheres que tiveram o primeiro período menstrual mais cedo. O efeito do estrogénio e da progesterona no organismo feminino está implicado em toda a saúde da mulher, no excesso de peso e obesidade e na forma como decorre o parto. Por isso, merece mais atenção, sobretudo numa altura em que as raparigas estão a ter a sua primeira menstruação cada vez mais cedo. São precisos mais estudos que expliquem de forma aprofundada o efeito destas hormonas. Para as mulheres que tiveram a menstruação antes dos 12 anos, o investigador que liderou o estudo deixa um conselho: que mantenham um estilo de vida saudável e com o peso controlado, pois o excesso de peso aumenta, só por si, os riscos de parto difícil - verifica-se que está associado a fraca contractilidade uterina. Alguns especialistas pensam que o organismo da mulher está «desenhado» para esta se tornar mãe logo que começa a ser menstruada. Uma vez que a esperança de vida dos nossos ancestrais era curta, quanto mais cedo as mulheres tivessem descendência mais estaria protegida a sobrevivência da espécie.  Fonte : Iol Mãe

Agostinho da Silva - Pedagogia Competitiva

20 e 21 Março/27 e 28 Março Níveis I e II de Parto Natural com Carla Silveira no PazPazes (Porto)


No dia 19 de Março haverá também a exibição do filme "Orgasmic Birth", seguido de uma palestra com Carla Silveira

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Reflorestações: Novas Datas

ACÇÕES DE REFLORESTAÇÃO
Inverno 2010
Reserva da Faia Brava, Algodres,
Figueira de Castelo Rodrigo
*ActualizaçãO*
ADIADO
Fim-de-semana de 26,27 e 28 de Fevereiro
Por receio de que as piores previsões meteorológicas se possam confirmar e impossibilitam o trabalho de campo durante o próximo fim-de-semana escolhemos adiar por uma semana a acção prevista. Caso estejam interessados ainda há possibilidade de acolher mais algumas inscrições. Sejam rápidos.

NOVA DATA
Fim-de-semana de 5, 6 e 7 de Março
Fim-de-semana de 12, 13 e 14 de Março

O Colectivo Germinal e a Associação Transumância e Natureza vão continuar as actividades de reflorestação que temos desenvolvido na Reserva da Faia Brava.

O objectivo primeiro é o repovoamento de áreas ardidas e agrícolas abandonadas, promovendo assim a recuperação destes ecossistemas. Haverá também a manutenção de um viveiro florestal e a recolha de sementes. As árvores utilizadas para os repovoamentos são autóctones, como carvalhos (sobreiros, azinheiras, roble, etc.) e freixos, entre outras. As áreas intervencionadas são propriedade da Associação Transumância e Natureza, estando portanto protegidas. Toda a área está inserida num projecto de criação de uma futura reserva natural. Estas acções têm por objectivo criar as condições necessárias para a recuperação de um ecossistema natural, onde espécies da fauna e flora autóctones possam sobreviver e prosperar.

Os acampamentos de voluntários realizam-se de Sexta a Domingo, sendo a Sexta-feira para recepção dos participantes. O ponto de encontro é junto à Câmara Municipal de Figueira de Castelo Rodrigo. A partir daqui asseguramos transporte até ao local do Acampamento e regresso. Durante os três dias da reflorestação garantimos refeições veganas/vegetarianas confeccionadas no acampamento (Pequeno-almoço, Almoço e Jantar).Necessitas trazer tenda, saco-cama, o teu próprio prato, copo e talher, lanterna, termo, impermeável e roupa quente, botas ou galochas, instrumentos musicais, alegria e boas vibrações!!

Inscrições
Envia um e-mail para colectivogerminal@hotmail.com indicando o fim-de-semana em que pretendes participar, mais nome e telefone e aguarda a nossa confirmação. A Inscrição tem um valor de 3€ a pagar aquando da chegada ao local de acampamento. Indica também donde te deslocas e se podes dar ou procuras boleia que faremos os possíveis para facilitarmos as viagens.

Todas as mulheres saudaveis podem ter parto em casa

Entrevista com Verena Schmid, fundadora da Escola Elementar da Arte de Partejar em Itália, defensora acérrima do parto em casa.

Quais são os verdadeiros riscos de um parto em casa?
Todas as mulheres saudáveis podem ter um parto em casa. As evidências científicas actuais dizem que as mulheres grávidas saudáveis devem ser afastadas dos grandes hospitais e ser vigiadas através de cuidados básicos. Porque o processo fisiológico normal é seguro. Interromper este processo é que é um risco. Claro que a parteira tem de estar atenta aos sinais de risco e se a mulher precisar de cuidados médicos deverá ser transferida para o hospital, mas o parto em casa é seguro. Claro que não assisto uma mulher que tem diabetes, hipertensão ou outro problema de saúde, ou que não sente que tem as capacidades necessárias. Mas essas são muito poucas.

