domingo, 28 de fevereiro de 2010

Formas de prevenir o choro do bébé/Técnicas de Enfaixamento

Actualmente sabemos que as melhores formas de prevenir os episódios de choro passam por métodos muito simples de simulação do ambiente uterino.
Há milhares de anos que o Homem usa essas técnicas de forma instintiva mas as exigências da sociedade ocidental, fizeram com que, de alguma forma elas se fossem perdendo.
Hoje em dia voltaram a ser valorizadas pelos especialistas e podemos comprovar facilmente que nos países onde estas técnicas ainda são usadas habitualmente, os bebé choram um número consideravelmente inferior de horas e não sofrem de cólicas.

A forma mais eficaz de simular o ambiente uterino, prevenir episódios de choro e evitar as cólicas é carregar o bebé.
Seja num pano, num sling ou noutro porta-bebés, os estudos indicam, sem margem para dúvidas, que os bebés carregados ao colo choram consideravelmente menos. Daí a famosa frase associada ao babywearing que aconselha nine in, nine out.

Ao ser carregado o bebé é suavemente embalado pelos movimentos da mãe (tal como o era durante o período da gestação) é aquecido pelo calor da mãe[1], tal como o era no útero, ouve a sua voz, o som do seu coração e outros sons que lhe são famíliares do ambiente uterino no qual viveu durante nove meses.

Ao colo, o bebé tem a possibilidade de olhar para o mundo de um ângulo que um carrinho, por exemplo, não permite.
Com os olhos practicamente ao nível dos da sua mãe, o bebé distrai-se facilmente a observar tudo o que o rodeia.

Ao enfaixar o bebé (envolvê-lo num pano/manta de forma a que fique bem aconchegado) podemos também simular os limites, o aconchego e o calor do ventre materno.
O famoso método do Dr Harvey Karp consiste precisamente no enfaixamento do bebé, ao mesmo tempo que o embalamos e simulamos alguns dos sons que o bebé estaria habituado a ouvir na barriga da sua mãe (uma espécie de "Chhh, chhh, chhh" que já as nossas avós usavam).
Se virmos bem, ao carregar um bebé no pano, o efeito é practicamente idêntico, já que ao encostarmos o bebé ao nosso peito ele vai continuar a ouvir os sons da mãe (do bater do coração, dos intestinos...)

Ao amamentar também estamos, de certa forma, a manter intacto o cordão umbilical com o bebé.
Tal como no ventre, o bebé amamentado não precisa de esperar para ser alimentado, basta abrir a boca e procurar (a mãe que está próxima do bebé facilmente aprende a "ler" os seus sinais). O leite materno está à temperatura ideal (a temperatura da mãe) e tem um sabor parecido com o já familiar líquido amniótico, que engloba uma mistura de sabores única dada pela dieta habitual da mãe.
Já aqui tinha referido noutras ocasiões que o choro é um sinal de fome tardio, como tal, não devemos deixar que um bebé chegue a esse ponto para o alimentar. Um bebé que chora com fome é porque já mostrou outros sinais de fome há algum tempo.
Uma das maneiras de evitar que isto aconceça é manter a proximidade com o bebé, de dia e de noite.


Formas de acalmar um bebé "chorão" (incluíndo alguns truques bastante simples)

* Carregar o bebé num sling ou pano
* Dançar com o bebé
* Baloiçar com o bebé
* Dar uma volta de carro
* Levar o bebé a dar um passeio
* Amamentar o bebé em pé (andando ou baloiçando)
* Deixar o bebé sugar para o confortar: dar de mamar, dar um dedo para o bebé chuchar
* Musica, cd´s de sons para bebés, que imitam os sons do útero e das batidas de coração
* Gravar o bebé a chorar e deixá-lo ouvir o seu próprio som
* O barulho dos relógios
* Cantar para o bebé
* Fazer barulhos "diferentes" para chamar a atenção do bebé, por exemplo mexer num saco de plástico ou amachucar papel
* O som da água a correr
* Os sons repetitivos de alguns aparelhos que fazem lembrar ao bebé os sons uterinos: aspirador, máquina de lavar loiça/roupa, ventoinha, etc.
* Mostrar um espelho ao bebé
* As chamas de uma lareira ou outras luzes chamativas (ex. árvore de Natal)
* Olhar para os carros a passar
* Deitar o bebé sobre o nosso peito/barriga de forma a que ele consiga ouvir o som do nosso coração (pode-se usar um pano para esse efeito)
* Um banho morno (pode ser assim)
* Se o choro persistir, apesar de se usarem os métodos acima descritos, observar a alimentação da mãe: estará a "abusar" de algum tipo de alimento? bebe muito leite de vaca? introduziu ultimamente um alimento diferente do habitual? fuma? Se o bebé for alimentado a biberão pode ser necessário trocar de leite
* Muitas vezes é útil ajudar a resolver o stress dos pais de um bebé que chora muito. Além de ser uma situação muito desgastante, essa ansiedade passará para o bebé e poderá formar-se ali um ciclo de tensão dos pais para o bebé e vice-versa
* Tente criar um ambiente o mais tranquilo possível não só para o bebé mas também para os pais