Se um casal estiver indeciso entre ter um filho em casa ou não, como pode aconselhá-lo?

Acredito numa decisão informada, claro. Mas, primeiro, pergunto qual a motivação. Por que querem um parto em casa? É importante que a motivação não seja uma ideia abstracta de um parto romântico, mas que seja baseada numa experiência de parto que eles sintam ser adequada para si e para o seu filho, porque estão confiantes no corpo. Depois, informo-os da forma como um parto em casa se processa. Em relação à segurança, existe muita investigação e posso aconselhá-los a ler os estudos que comparam o parto em casa com o parto no hospital em mulheres saudáveis. Todos concluem que o parto em casa é tão ou mais seguro do que o parto no hospital do ponto de vista da taxa de mortalidade. Mas é preciso ter consciência de que às vezes o bebé pode morrer, seja no hospital ou em casa. Por isso, o parto nunca é completamente seguro. Mas, neste aspecto, não é diferente ser em casa ou no hospital. Muitos médicos não concordam com esta abordagem e dizem que o parto em casa é perigoso, porque sentem que não podem controlar. Eles precisam de controlar a mulher. Para nós, as parteiras, é mais importante que a mulher se controle a si própria, que possa sentir o seu corpo, o seu bebé e usar a sua intuição. E isto é um factor de segurança.


Entrevista completa AQUI

Reunião Educação Intuitiva e Liga La Leche

A quem se destina este convite?

As reuniões da LLL destinam-se a troca de experiências entre mães, tenta-se esclarecer as dúvidas existentes e fornecer informação actual e baseada em evidências cientificas sobre o aleitamento materno.
A Educação Intuitiva baseia-se na teoria da vinculação e tem 8 princípios base: http://apilisboa.blogspot.com/2008/07/os-oito-princpios-da-educao-intuitiva.html

Quando? Sabado 6 de Março, das 10h às 13h

Apareça e se possível confirme a sua presença até dia 3 Março através dos seguinte contacto:960047000

Panos Porta-Bébés em bébés pequenos

Deixo aqui alguns vídeos com instruções (em inglês) de como usar o sling em bebés pequenos:

 

Ajudar o bébé a aprender no ventre materno

Qualquer mãe, mesmo uma mãe expectante, começa a desejar que o seu bebé comece desde cedo a desenvolver as suas capacidades de aprendizagem, questionando-se em como estimular os seus sentidos, pois a saúde física e mental do bebé é sempre a prioridade de uma mãe.
Cerca do segundo trimestre o bebé começa a reconhecer os sons. Porém, existe muita controvérsia acerca da capacidade do bebé ouvir ainda no ventre. Alguns pais colocam música para o bebé escutar ainda no ventre materno, mas alguns especialistas afirmam que apenas o batimento do coração da mãe é reconhecido pelo bebé.

Novidades científicas

Um estudo recente feito pelo Instituto de Psicologia da Academia de Ciências Húngara e o Instituto de Lógica, Linguagem e Computação da Universidade de Amesterdão dá algumas luzes acerca de que sons o bebé consegue reconhecer enquanto está no útero. As pesquisas sugerem que o som das palavras é abafado pelo líquido amniótico e que o som da música é algo muito complexo. Porém os estudos feitos nesta área também sugerem que o bebé em desenvolvimento é capaz de reconhecer um simples ritmo. As descobertas deste estudo sugerem que os bebés no útero começam a reconhecer ritmos tão cedo como os 3 meses de gestação.

E como é que um bebé no útero aprende?

A primeira fase de aprendizagem era previamente reconhecida apenas a partir do nascimento do bebé e até cerca dos 2 anos de idade. Estas recentes descobertas, porém, concluíram que a aprendizagem do bebé (capacidade de identificar e recordar ritmos) começa no útero. Assim sendo, a idade pré-natal é a ideal para começar a enriquecer a capacidade de aprendizagem do seu bebé.

O que se concluiu 

Os cientistas mediram os sinais cerebrais de bebés recém-nascidos com 2 e 3 dias de idade. Foram tocados ritmos básicos de rock e escutados pelos bebés através de headphones. Sempre que o ritmo alterava ou o tempo musical falhava, os cérebros dos bebés indicava que eles estavam a responder como se estivessem à espera do ritmo não tocado.
De acordo com este estudo, aparentemente a capacidade de detetar batidas de ritmos e sons em sequências é uma capacidade do bebé, já funcional à nascença. Simples sons, como os sons similares ao bater do coração da mãe, são mais fáceis de assimilar pelo feto e poderão possivelmente ser algo inato.
Dar a escutar ao bebé, ritmos e tons apropriados, é apresentar-lhe a perceção básica e os princípios do raciocínio tais como a comparação, o contraste, a repetição e alteração. Isto inclui a nossa primeira aprendizagem. Quando introduzida, esta aprendizagem, na fase pré-natal, os processos de desenvolvimento do bebé ficam mais fortalecidos.

O que pode ser feito, então?

Independentemente do resultado, todo o tipo de atividades que incluam conversar com o bebé na barriga ou dar-lhe música a ouvir, são atividades que aumentam os laços com o bebé, e só por isso importantes. Existem marcas como a BabyPlus que tem um sistema educacional que introduz os sons aos bebés no útero, sendo usado uma espécie de sons semelhantes ao bater do coração da mãe, para promover a aprendizagem do bebé ainda no útero. Os recém-nascidos naturalmente gostam de responder aos sons das vozes familiares, especialmente dos pais. Eles olham diretamente para a fonte da voz, sorriem, movem-se, e mostram prazer quando se conversa ou murmura para eles. Por tudo isto e muito mais, é importante que comunique com o seu bebé, independentemente da linguagem.

Relexologia Infantil

 Reflexologia Infantil
      Método Angeles Hinojosa
 
 
Datas  27/3, 28/3, 24/4, 25/4 e 29/5 e 30/5  (Total de 48 horas)

Local da Formação: Hotel Travel Park, Av Almirante Reis, nº 64. Lisboa
           

Informações e Inscrições em:    do.nascer.ao.ser@gmail.com      ou      Tel: 96 282 55 29 (Fernanda Francisco)

Objectivo

Pretende-se formar Instrutores de Reflexologia Podal Infantil capazes de formar  pais e mães para estes serem terapeutas dos seus próprios filhos.

Os bebés e crianças são especialmente receptivas e sensíveis ao tratamento através da Reflexologia Podal. Esta técnica promove o contacto entre pais e filhos, proporcionando uma oportunidade para os pais participarem activamente na saúde dos seus filhos, ajudando-os a libertar-se dos pequenos desequilíbrios orgânicos e que podem apresentar nos primeiros dias, semanas, meses, anos da sua vida.
É uma ferramenta de auto-cura, afecto e carícias e que promove a integração extra-uterina.
O trabalho realizado durante o curso, prepara os formandos para aplicar a técnica, não só em bebés, mas também em adultos. A parte prática e realizada entre os alunos, sem recorrer a bebés ou crianças como modelos.

Destinatários
Publico em geral, incluindo profissionais de educação e profissionais de saúde


Pré-requisitos
Vontade para divulgar a arte da Reflexologia entre famílias, contribuindo para um crescimento mais sadio das crianças.

Inclui  
·         Dossier com noções básicas de fisiologia e anatomia do corpo humano
·         Dossier de relação entre as zonas fisiológicas e anatómicas do corpo humano, sua função e 
         correspondência nos pés
·         Dossier de apoio ao trabalho prático com os pontos de referencia a trabalhar e patologias mais comuns
·         As bases e material teórico-prático para um curso de 10h para pais e mães.
·         Curso audiovisual de reflexologia infantil para pais, editado recentemente.
 
Conteúdos das 48 horas formativas
24h práticas
  • Localização das zonas reflexas e os procedimentos de tratamento
  • Vantagens da técnica Reflexológica
  • Duração das sessões
  • Duração dos tratamentos
  • Patologias mais comuns e que se podem tratar
24h teóricas
Serão debatidos temas como:
  • Concepção, fecundação física. Diferentes experiencias, diferentes resultados e suas consequências.
  • Gestação, vinculação intra-uterina. Resultados derivados da mesma, dependendo das circunstancias em que se terá desenvolvido,
  • O Nascimento: formas de nascer e suas consequências, a curto e longo prazo.
  • Vinculação extra-uterina: contacto pele com pele, massagem infantil: benefícios.
  • Crianças adoptadas. Como apoiar os pais na sua aventura
  • Bebés prematuros: como reparar traumas da separação
  • Creches, infantários. Consequências físicas e emocionais nas crianças
  • Conceito de Saúde. Assumir a auto-responsabilidade.

Formadora Angeles Hinojosa

Terapeuta Psico-corporal, criadora do método de Reflexologia Podal Infantil
(curso de reflexologia infantil único em Espanha) e fundadora da Escola de
formação de Reflexologia Podal Infantil. Com mais de 22 anos de experiencias,
7 dos quais centrados em reflexologia Infantil.


Investimento: 650 €      Inscrições abertas até 28/02/2010 – vagas Limitadas
 

The War on Kids

Documentário que mostra que as escolas são instituições autoritárias, que os alunos são submetidos a formas invasivas de controle e são privados dos direitos fundamentais da pessoa humana. Fica o trailer:

Parto vaginal depois de Cesariana

Fonte: IOL Mãe
Não tem riscos acrescidos de ruptura uterina. Mesmo para quem já fez três cesarianas.
O potencial risco de ruptura uterina leva a que as mulheres que já tiveram um parto por cesariana sejam ainda aconselhadas a fazer nova cesariana em gravidezes posteriores.