Faça o que fizer, nunca abane o seu bebé!
Sei que cuidar de um bebé que chora muito, principalmente quando temos muito cansaço acumulado com poucas horas de sono, pode ser desesperante. Mas lembre-se que quando alguém está desesperado pode agir de forma impulsiva e com mais força do que teria intenção de fazer.
Abanar ou sacudir o bebé com força pode causar danos irreversíveis (Síndrome do Bebé Sacudido) por isso mantenha sempre em mente esta informação.

Nota: Apesar de todas as indicações aqui descritas, quando um bebé chora durante 2 horas ou mais, ininterruptamente (apesar de se terem feito esforços para o consolar) ou quando o choro é acompanhado de outro sintoma (vómitos, febre, diarreia, etc) torna-se necessário recorrer a um médico para que possa ser observado.

[1] Existe um fenómeno natural interessantíssimo chamado Síncronia Térmica, descoberto por especialistas em Método Canguru.
As mães que carregam os bebés adaptam a sua própria temperatura corporal segundo as necessidades do bebé. Por exemplo, se o bebé tiver febre, a temperatura da mãe baixa de forma a compensar o excesso de calor. Se pelo contrário, o bebé tiver frio, a temperatura da mãe sobe ligeiramente para transmitir esse calor para o seu filho.

Aprender sobre o choro do bebé

Aprender a lidar com o choro do bebé é talvez um dos maiores desafios que os recém papás terão de enfrentar.
Um choro repetitivo pode deitar abaixo, física e psicologicamente, uma recém mamã ainda pouco confiante nas suas capacidades de progenitora. A frustração vai aumentando quando não se consegue identificar o motivo do choro.
No entanto, não há como dar a volta: os bebés choram.

A primeira coisa a fazer é lembrar-se que o choro é o principal meio que o seu filho tem para comunicar consigo. Como tal nunca deve ser ignorado.

Com o tempo e através das tentativas, os pais vão aprendendo a traduzir as necessidades do bebé e a identificar o significado do choro.

Quando falo sobre este tema, gosto também de lembrar este texto. Faz todo o sentido aqui (também) lembrarmo-nos da nossa condição de mamíferos e de como o simples contacto pele-com-pele pode promover maravilhas.
Ainda, e tal como refere Jan Hunt, talvez seja também útil reflectir sobre se estaremos ou não a abusar das técnicas "de substituição" habitualmente usadas nas nossas sociedades ocidentais (ditas civilizadas) para tentar consolar os nossos bebés:*

ursinhos que substituem os pais, carrinhos em vez de braços, grades em vez de dormir juntos, chupetas em vez de mamar no peito, brinquedos em vez de atenção, caixinhas de música em lugar de vozes, leite em pó em vez de leite materno, cadeira de baloiço em lugar do colo - determinaram uma época de consumismo, isolamento pessoal e insatisfação emocional.

Deixo-vos uma espécie de "check-list" com os motivos mais comuns de choro. Pode ser uma ajuda para os primeiros tempos. Deve usar-se por esta ordem e quando não conseguirmos consolar o bebé passamos à hipótese seguinte.

- Fome
Esta é a principal razão de choro nos bebés, como tal deve ser sempre a primeira hipótese a ser colocada.
Os bebés pequenos têm um estômago muito pequeno e, assim sendo, devem alimentar-se em pequenas quantidades e frequentemente (este é o ritmo natural dos bebés amamentados).
Com o passar do tempo, é natural que a mãe aprenda a identificar as "pistas" de fome do bebé antes mesmo que ele comece a chorar, sendo essa a situação ideal, visto que o choro é um sinal de fome tardio.
Essas "pistas" podem ser movimentos como encostar o nariz ao seu peito, fazer movimentos da boca em busca do peito, fazer movimentos de sucção ou pôr as mãos na boca.
Mamar, para um bebé, não é apenas alimentar-se. Serve de consolo, alívio das dores e desconfortos, fá-lo sentir-se seguro e próximo da mãe.

- Solidão
Uma das necessidades mais importantes do bebé é o contacto pele-com-pele.
Existe o "mito" de que se pegarmos muito no bebé ao colo ele fica "estragado com mimo". Isso não é verdade. Os bebés precisam de colo para se sentirem seguros.
Muitas vezes o bebé acalma se lhe proporcionarmos um ambiente semelhante aquele que tinha no ventre materno. O colo vai transmitir-lhe tudo isso: calor, movimento, a voz da mãe e o bater do seu coração. O método do Dr Harvey Karp consiste precisamente em imitar as sensações recebidas no ventre.
Os recém papás podem aprender a usar um pano, sling ou porta-bebés. Assim poderão dar colo e ao mesmo tempo ficar com as mãos libertas para outras tarefas.

- Desconforto
É preciso verificar se o bebé tem a fralda suja ou demasiado apertada, se a roupa tem costuras ou etiquetas que o possam incomodar.
Também é possível que o bebé sinta desconforto se tiver demasiado frio ou demasiado calor. Muitas vezes o bebé chora na mudança da fralda ou enquanto é despido para o banho, simplesmente porque não gosta de sentir frio.

- Cansaço
Muitas vezes os bebés estão tão cansados que simplesmente não conseguem fechar os olhos e dormir.
Por vezes podem estar sobrestimulados no final do dia, quando, por exemplo, tiveram muitas visitas, andaram de colo em colo, com muitas luzes, barulhos, etc.
Neste caso, devemos levar o bebé para um sítio mais tranquilo, onde se reduzirá o nível de estimulos para que ele possa acalmar e descansar.

- Cólicas
Actualmente, os especialistas divergem quanto aos episódios de cólicas. E a verdade é que há situações em que simplesmente não se consegue descobrir porque é que o bebé chora nem se consegue consolá-lo. Então, esses episódios de choro rapidamente são defenidos como "cólicas".
O melhor que podemos fazer é usar as mesmas estratégias já definidas acima para tentar consolar o bebé.
Nestes casos, em que o bebé chora durante muito tempo, é igualmente importante que os pais se mantenham calmos, pois esta é uma situação bastante difícil e stressante.
Se necessário peça ajuda a um familiar ou alguém de confiança para que possa descansar um pouco e manter o ânimo.

Apesar de todas as indicações aqui descritas, quando um bebé chora durante 2 horas ou mais, ininterruptamente (apesar de se terem feito esforços para o consolar) ou quando o choro é acompanhado de outro sintoma (vómitos, febre, diarreia, etc) torna-se necessário recorrer a um médico para que possa ser observado.
* Já que noutras sociedades menos desenvolvidas (em Africa ou na Ásia, por exemplo) cujos bebés crescem muito mais próximos, fisicamente, das suas mães, os níveis de choro são muitíssimo menores

Gravida e Vegetariana

Estar grávida e seguir uma dieta vegetariana não são realidades incompatíveis. Refeições sem carne nem peixe podem assegurar o reforço de nutrientes durante a gestação, desde que correctamente planificadas.

Em casa de Sónia Cruz não entra carne nem peixe. Já era assim antes da gravidez e com a notícia de que estava à espera de bebé, o frigorífico continuou sem alterações. Soja, seitan, tofu e uma gama variada de alimentos vegetarianos asseguraram o apetite voraz. «Para mim, não fazia sentido voltar a comer carne só porque estava grávida. Procurei informação, já que numa primeira fase tinha muitas dúvidas, e a gravidez correu bem», conta. O bebé nasceu saudável e, hoje, volvidos quase quatro anos, André é vegetariano como a mãe.

A vontade de nunca mais tocar em carne, «para não contribuir para o sofrimento dos animais», também fez com que Sandra Pais levasse por diante uma gravidez vegetariana. «Senti uma grande pressão por parte da família e dos médicos, que tentaram convencer-me a mudar, diziam que estava a ser inconsciente». Sandra não cedeu à pressão, muniu-se de informação e fez um curso de terapia ayurvédica que a ajudou durante a gravidez. O parto correu bem e a filha continua a crescer vegetariana.