Nos últimos anos, essa prática foi-se alterando. Em 2004, um estudo em larga escala revelou que o risco de ruptura era para mulheres com cesariana prévia de 0,7 por cento.

Um novo estudo sugere agora que esse risco é ainda inferior, não sendo, por isso, significativo. Assim sendo, os investigadores afirmam que é seguro para grávidas com cesariana ou cesarianas anteriores, optar pelo parto vaginal. Mulheres já com três cesarianas na história médica não mostraram riscos acrescidos ao optarem por um parto vaginal.

O estudo fez uma revisão dos registos de 25 mil mulheres, com cesarianas anteriores, que deram à luz em 17 hospitais americanos. 860 destas grávidas já tinham sido submetidas a três cesarianas anteriormente; destas, 89 mulheres tentaram o parto vaginal, enquanto 771 marcaram nova cirurgia para retirar o bebé.

Não houve registo de rupturas uterinas em nenhum dos grupos. As 89 mulheres que optaram pelo parto vaginal após três cesarianas não revelaram também maior incidência de outras lesões, nomeadamente ao nível do aparelho urinário ou lacerações da artéria uterina (outras complicações tradicionalmente associadas a partos vaginais após cesarianas).

As probabilidades de conseguir o parto vaginal revelaram-se semelhantes, fosse qual fosse o número de cesarianas anteriores. 13600 mulheres com uma ou duas cirurgias no «currículo» optaram pelo parto vaginal - 75 por cento conseguiu-o. No gurupo das que já tinham passado por três cesarianas a percentagem foi até supeiror: 80 por cento. Todas elas tinham tido incisão transversal baixa - o que diminui os riscos de ruptura uterina, em relação à incisão vertical antigamente usada.

Outro ponto a referir é que se houve também um parto vaginal anterior, as probabilidades de sucesso na opção pelo parto vaginal são ainda superiores.

Os resultados do estudo foram publicados no British Journal of Obstetrics and Gynaecology (BJOG).

Porque é que, actualmente, parece haver um conflito entre ser mulher e ser mãe?

Reflexão em torno da obra "Le conflit, la femme et la mère" (Flammarion)

Segundo Elisabeth Badinter, e que na minha opinião é irrefutável, não existe um modelo perfeito de mãe mas sim escolhas
parentais que se devem adaptar ao contexto e necessidades de cada
mulher. Mas o que fazer quando as necessidades da mãe esbarram nas
necessidades dos filhos? Qual o peso do social e do biológico na
determinação dessas necessidades? Se a primazia da nossa vida em
sociedade não estivesse no consumo - e no trabalho que permite auferir
o rendimento que dá acesso aos bens de consumo - as necessidades
básicas do ser humano seriam as mesmas? As necessidades de um recém
nascido e de uma puérpera seriam as mesmas?

Outra verdade irrefutável no seu discurso é o facto de ser necessário
ter em conta a diversidade inerente ao conceito de feminino. Ser mulher
não significa ser mãe nem ser um determinado tipo de mãe.

Depois, temos as questões controversas e quanto mais exploro as
posições da autora sobre a maternidade, mais considero que estas só
fazem sentido no quadro da dicotomia consumo/trabalho. De notar também
que as escolhas e práticas parentais vão muito para além da saída, ou
não, da mulher de casa para trabalhar e essa diversidade está ausente
do discurso da investigadora.


Diz-nos E. Badinter que, a OMS e a UNICEF decretaram a amamentação exclusiva e em livre demanda até aos seis meses e a amamentação até, no mínimo, aos dois anos por terem cedido
às pressões de uma América católica e conservadora que obriga, para
poder cumprir com as recomendações em causa, a mulher a ficar
disponível para os seus filhos 24 horas por dia sob risco de não ser
considerada uma boa mãe.

Diz-nos ainda que a licença de maternidade pode ser um presente envenenado dado que assistimos ao Estado a impor um ideal de mãe. Este
ideal de mãe socialmente imposto, pode ser responsável pelo decréscimo
da natalidade em muitos países ocidentais (nos quais a autora inclui
Portugal) dado que as mulheres que queiram ser profissionalmente bem
sucedidas tentem a não desejar ter filhos. A autora fala na necessidade
de apoiar as mães que trabalham e isso não passa por alargar as
licenças parentais mas, infelizmente, não nos indica como esta ajuda se
poderia consubstanciar. Afirma também que as mulheres que optam por
tirar a licença parental alargada, não encontram os seus postos de
trabalho quando esta termina e ficam, devido ao desemprego e falta de
independência financeira, alienadas em casamentos que, muitas vezes, já
não são satisfatórios.

Como justificação para o facto de a taxa de natalidade em França não
ser tão reduzida como noutros países europeus, a investigadora aponta o
facto de na sociedade francesa as mulheres preferirem suprir primeiro
as necessidades dos maridos e só depois as dos filhos o que significa
que estas não abdicam do seu papel de esposa que contribui para o
orçamento familiar mesmo tendo filhos - e não são julgadas por isso - e
por isso não necessitam de se privar de os ter.

As posições da filosofa são controversas por exemplo, quando afirma que
os movimentos ecologistas são machistas e estão, em nome do ambiente,a
empurrar a mulher à reclusão do lar. Tenho que concordar que um Governo
que visa taxar as fraldas descartáveis por estas serem muito poluentes
em vez de dar icentivos para que se criem alternativas igualmente
descartáveis mas biodegradáveis, é um Governo que, como diz a autora,
se preocupa mais com o ambiente do que com as mulheres mas também
poderá ser, digo eu, um Governo que vê em todo o lado oportunidades
para arrecadar dividentos de impostos. Mais difícil de concordar é com
a crítica da autora às mulheres que optam por não tomar a pílula
contraceptiva, por ter partos sem epidural e/ou em casa por, diz-nos,
estarem aterrorizadas com tudo o que é articifical.

Fala-nos ainda da necessidade feminina de ajustar contas com as suas
mães e no papel deste "ajuste de contas" na saída das mulheres para o
trabalho "não vou ficar sacrificar a minha vida e ficar em casa como a
minha mãe" - diziam as mães nos últimos 30 anos - versus o actual
"primeiro o meu filho, não vou trabalhar e relega-lo para segundo plano
como a minha mãe".

Uma outra opinião controversa é a de que, com as actuais directivas
sobre o aleitamento materno, os pais se tornam meros espectadores que
deixaram de ter que se preocupar em dar o beberão aos filhos. Mas,
pergunto eu, a participação activa nas tarefas domésticas, com ou sem
filhos, passa apenas por dar um biberão?

A supressão das desigualdades de género não passam por decidir se é a
mãe que amamenta a cria ou o pai que lhe dá o biberão. Fazer a mãe ir
trabalhar uns dias depois de dar à luz ou ter uma sociedade que se
organizou de forma a que tanto mulheres como homens se sentem sozinhos
e infelizes em casa com os filhos - e por isso preferem ir trabalhar -
também não é grande garante de igualdade. Da mesma forma que ser mulher
não deve ser sinónimo de ser mãe, ser humano/a não deve ser sinónimo de
ser trabalhador/a.

Finalmente,esta obra - e as posições consentâneas com a mesma - prima
pela ausência de referências às necessidades dos recém nascidos e das
crianças e parece fazer uma dissociação entre estes e o mundo dos
adultos como se nenhum de nós nunca tivesse sido bebé e criança.

Nas cresches e Jardins-de-Infancia ver televisão é uma actividade didatica e comum

Cerca de 2 em 5 famílias com crianças em creches garante que este encargo é uma parcela importante nas finanças. Por criança, gastam um valor de referência mensal de € 150 numa creche e € 110 num jardim-de-infância. Mas o custo chega a ultrapassar, em Lisboa, os € 300 mensais. Em 80% dos casos, os pais inscrevem os filhos antes de começarem a frequentar a instituição, em média, 5 meses antes.

Metade das mães inquiridas ficou 5 meses em casa com o bebé, com salário reduzido. No regresso ao trabalho, 20% enfrentaram problemas: 9% sentiram hostilidade do chefe ou colegas, enquanto 7% não usufruíram das horas de amamentação a que têm direito.

Mais de 30% das crianças permanecem mais de 9 horas na creche, o que é sinónimo de mais tempo em frente do ecrã. Nas creches, mais de 70% vê televisão e tal acontece quase todos os dias para mais de metade. Nos jardins-de-infância, a esmagadora maioria (90%) vê televisão e, segundo os pais, esta rotina é quase diária para 43 por cento.

A DECO reivindica que as creches e jardins-de-infância, públicos ou privados, devem estar sob a alçada do Ministério da Educação. As creches, à semelhança de outros países europeus, como Espanha, Dinamarca, Finlândia e Suécia, devem deixar de ser encaradas apenas como um serviço social. Segundo dados de 2008 do Ministério do Trabalho e Segurança Social, a cobertura de creches e amas era de 30% e a dos jardins-de-infância, de 77 por cento

Mais info sobre este artigo da  DECO

Aprender a Ler sem Escola: 7 princípios

Há umas semanas atrás convidei os leitores do meu blogue que praticam o unschooling ou seguem o modelo da escola Sudbury a partilharem as suas histórias sobre a aprendizagem da leitura sem instrução formal. Dezoito pessoas - a maioria das quais se identificaram como pais de unschoolers - gentilmente compartilharam suas histórias comigo. Cada história é única. Tal como os meus alunos descobriram em suas pesquisas em Sudbury Valley, parece não haver um padrão no modo como as crianças que actualmente não frequentam a escola aprendem a ler.