Benefícios a longo prazo

Por razões variadas - motivos de saúde, éticos, ecológicos ou religiosos - são cada vez mais as pessoas que procuram refeições vegetarianas ou decidem deixar de comer qualquer alimento que resulte da morte de animais. Mas, durante a gravidez, será a alimentação vegetariana suficiente e adequada? São necessários cuidados especiais para quem segue um regime vegetariano restrito ou vegan? «Apesar da necessidade de nutrientes aumentar na fase de gestação, não há motivo para afastar a possibilidade de uma gravidez vegetariana», afirma a nutricionista Madalena Muñoz. Desde que seja variada e equilibrada, a alimentação vegetariana pode suprir todas as necessidades de nutrientes durante a gravidez e garantir o bom desenvolvimento do bebé.

Formada em Ciências Alimentares pela Universidade da Califórnia e em Dietética pela Universidade do Estado do Kansas, Madalena Muñoz lembra a posição da associação dietética mais influente do mundo: «A American Dietetic Association afirma que uma alimentação vegetariana correctamente planeada é saudável, nutricionalmente equilibrada e ajuda a reduzir o risco de muitas doenças crónicas degenerativas. As dietas vegetarianas, incluindo as vegan, podem ser adequadas para todas as idades e etapas, desde a gravidez à amamentação, e incluindo bebés, crianças e adolescentes.»

Entre as vantagens apontadas, encontra-se a protecção face a algumas doenças – como a hipertensão, as infecções e as alergias alimentares. As grávidas vegetarianas podem beneficiar «de níveis mais elevados de fibra, hidratos de carbono, magnésio, potássio, ácido fólico e antioxidantes, tais como vitaminas C e E e fitoquímicos». Contudo, como em qualquer regime alimentar, podem existir carências se não se diversificarem os alimentos e planearem correctamente as refeições.

«Na modalidade ovo-lacto-vegetariana, que inclui lacticínios e ovos, há menos hipóteses de haver carências alimentares pelos menos informados. Ou seja, quanto mais restritiva for a alimentação vegetariana, mais conhecimento se deve ter, para evitar carências que podem pôr em risco a saúde», adverte Madalena Muñoz.

Fonte: Pais&Filhos

Alimentação do 1ºano para bébés vegetarianos

O que se segue é uma visão cronológica de como satisfazer as necessidades nutritivas do bebé com uma dieta vegetariana.
Faz sentido que as mães vegetarianas amamentem durante mais que um ano, se possível, pois o leite materno é uma fonte muito rica de nutrientes.


Do Nascimento aos 6 meses

Desde o nascimento até aos 6 meses todas as necessidades nutritivas do bebé são satisfeitas através do leite materno. Nunca deixes que o bebé mame ou beba o biberão deitado de costas. Essa posição permite que a cavidade nasal e os canais do ouvido médio se encham de leite, o que poderá provocar infecções do ouvido e alergias.


Dos 6 aos 8 Meses
Aos 6 meses, podem ser introduzidos alimentos sólidos, mas não se deve apressar o processo se o bebé parecer satisfeito só com o leite materno. Presta atenção aos sinais do bebé; podes considerar que ele está pronto para os alimentos sólidos, se chora depois de mamar ou se mastiga o mamilo. Mesmo assim continua a amamentar, enquanto for confortável para ti e para o teu bebé.