No entanto, ao listar e organizar os temas principais de cada história, consegui extrair o que me parecem ser 7 princípios que talvez nos possam ajudar a compreender, de uma forma geral, o processo de aprender a ler sem escola. Optei por organizar o resto deste artigo em redor destes princípios e exemplificar cada um deles com citações das histórias que me enviaram. Algumas das pessoas que me enviaram histórias pediram-me para usar apenas os seus nomes e não os nomes dos seus filhos, por isso resolvi usar essa convenção.

Aprender a Ler Sem Escola: 7 Princípios


1) Para as crianças que não frequentam a escola, não existe um período crítico ou uma idade ideal para aprender a ler.

Para as crianças nas escolas normais é muito importante aprender a ler na altura ditada pela escola. Se não aprenderem nessa altura, acompanhar o resto do currículo torna-se mais difícil e poderão vir a ser rotuladas como "fracassos", como alguém que tem de repetir o ano ou que tem alguma deficiência mental. Nas escolas, aprender a ler é a chave para o resto da aprendizagem. Primeiro você "aprende a ler" e depois você "lê para aprender." Sem saber ler você não pode aprender a maior parte do resto do currículo, porque grande parte dele é apresentado através da palavra escrita. [...]

Mas a história é completamente diferente para as crianças sem escola. Elas podem aprender a ler a qualquer altura, sem aparentes consequências negativas. As histórias que me enviaram incluem 21 casos diferentes de crianças aprendendo a ler. [...] Destes, dois aprenderam aos 4 anos, sete aprenderam aos 5 - 6 anos, seis aprenderam aos 7 - 8 anos, cinco aprenderam aos 9- 10 anos e um aprendeu aos 11 anos.

Mesmo dentro da mesma família, crianças diferentes aprenderam a ler em idades muito diferentes. Diane escreveu que a sua primeira filha aprendeu a ler aos 5 anos de idade enquanto que a sua segunda filha aprendeu aos 9 anos; Lisa W. relatou que um dos seus filhos aprendeu aos 4 e outro aos 7 anos e Beatriz contou que uma filha aprendeu antes dos 5 e a outra aos 8 anos.

Hoje, nenhuma dessas crianças tem dificuldades na leitura. Beatriz relata que a filha que só aprendeu a ler aos 8 anos e que agora tem 14 anos "lê centenas de livros por ano, escreveu um romance e ganhou vários prêmios de poesia." Esta filha, no entanto, havia demonstrado outros sinais de precocidade literária muito antes de ter aprendido a ler. De acordo com Beatriz, aos 15 meses de idade ela recitava de memória todos os poemas no livro Complete Mother Goose.

A mensagem mais frequentemente repetida nestas histórias de aprendizagem da leitura é que as crianças têm uma atitude positiva relativamente à leitura e à aprendizagem em geral porque não foram obrigadas a ler contra a sua vontade. Isto talvez tenha sido transmitido mais claramente por Jenny, que escreveu, em relação à filha (que tem agora 15 anos) que não leu até aos 11 anos: "Um dos melhores resultados de ter-lhe deixado aprender a ler ao seu próprio ritmo e a partir da sua iniciativa foi que ela tomou controle do processo e através dessa experiência apercebeu-se que se podia aprender a ler sozinha podia aprender qualquer coisa. Nós nunca lhe pressionamos para aprender, nunca, e por causa disso a sua capacidade de aprender manteve-se intacta. Ela é muito esperta, muito viva, curiosa e interessada no mundo que a rodeia."

Continua...
Trecho de Children Teach Themselves to Read: unschoolers' accounts of how their children taught themselves to read, por Peter Gray, professor e pesquisador de psicologia no Boston College. Parte 1 aqui.