A melhor altura para introduzir os alimentos sólidos é logo a seguir a mamar, quando o bebé já não está esfomeado. Sê paciente e vai devagar. A clássica "primeira comida" é banana esmagada, mas há outras boas apostas, como pêssegos e/ou maçãs cozidas e esmagadas.
Com o bebé no colo, começa por oferecer-lhe uma pequena quantidade, e inclinando-lhe as costas ligeiramente para trás, toca-lhe com a colher nos lábios e introduz a comida na sua boca. Mostra-lhe, com o teu sorriso, que é algo de que irá gostar. Se o bebé não estiver interessado nas primeiras tentativas, esquece isso durante mais uma semana. Quando estiver preparado, não tentes empanturrá-lo com comida; estas primeiras tentativas são apenas uma apresentação. O bebé irá mostrar-te que já chega, virando a cabeça para o lado, mantendo a boca fechada ou até mesmo cuspindo a comida. Leva-o a sério.
Mais tarde, por volta dos 7 meses, deverá estar pronto para papas de cereais integrais, bem cozinhados e com uma consistência bem cremosa. Evita as papas de cereais comerciais, que são mais caras e não possuem o mesmo valor nutritivo que as caseiras. Se houver na tua família casos de alergia ao trigo, à soja ou ao milho, é melhor começares com arroz ou aveia. Podes adicionar pequenas quantidades de banana esmagada ou de leite materno aos cereais cozinhados, para a aceitação ser mais fácil.
Quando introduzires alimentos sólidos oferece apenas um tipo novo de comida de cada vez, e depois observa como é tolerado. Se dois ou mais alimentos forem introduzidos ao mesmo tempo e o bebé tiver diarreia, cólicas, ou outros problemas digestivos, não conseguirás saber qual o alimento culpado. Dá uns dias ao sistema digestivo do bebé (até uma semana) para se habituar a cada alimento, antes de introduzires outro. Evita todas as "comidas para bebé" que contenham açúcar ou adoçantes artificiais. O açúcar não contém vitaminas, minerais ou proteínas, e pode levar à obesidade, tanto agora como mais tarde. As comidas adoçadas também confundem e seduzem o apetite, pois tendem a disfarçar a fome, substituindo os alimentos saudáveis.

Dos 8 aos 10 Meses
Dos 8 aos 10 meses podes introduzir as batatas. Assa-as inteiras, para preservar as suas vitaminas, e esmaga-as com um pouco de água ou leite materno. Ou então tenta esmagá-las juntamente com beterraba cozida, para obteres um bonito puré cor-de-rosa, que os bebés desta idade tanto apreciam.
Depois das batatas terem sido bem aceites, entre os 9 e os 11 meses, o teu bebé estará pronto para frutas frescas, tais como pêras, pêssegos, ameixas e melão. Também podes dar maçã descascada e ralada. Para evitar alergias não dês citrinos antes de 1 ano de idade, e nunca ofereças frutas "peganhentas" como tâmaras, figos secos e passas, até que o bebé possa mastigar bem pedaços pequenos e possa lavar os seus dentitos depois (com a ajuda de um adulto).


Dos 10 aos 12 meses
Dos 10 aos 12 meses introduz mais vegetais cozinhados e esmagados. Tenta batatas doces, se não o tiveres feito já, abóbora e cenouras; depois, experimenta outros vegetais. Não dês pedaços grandes a crianças com menos de 1,5 ano, pois podem sufocar. Depois da criança tolerar bem vários alimentos podes oferecer saladas combinadas. Mistura abacate, tofu, maçã cozida, vegetais cozidos e alguma "manteiga" de amêndoa, amendoim ou sésamo (com algumas gotas de vitaminas enriquecidas com ferro, se desejares assegurar a ingestão de vitaminas).
Durante este período de tempo também podes introduzir cereais integrais bem cozidos e escorridos. Por exemplo arroz, cevada ou aveia. Ou tenta uma mistura de cereais, rica em proteínas, com feijões de soja e gérmen de trigo.

Dos 12 aos 14 Meses
Dos 12 aos 14 meses podes adicionar legumes (ervilhas e feijões) ao menu do teu bebé, mas assegura-te de que todos os feijões são cozidos até ficarem bem macios e que as cascas são removidas (especialmente as da soja).Um creme de ervilhas é uma boa introdução à proteína dos legumes. Observa o cocó do bebé, para saberes se os feijões estão a ser bem digeridos. Se o cocó cheirar a azedo, se o rabinho do bebé ficar vermelho ou assado, ou se conseguires distinguir pedaços de feijão, deves esperar algum tempo até tentares os legumes novamente.
Algumas crianças não toleram bem os legumes inteiros até terem dois ou três anos, mas isso é normal. Existem outros produtos à base de soja (tais como leite de soja e tofu) e cereais que irão satisfazer as necessidades do teu filho. O húmus, feito com grão de bico e tahini ("manteiga" de sésamo), é um alimento saboroso e rico em proteína e cálcio, que pode ser usado para aumentar a ingestão nutritiva da criança.
Outro super alimento é o abacate, que é rico em riboflavina, ácidos gordos essenciais, potássio e cobre. Podes dar pequenos pedaços de abacate maduro ou misturá-los com água ou sumo de fruta, para fazer uma papinha.
Também já podes dar pão ao teu bebé. Começa com torrada; é mais fácil para o bebé mastigar. E não te esqueças como as crianças, mesmo as mais novas, adoram massa chinesa. As massas, enriquecidas com alcachofra e outros vegetais e servidas com molho, fornecem energia e proteínas.
Tenta também que o teu filho aprecie vegetais crus, como cenouras ou pepinos, a partir desta idade. Rala-os finamente e acrescenta um pouco de "manteiga" de amendoim, tahini, ou "manteiga" de amêndoa. Tofu simples e bolinhos de arroz são também muito saudáveis.

Dos 14 aos 18 Meses
Com a idade de 14 a 18 meses o teu filho deve já comer a mesma comida que tu (mesmo se for necessário passar a comida com a varinha mágica) e, devido à tua insistência em criá-lo com uma dieta vegetariana terá tido um início de vida muito saudável e natural. Ao longo destes primeiros meses de vida do teu bebé poderás ter de aguentar comentários como "estás a ser negligente" ou "não podes brincar com estas coisas". Mas uma dieta vegetariana é um bom começo para a saúde de um bebé.


Referências:
http://www.vegansociety.com/html/info/info26.html
KLAPER, Michael, Pregnancy, Children & the Vegan Diet, Ed. Gentle World

Copyright Centro Vegetariano. Reprodução permitida desde que indicando o endereço: http://www.centrovegetariano.org/Article-110.html

Idade da mãe ligada a parto difícil

Adiar a maternidade tem riscos conhecidos. Uma equipa de investigadores do Reino Unido descobriu mais alguns: o parto difícil, sobretudo para quem teve a primeira mentruação antes dos 13 anos.
 
As mulheres que tiveram o seu primeiro período menstrual mais cedo do que a média têm mais probabilidades de precisar de assistência médica durante o parto - como o uso de fórceps ou o recurso a cesariana. No entanto, se forem mães ainda jovens podem anular esse risco. Se adiarem a maternidade, os riscos são maiores. Foi esta a conclusão a que chegaram investigadores da Universidade de Cambridge. Analisaram dados de 3739 mulheres que foram mães pela primeira vez. Entre as que não tiveram a primeira período antes dos 15 anos, 26,9 por cento precisou de intervenções médicas. Para as que começaram a ser menstruadas antes dos 12 anos, essa percentagem foi 32,4. Outros estudos já tinham mostrado que o risco de um parto medicalizado cresce com a idade da mãe. A explicação para esta disparidade pode estar, acreditam os investigadores, no facto de as mulheres que são menstruadas mais cedo estarem durante mais anos expostas a hormonas como o estrogénio e a progesterona, que estão implicadas no trabalho de parto. Isto porque concluiram também que se as mulheres que têm o primeiro período mais cedo se tornarem mães também mais cedo não estão mais sujeitas a intervenção médica durante o parto. Adiar a maternidade tem assim mais riscos para as mulheres que tiveram o primeiro período menstrual mais cedo. O efeito do estrogénio e da progesterona no organismo feminino está implicado em toda a saúde da mulher, no excesso de peso e obesidade e na forma como decorre o parto. Por isso, merece mais atenção, sobretudo numa altura em que as raparigas estão a ter a sua primeira menstruação cada vez mais cedo. São precisos mais estudos que expliquem de forma aprofundada o efeito destas hormonas. Para as mulheres que tiveram a menstruação antes dos 12 anos, o investigador que liderou o estudo deixa um conselho: que mantenham um estilo de vida saudável e com o peso controlado, pois o excesso de peso aumenta, só por si, os riscos de parto difícil - verifica-se que está associado a fraca contractilidade uterina. Alguns especialistas pensam que o organismo da mulher está «desenhado» para esta se tornar mãe logo que começa a ser menstruada. Uma vez que a esperança de vida dos nossos ancestrais era curta, quanto mais cedo as mulheres tivessem descendência mais estaria protegida a sobrevivência da espécie.  Fonte : Iol Mãe

Agostinho da Silva - Pedagogia Competitiva

20 e 21 Março/27 e 28 Março Níveis I e II de Parto Natural com Carla Silveira no PazPazes (Porto)


No dia 19 de Março haverá também a exibição do filme "Orgasmic Birth", seguido de uma palestra com Carla Silveira