Fonte: Aprender sem Escola

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

artigo de opinião expresso no blog Por uma aprendizagem natural

"A aprendizagem um processo natural, seu desenvolvimento proposital e mediado terá maior eficácia sendo administrado no âmago do lócus mais comum e familiar ao sujeito aprendiz.
O que tudo isso significa?
Primeiramente, me refiro ao “desenvolvimento proposital e mediado da aprendizagem” como a educação elaborada, ou seja, aquela através da qual buscamos transmitir à criança os saberes elaborados durante a história humana, bem como desenvolver nela as habilidades necessárias para sua vida social e profissional. Comumente tratamos desse tipo de mediação como “educação escolar”, o que se constitui um equívoco, uma vez que não se trata de um processo exclusivo das instituições escolares.
Neste sentido, considero que essa educação elaborada é proposital porquanto um sujeito a propõe a outro sujeito menos experiente com o propósito de torná-lo mais apto. Da mesma forma a considero mediada pois, neste caso sim, sempre haverá algum tipo de mediação entre o conhecimento existente e o sujeito.
Tendo esses conceitos em mente, dou prosseguimento a meu raciocínio...
Nos últimos séculos temos tentado criar um espaço ideal no qual as crianças possam aprender tendo o aporte de profissionais especializados, metodologias e materiais adequados e uma estrutura especialmente planejada. Chamamos isso de escola. Talvez para a maior parte das pessoas a escola constitua o lócus ideal para a educação elaborada, uma vez que foi criada para isso. Porém, o que muitas vezes nos passa despercebido é que ao tirarmos uma criança de seu lar e a inserimos em uma escola podemos acabar forçando ou artificializando o processo natural de aprender.
Consideremos: o sujeitinho é inserido em um local estranho – diferente de qualquer outra estrutura que já tenha visto – , com dezenas ou centenas de outras crianças que não conhece, precisa se adaptar a regras e rotinas totalmente novas e (aos seus olhos) sem sentido, além de ter que se submeter à autoridade de outros adultos que não reconhece. E para piorar tudo: está totalmente desprovido do sentimento de segurança proporcionado pela presença de sua família.
É nesse ambiente hostil que a criança terá que se esforçar (ou ser forçado) a aprender coisas como ler, escrever e fazer contas – conhecimentos que não lhe fazem o menor sentido (!), uma vez que não os visualiza no dia-a-dia fora da escola.
Não estou afirmando que todas as escolas apresentam a imagem assustadora que pintei no parágrafo anterior... Nem mesmo que a escola não possa se constituir um espaço adequado para uma educação natural... Por favor, não interpretem mal minhas palavras.
Mas tenho sim que testemunhar que, na maior parte das vezes, as instituições criadas e mantidas sob nosso sistema educacional têm apresentam como conseqüência da massificação educacional um quadro igual ou pior do que aquele que aqui apresento...
Neste ponto gostaria de afirmar que não milito pela destruição das escolas. Pelo contrário: admiro muito quem luta por uma educação escolar de qualidade. Eu mesmo ficaria deveras feliz ao ver um Brasil com instituições escolares adequadas auxiliando e maximizando o potencial de aprendizagem das crianças. Porém, minha luta é outra...
Milito pela possibilidade de haver uma alternativa à educação escolar – com efeito, uma alternativa, não um substituto...
Talvez um dia tenhamos escolas com uma qualidade extrema. Mas mesmo assim considero importante termos o direito de educar nossos filhos em casa também... "

Educação em Auroville

Consuming Kids

Consuming Kids mostra que as crianças precisam desesperadamente de luz e protecção sobre as práticas das multinacionais.A implacável máquina de marketing vende agora às crianças e aos pais tudo, desde junk food e jogos de vídeo violentos como falsos produtos educacionais ao carro da família. Baseando-se em percepções dos profissionais de saúde, educadores, defensores da infância e membros da indústria, o filme enfoca o crescimento explosivo do mercado infantil e o caos da desregulamentação, mostrando como os comerciantes da juventude têm usado os mais recentes avanços em psicologia, antropologia e neurociência para transformar crianças norte-americanas nos mais poderosos e rentáveis consumidores no mundo. Consuming Kids alerta contra a comercialização em massa na infância, levantando questões urgentes sobre a ética do marketing infantil e seu impacto sobre a saúde eo bem-estar das crianças.

Featuring: Dan Acuff | Enola Aird | Michael Brody | Nancy Carlsson-Paige | Josh Golin | Allen Kanner | Velma LaPoint | Diane Levin | Susan Linn | Robert Reiher | Michael Rich | Gary Ruskin | Nick Russell | Juliet Schor | Betsy Taylor | David Walsh




















sábado, 20 de fevereiro de 2010

Escola e Criatividade

Lindo

Retiros de Mulheres

RETIROS DE MULHERES
Dançando os ciclos da Terra  
Iris e Helena Madeira


BELTANE: 30 de Abril a  2 de Maio
O Fogo que cria: criatividade, sexualidade, abundancia

Eco-Retiros na Natureza: Ferreira do Zêzere
BELTANE: 30 Abril a  2 de Maio

O Fogo que cria: criatividade, sexualidade, abundancia

Em Maio celebra-se o festival da Fertilidade Beltane.
Beltane era celebrado com grandes fogueiras, evocando a força Solar, a força criativa do Sol, que faz despontar as sementes da Terra, transformar as flores em fruto, a força da Sexualidade  que transforma o corpo e o espirito pelo Amor, estimulando a criatividade em todos os aspectos da vida,  a força da Luz iluminando a consciência trazendo plenitude, clareza de espirito, abundância e paz.
A criatividade é a força motriz do Ser, podemos criar-nos e recriar-nos continuamente, tendo por matéria base o que somos e vivemos, e assim, podemos recriar também tudo o que são as nossas vidas.
Entrando em paz com o corpo e com o desejar,
Beltane evoca a nossa ligação à Terra, ao primeiro e segundo chackra, relembrando-nos a importância de estarmos plenamente enraizadas para que a expansão possa acontecer: integrando as nossas facetas masculina e feminina, recuperando o sagrado da nossa sexualidade, como uma vital força motriz da nossa harmonia e criatividade interior e exterior. Beltane lembra-nos a importância de olhar e compreender os nossos relacionamentos afectivos como um espelho da nossa relação connosco mesmas, lembra-nos a importância de integrar o prazer de viver em todas as nossas escolhas, deixando cair culpa e imagens negativas, para que cada parte do que somos e vivemos possa ser uma fértil celebração.
Com as suas solares fogueiras, Beltane recorda a importância da vivência da paixão para que a alquimia interior possa acontecer, e para que possamos, contemplando e agindo, transformar a emoção em sentimento.
Beltane lembra-nos sobretudo que temos um potencial interior infinito, e que temos o poder de nos recriar e criarmos o que quisermos nas nossas vidas constantemente.

Cores para vestir: vermelho, laranja, amarelo, ocre, tons solares
Trazer: saias ou vestidos
Vários panos, echarpes ou pareos
Trazer uma flor viva que seja a sua preferida ou de que goste muito.
sementes diversas
um espelho de mão onde possa ver todo o rosto
3 velas e fitas de cetim de cor solar

As Práticas:
Acreditando que somos um todo, neste retiro passaremos por diversas técnicas que nos permitem contactar e conectar o corpo, mente e espirito, da sensação à emoção, da emoção à expressão, da expressão à criação.
Trabalharemos os chackras, centros energéticos, por meio de práticas de respiração e meditação, Yoga (pranayama) e exercícios inspirados em rebirthing, meditação
activa (giro de inspiração Sufi, exercícios de movimento e confiança, despertar da sensação intuitiva), bem como visualizações criativas e diversos exercícios vivenciais de transformação de padrões de pensamento, para descondicionar aquilo que em nós nos torna menos do que de facto somos.
Recuperaremos a Voz do Corpo:  trabalhando  consciência corporal,  meditação,  respiração na voz. A Voz do Corpo destina-se à escuta do corpo e, através dele, à expressão vocal livre e natural, e não à aprendizagem de canto.
Dançaremos, recorrendo a movimento espontâneo, exercicios de dança Oriental, Afro e contemporânea, para regressar à consciência de si através da sensação.Celebraremos simples rituais de origem pagã e xamânica: semear, formular intenções, trabalhar com os 5 elementos, partilhar em circulo de cura.

A alimentação  é vegetariana, utilizando os produtos que a Terra nos oferece nesta época, confeccionados com Amor e com a perpectiva de que os alimentos do corpo energizam a Alma. Integrando cada aspecto do que somos, e do que vivemos, aceitando-nos como parte do corpo pleno que é a Terra e o Universo.

SOBRE AS ORIENTADORAS:www.irislican.blogspot.com            www.myspace.com/helenasofiamadeira

Material necessário:
Para além do mencionado para cada retiro:
Roupa muito confortável   Meias quentinhas   Mantinha quente  

Condições:
Programa:
Chegada: sexta ao fim do dia, 20h00 (para jantar)   Partida: domingo, a partir das 16h00
Valor:
 
associadas Aiga: 120€    Outras participantes: 150€alimentação vegetariana completa incluída

Estadia (por retiro): 25€ (inclui roupa de cama, toalhas e lençois)
Grupos de 5 pessoas: 10% de desconto
Possibilidade de parcelar o pagamento em fracções a definir, contacte-nos!
Reserva obrigatória até dia 25 de  Abril, para retiro Beltane. Inscrição mediante sinalização obrigatória de 50€ (não reembolsável em caso de desistência), dedutíveis do valor total do retiro.Vagas limitadas!

Local: A lindissima Casa de Avecasta, Ferreira do Zêzere (solicite-nos por mail o mapa para chegar, Consulte-nos acerca da possibilidade de partilhar transporte)

Informações/ Inscrições:
Raphaella: 96 610 92 74  aiga.lusa@gmail.com


Associação Internacional de Germinação Artistica LusaINSPIRAR, CURAR, NUTRIRwww.aiga-aiga.blogspot.com